AS MARCAS DE JESUS
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Eldier






O fogo consumidor que transforma a realidade das coisas

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O fogo consumidor que transforma a realidade das coisas

Mensagem por Admin em Seg Mar 05, 2012 4:44 pm

Li um artigo interessante, falando sobre Heráclito de Éfeso, de cognome Obscuro, florescendo ao mundo na data entre 504 - 500 a.C.

Foi com esse personagem, que surgiu o conceito filosófico: Devir.

Segundo a Wikipedia:

"Devir é um conceito filosófico que qualifica a mudança constante, a perenidade de algo ou alguém. Surgiu primeiro em Heráclito e em seus seguidores; o devir é exemplificado pelas águas de um rio, “que continua o mesmo, a despeito de suas águas continuamente mudarem.” Devir é o desejo de tornar-se. Recebe também a acepção nietzscheana do "torna-te quem tu és", usada em um dos seus escritos. Traduz-se de forma mais literal a eterna mudança do ontem ser diferente do hoje, nas palavras de Heráclito:"O mesmo homem não pode atravessar o mesmo rio, porque o homem de ontem não é o mesmo homem, nem o rio de ontem é o mesmo do hoje". O devir é a lei do mundo.Os fenômenos se repetem,é verdade,mas não se repete o mesmo fenômeno: o raio de hoje é sempre um raio, mas não é aquele de ontem; os seres viventes são sempre classificáveis em espécies, mas os seres que vivem hoje não são mais aqueles do passado. Aliás, cada coisa jamais é a mesma; dia a dia perde e conquista algo mesmo quando aos nossos olhos desapareceu para sempre."

Imaginei então, como agiria esse conceito, Devir, dentro da religião, dentro daqueles que se julgam novas criaturas. Parafraseando: " O mesmo homem não pode ter a mesma fé de ontem, porque o homem de ontem não é o mesmo homem, nem a fé de ontem é a mesma de hoje".

O filósofo considera o devir a lei do mundo.

Claramente na religião existem repetições, mesmo que não sejam iguais, mesmo que elas sejam guiadas pelo mesmo Espírito, mesmo que elas não sejam guiadas por ele. Diante desse conceito totalmente filosófico, a religião é composta de membros, que não são iguais aos membros do passado, jamais poderia haver igualdade entre as épocas.

Na questão do tempo para Heráclito, o tempo não é o passado e o futuro, somente o agora; e este é, para não ser, está logo destruído, passado - e este não-ser passa, do mesmo modo, para o ser, pois ele é. É a abstrata contemplação desta mudança. (Fonte: http://www.mundodosfilosofos.com.br/heraclito.htm)

Como seria o tempo para Deus, diante da compreensão humana, se o tempo não é passado e o futuro, somente o agora. Como pode então Deus interferir nas questões da igreja, ou como Deus agiu nas questões das épocas passadas, Deus muda, Deus concede misericórdia, ou Deus simplesmente na sua onisciência, executa as mudanças que o mundo necessita?

Sobre Deus diz a Escritura:

"Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas. " Tiago 1:17 e 18

O velho homem certamente foi destruído, aqui podemos afirmar o conceito do "devir", na verdade o corpo continua sendo o mesmo, entretanto, quando no interior passa a atuar o Espírito de Deus, nós nos tornamos novas criaturas, embora estando no mesmo corpo carnal. Para então sobrevivermos neste mundo, devemos então mortificar o nosso corpo, para evitar a possibilidade da destruição da alma.

O apóstolo Paulo explica:

Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. " Romanos 8:13 e 14

Num tempo distante o mundo foi destruído, tendo a promessa de uma nova restauração, nós portanto passamos a ser, as primícias das novas criaturas de Deus, entrando em contraste com as velhas criaturas corrompidas. Foi a palavra da verdade que nos gerou, o ontem já não é o mesmo, para aqueles que estão em Cristo.

Num de seus aforismos disse Heráclito:

"Para Deus tudo é belo e bom e justo; os homens, contudo, julgam umas coisas injustas e outras justas."

A própria Bíblia diz quando Deus criava o mundo:

"...e viu Deus que era bom."

Realmente tudo era belo, bom, e justo, Adão fez pouco caso disso.

A religião faz pouco caso disso também

Disse ainda Heráclito: A mudança não é uma mera aparência, mas o modo de ser das coisas, o seu constante devir. Ou seja, ao invés de dizer que "isso é tal coisa" seria mais correto dizer que "isso está tal coisa", pois nada garante que no futuro permanecerá assim, o mesmo que foi assim no passado.

A religião não deveria ser mera aparência, depois da vinda de Cristo, o futuro do homem foi totalmente modificado, se o compararmos com o seu passado abominável.

Novamente a Escritura explica:

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." 2 Cor. 5:17

Por isso, Heráclito não falou que tudo é água, terra ou ar, mas fogo: "Por fogo se trocam todas as coisas e fogo por todas, tal como por ouro mercadorias e por mercadorias ouro". O fogo é processo, através do fogo as coisas se transformam: água torna-se vapor, areia torna-se vidro. O fogo é o elemento dinâmico, a melhor representação da constante mudança da realidade. (http://educacao.uol.com.br/filosofia/teoria-do-conhecimento-dialetica.jhtm)

Heráclito deve ter lido o conceito de João Batista:

" E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo. " Mateus 3:11

Na igreja de Cristo o fogo representou a mudança da realidade, na verdade aqui, estou sendo apenas empírico, expondo uma modesta compreensão. Entretanto segundo a dialética de Heráclito, o fogo é o elemento dinâmico, que melhor representa a constante mudança da realidade.

Proclama Heráclito: “É sábio escutar não a mim, mas a meu discurso (logos), e confessar que todas as coisas são Um”. O Logos seria a unidade nas mudanças e nas tensões, a reger todos os planos da realidade: o físico, o biológico, o psicológico, o político, o moral. É a unidade nas transformações: “Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz, superabundância-fome; mas ele assume formas variadas, do mesmo modo que o fogo, quando misturado a arômatas, é denominado segundo os perfumes de cada um deles”.

Segundo o dicionário, Heráclito define Deus, como um princípio racional, que governa e desenvolve o universo.

Já Paulo deu a seguinte definição sobre Deus:

"Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. " Romanos 1:19 a 22

Na verdade Cristo é a voz de Deus, o seu corpo foi a habitação corporal de Deus, ele foi a própria imagem do Deus invisível.

"O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. " Colossenses 1:15 a 18

E mesmo diante do conceito de Heráclito, repleto de teorias, percebo o quanto Deus, enxerga a sua criatura como justa e boa. Mesmo diante de um quociente elevadíssimo, Deus é reconhecido nas mais diversas formas.

A consciência da fugacidade das coisas gera uma nota de pessimismo que atravessa o pensamento de Heráclito: “O homem é acendido e apagado como uma luz no meio da noite”. Mas o pessimismo advém, sobretudo, de reconhecer o torpor em que vive a maioria dos homens, ignorantes da lei universal que tudo rege. Por isso, o discurso (logos) do filosofo, embora pretendendo ser a manifestação da Razão universal (Logos), exprime-se como um solitário mono-logos, acima dos homens comuns, “esses loucos que quando ouvem são como surdos”. (http://pensador.uol.com.br/heraclio_de_efeso/)

Diz um provérbio bíblico:

" O espírito do homem é a lâmpada do SENHOR, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre. " Provérbios 20:27

Certamente que o criador, tem o poder de desligar o espírito do homem, o provérbio foi escrito antes mesmo da argumentação de Heráclito. Entretanto, realmente os homens (alguns), são totalmente loucos, que quando ouvem são como surdos.

Como disse Isaías:

Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis. Engorda o coração deste povo, e faze-lhe pesados os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os seus olhos, e não ouça com os seus ouvidos, nem entenda com o seu coração...” Isaías 6:9 e 10

Nosso bom desejo, é que a realmente pudesse, dia a dia perder e conquistar, se não pelo conceito filosófico “devir”, mas, pelas manifestações de Deus, que pelo seu Espírito a todo instante procura divulgar os seus mistérios.

Como explicou o apóstolo Paulo:

Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus. Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor...” Efésios 3:10 e 11

Se a religião compreendesse essa manifestação, claramente, não buscaria a mudança na loucura dos homens, mas, a evolução da fé segundo o eterno propósito de Deus.

Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior...” Efésios 3:16

O fortalecimento do homem pelo Espírito, indica o abandono do torpor, mesmo não sendo conforme os conceitos de Heráclito.

Porém, esse filósofo poderia, abandonar esse cognome Obscuro, para se tornar luz, se é que Deus não acendeu o seu espírito.

Afinal, diz a palavra sobre as mudanças de Deus:

“Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que as imóveis permaneçam. Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade; Porque o nosso Deus é um fogo consumidor. “ Hebreus 12:27 a 29

Esse é o "devir" de DEUS, cujo seu próprio Espírito, mantém acesa a nossa alma.

Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. “ 2 Coríntios 4.16

Esse interior será provado com o fogo:

"A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um."
1 Cor. 3-13

Talvez, o filósofo estivesse mesmo em comunhão com o seu criador...

Eldier

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Re: O fogo consumidor que transforma a realidade das coisas

Mensagem por Admin em Qui Fev 19, 2015 9:58 pm

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