AS MARCAS DE JESUS
Paz, a todos os corações e Deus esteja com todos.

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Eldier






O encontro no calvário

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O encontro no calvário

Mensagem por Admin em Ter Abr 16, 2013 7:13 pm




Na França, na Segunda Guerra Mundial, havia um cemitério católico. Alguns rapazes haviam perdido um de seus amigos e desejavam enterrá-lo. Já era noite e os canhões haviam silenciado. Levaram, portanto, o corpo à porta do cemitério, onde um sacerdote estava parado observando. "Nós queremos que ele tenha um enterro decente", disseram os rapazes. O padre perguntou: "Ele é católico?". A resposta foi negativa, ao que o padre acrescentou: "Sinto muito, se não é católico, os regulamentos não permitem que seja enterrado aqui". Então, frustrados e tristes, levaram o corpo e decidiram que , já que não podiam enterrá-lo dentro do cemitério, iriam enterrá-lo bem perto, do lado de fora da cerca. Encontraram um pequeno lugar, a uns dois metros da cerca de madeira. Cavaram a sepultura e enterraram-no ali. Ao acordarem no dia seguinte, levantaram-se e decidiram prestar suas últimas homenagens ao saudoso amigo no seu túmulo. Porém, não puderam achar o local onde o haviam enterrado; tinha desaparecido, e não podiam imaginar como acontecera. Procuraram por toda parte, e após uma hora de buscas infrutíferas, resolveram perguntar ao sacerdote se sabia algo a respeito. Assim, tiveram que contar-lhe toda a história. E o sacerdote respondeu: "Bem, na primeira metade da noite eu fiquei acordado sentindo remorsos pela minha atitude intransigente com vocês; depois, passei o resto da noite mudando a cerca de lugar." Foi exatamente isto que Cristo fez. Ele nos incluiu dentro das promessas e das alianças de Deus numa ação que foi além da lei, pela graça. Jesus simplesmente tomou a cerca e mudou-a de lugar. Jesus Cristo removeu a barreira, abriu o canal agora judeus e gentios encontraram-se juntos em Cristo. E quero acrescentar o seguinte, que sendo um novo homem em Cristo, qualquer crente gentio que não ama o seu irmão judeu sem restrições, está violando o que Cristo realizou com a Sua morte. Não há nada que me deixa mais pesaroso que encontrar um crente gentio que não tem amor por um irmão em Cristo que é judeu. Cristo é a nossa paz, maravilha das maravilhas. Ele criou um novo homem. Sabem o que isto significa? Somos uma coisa nova. Não há nada que jamais tenha existido como nós. Nada. Nós somos uma nova espécie de criação. Somos um novo homem, uma existência de nova qualidade. Nada jamais existiu como nós no passado. O crente é peculiar em si mesmo e o conceito de corpo, o corpo de Cristo, é algo completamente distinto. Nós temos uma chama distinta, um lugar diferente no plano de Deus, uma identidade peculiar. Não houve nada na história que se assemelhe a nós.

E quero dizer ainda o seguinte, somos a maior criação de Deus. Nada pode nos tocar. Qual a razão de ter pego os dois extremos e feito deles um novo homem? Esta nova espécie de homem, de nova qualidade? Um homem celestial? Uma nova humanidade? Há duas palavras traduzidas por �novo�, no grego original: neós e kainós. Neós significa �novo no tempo�, algo que apareceu agora. Kainós significa �novo na qualidade�. A palavra que aparece aqui não é neós, mas kainós. Nós somos uma existência de nova qualidade. Não houve jamais uma criatura como "você no corpo de Cristo". Nunca. Jamais. Você é uma nova espécie de ser e constitui um mistério. A Igreja é um mistério. Sim, somos um novo e misterioso homem e isso me entusiasma muito. Lemos no v. 16: "... e reconciliasse ambos em um só corpo de Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade". Quando Cristo morreu, a barreira era o legalismo, porque este separava o homem de Deus, e separava o homem do homem, porque a única maneira de dois homens se reconciliarem é através de Deus. Portanto, enquanto houvesse a separação entre o homem e Deus, haveria uma barreira entre o homem e seu semelhante.

Sim, a cruz reconciliou com Deus e quando ambos chegamos à presença de Deus, conseqüentemente tornamo-nos amigos. Que pensamento glorioso... Acabou-se a rebelião! Sabem porque há tanta luta neste mundo? Tantos problemas entre indivíduos, entre famílias, entre grupos sociais e políticos, entre grandes e pequenos? Sabem por que? Porque os dois lados nunca se encontraram no Calvário. Esta é a única base de reconciliação o lugar onde fazemos as pazes um com o outro. Esta unidade no Corpo de Cristo, produz crentes em cujas vidas o amor supera todas as diferenças, e que se amam mutuamente porque amam a Deus. Homens que constituem uma unidade porque estão juntos na presença de Deus. Os versículos 17 e 18 continuam falando sobre Cristo: "E, vindo, evangelizou paz..." Não é incrível? Está escrito que Ele é a nossa paz, que Ele fez a paz, e agora, que evangelizou paz, ou seja, pregou a paz. Ele é o príncipe da paz: "... evangelizou paz a vós outros que estáveis longe, e paz também aos que estavam perto...". Longe, os gentios; perto, isto é, perto das alianças e das promessas, os judeus "...porque por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um espírito". Observem isto: a trindade completa está presente aqui realizando este acontecimento. Cristo prega, o. Espírito nos leva à presença do Pai e o Pai nos recebe. Deus, Filho, supre o caminho por Seu sangue; Deus, o Espírito, nos conduz neste caminho; e Deus, o Pai, nos recebe. Não é maravilhoso? Foi isto que o sangue de Cristo realizou.

No versículo 19 há uma espécie de resumo de tudo: "Assim já não sois estrangeiros e peregrinos" � ele está falando dos gentios � "mas concidadãos dos santos...�. Que santos? Todos os santos, inclusive Abraão, Davi, Elias e Eliseu. Sim. Como podem os gentios serem concidadãos de todos eles? Todos se reúnem na mesma base, na presença de Deus, através do sangue de Jesus Cristo. Não há qualquer hierarquia aqui. As pessoas do Velho Testamento não estão na Igreja, mas são santos e, sendo trazidos à presença de Deus, tornam-se nossos concidadãos. E de onde somos cristãos? Em Filipenses 3.20 aprendemos que a nossa cidadania não é deste mundo, mas do céu. Ficamos aqui por algum tempo até que o Senhor cumpra a Sua obra em nós e então partimos para a nossa verdadeira pátria. E o versículo acrescenta: "... e sois da família de Deus...". A palavra empregada significa que fazemos parte, somos membros da família. De estrangeiros alienados, passamos a ser membros da família de Deus.

Quando chamamos outro crente "irmão" ou "irmã", não poderíamos estar usando uma palavra mais adequada, pois esta é uma palavra que indica igualdade. Numa família, existe um laço amoroso e íntimo e é esta a idéia envolvida aqui. Gosto muito de Hebreus 3.6, onde está escrito: "Cristo, porém, como Filho, sobre a sua casa; a qual casa somos nós...". Significa que Cristo não tem vergonha de nos chamar irmãos. Assim o gentio estrangeiro passa a fazer parte da família. Não é maravilhoso o fato que não somos uma organização, mas uma família? Fomos naturalizados, recebemos uma "dádiva divina, e fomos adotados sobrenaturalmente na família de Deus, em relacionamento pleno. Judeus e gentios, ambos com a mesma fé preciosa. Aí Paulo introduz uma nova metáfora: não somos apenas concidadãos, nem apenas da mesma família, mas também somos um edifício, um templo dedicado ao Senhor. Vamos ler a partir do versículo 20: "...edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo. Cristo Jesus, a pedra angular...".

Quando Deus planejou construir a Igreja, Cristo foi a pedra angular, e entendo que esta é a pedra pela qual toda construção é aprumada. Os apóstolos e os profetas foram o fundamento. Num outro sermão mencionei que não há apóstolos e profetas hoje. Não se faz a fundação no vigésimo andar, ela fica embaixo de tudo. Eles tiveram o seu lugar, foram a fundação, como Cristo e a pedra angular. E a Igreja começou a ser construída. De que material foi construída? No verso 21 está a resposta: " ...no qual todo edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor..."; observem as palavras do versículo 22: "...no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito." Nós somos o edifício, vocês e eu. Gosto muito do que Pedro diz (1Pedro 2.5): " ...também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual...". Você já ouviu falar em pedra viva? Normalmente, pedra caracteriza um corpo inerte, sem vida, mas Pedro diz que somos pedras vivas. Cristo foi a pedra angular, os apóstolos e profetas as fundações, e Ele mesmo está aumentando este edifício com pedras vivas; assim, o edifício cresce. A idéia de vida encontrada no corpo, continua ligada ao edifício: somos pedras que vivem.

Voltando ao texto de Efésios, notem que Paulo afirma que este edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor. Se somos um templo, alguém vive em nós. Lemos no verso 22: "...no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito". Quem habita a Igreja é o Espírito; ele não somente habita em nós como indivíduos. (1 Coríntios 3.16 e 6.19: nosso corpo é o templo do Espírito Santo) , mas também habita em todos os crentes coletivamente. Todos juntos somos uma habitação. Onde é que Deus habita? Costuma-se dizer que este prédio é a casa do Senhor. Não, não é a Casa de Deus. Nós somos a Casa de Deus, e podemos mudar a Casa de Deus agora para o meio da rua se quisermos. Primeiro, você é pessoalmente habitação do Espírito. E todos nós juntos, ao término do culto, levamos a Casa de Deus conosco, porque somos a Casa de Deus. Ele habita em nós; sim, somos habitação de Deus no Espírito.

Observemos novamente o quadro inteiro. Somos novo homem, isto é constituímos uma nova espécie de humanidade. Somos um corpo; somos cidadãos da mesma pátria celestial; membros da mesma família divina; e somos um edifício vivo. Estamos em paz com Deus, e portanto em paz uns com os outros. Somos uma comunidade onde não há judeu nem grego, escravo ou livre, homem ou mulher; todos somos um em Cristo. E nossa unidade não vem de uma organização, mas de um organismo. Nossa unidade não procede de ritual, mas de relacionamento. Nossa unidade não resulta de uma liturgia, mas do amor. Nossa unidade é Cristo. Todas estas verdades constituem a nossa posição em Cristo. Portanto, vivamos à altura da nossa vocação.

John MacArthur Jr.

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