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O profeta e o apóstolo que comeram do rolo e do livro com uma doutrina sabor de mel

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O profeta e o apóstolo que comeram do rolo e do livro com uma doutrina sabor de mel

Mensagem por Admin em Sex Maio 03, 2013 9:11 pm



Todos provaram da doutrina verdadeira, profetas e apóstolos provaram e escreveram sobre ela. Algo raro aconteceu com o profeta Ezequiel e com o apóstolo João, o primeiro comeu um rolo que na boca o sabor tornou-se doce como o mel, o segundo comeu um livro que igualmente se tornou doce...como o mel.

A doçura da palavra de Deus é inigualável, como o mel ela é produzida naturalmente, o mel pelas abelhas é criação de Deus, a palavra pelo Espírito procede de Deus, nenhuma das duas ações tem qualquer participação humana.

O Senhor disse a Ezequiel:

“ Filho do homem, come o que achares; come este rolo, e vai, fala à casa de Israel. Então abri a minha boca, e me deu a comer o rolo. E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel. disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel, e dize-lhe as minhas palavras.” Ezequiel 2:9 a 10, 3:1 a 4

Deus alimentou o profeta com a doutrina verdadeira, diz um provérbio que se alimentar com mel, é nutritivo para o corpo, também para alma (Provérbios 24:13), Ezequiel seria movido pelo poder de Deus, para denunciar e profetizar o futuro de Israel, o profeta denominado filho do homem, recebeu o “favo de mel” diretamente do Espírito de Cristo, que estava junto dele (1 Pedro 1:11), movendo-o pela glória que não se pode desvanecer.

Ezequiel estava aprisionado pela amargura, exilado em terra estranha, não que isso fosse um problema, sabia que o povo de Deus era peregrino sobre a terra, ele mesmo esperava o cumprimento das promessas que não haveria de ver, por fé aguardava a consumação de todas as coisas. Deus ordenou e ele comeu o rolo com sabor de mel, um nutritivo incentivo, uma vitamina produzida na glória, uma dispensação sobrenatural, que concederia a ele forças para falar em nome do Senhor.

Tão poderoso era o saber, também o seu efeito, o rolo com sabor de mel, também tinha efeito purificador, que se espalhou pelo corpo do profeta, o filho do homem foi habitado por Deus, para combater o pecado da nação rebelada. Gloriosamente Ezequiel cumpriu o seu ministério, ele jamais se esqueceria do rolo com sabor de mel, do momento em que o Espírito de Deus, entrou em seu coração (Ezequiel 2:2), para através da fraqueza humana, fortalecer um justo profeta para falar em nome Dele:

“Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim. Eles e seus pais têm transgredido contra mim até o dia de hoje. Os filhos são desavergonhados e obstinados de coração. Eu te envio a eles, e tu lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus. Eles, quer queiram ouvir, quer não queiram (porque são casa rebelde), saberão que tem estado no meio deles um profeta. Tu, filho do homem, não tenhas medo deles, nem temas as suas palavras, ainda que estejam contigo sarças e espinhos, e habites entre escorpiões; não temas as suas palavras, nem te assustes com os seus semblantes, ainda que são casa rebelde. Dir-lhes-ás as minhas palavras, quer queiram ouvir, quer não queiram; pois são rebeldes. Tu, porém, filho do homem, ouve o que eu te digo; não sejas rebelde, como aquela casa rebelde. Abre a tua boca, e come o que eu te dou. Quando olhei, eis que uma mão se estendia para mim, e nela se achava o rolo dum livro; abriu-o diante de mim; o rolo estava escrito por dentro e por fora. Nele estavam escritas lamentações, e suspiros e ais. “ Ezequiel 2:3 a 10

Ezequiel, era um sacerdote[1] que foi chamado para profetizar durante o Exílio do povo judeu na Babilônia, tendo exercido sua atividade entre os anos 593 a 571 AC. A doutrina deste profeta tem por núcleo a renovação interior: é preciso criar para si um coração novo e um espírito novo (18:31); ou ainda, o próprio Deus dará "outro" coração, um coração "novo", e infudirá no homem um espírito "novo" (11:19; 36:26 (Wikipedia)

Ezequiel sabia que um dia o mesmo Espírito de Cristo, que andou com ele nos dias do exílio, proclamando as vontades de Deus, também estaria com outros filhos do homem, revestindo-os do mesmo poder para anúncio da palavra de Deus. A geração de Ezequiel passou, a alma do profeta se manteve doce, até que definitivamente encerrou a carreira, até que quinhentos, seiscentos anos depois da sua morte, um apóstolo viesse a experimentar um livro, um livrinho com sabor de mel, ele se chamava João.


“A voz que eu ouvi do céu, tornei a ouvi-la falando comigo e dizendo: Vai e toma o livro que está aberto na mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra. Fui ter com o anjo, pedindo-lhe que me desse o livrinho. Toma-o, disse-me ele, e come-o; causar-te-á amargor no ventre, mas na tua boca será doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o comi; na minha boca era doce como mel, mas depois de o comer, causou-me amargor no ventre. Disseram-me: Cumpre que ainda profetizes a respeito de muitos povos, raças, línguas e reis. “ Apocalipse 10:8 a 11

Como Ezequiel foi enviado para Israel, o Filho de Deus, enviou João as nações, como o profeta profetizou uma doutrina com sabor de mel, João também foi movido pela mesmo Espírito, sabendo que muitos negariam uma doutrina tão doce, Deus já havia alertado que haveria amargura, ora, Ezequiel provou do que era doce no exílio, João também estava exilado, quando Deus lhe mostrou um futuro glorioso para à igreja, um futuro doce de batalhas amargas. João recebeu a mensagem diretamente de um anjo, anjos foram intermediários entre Deus e os homens, todas as vezes em que eles apareceram, simbolizaram a vontade do Senhor, as maneiras pela qual o Senhor desejava se comunicar com sua criação (Hebreus 1:14).

De todos os doze apóstolos, João, o Apóstolo Amado e filho de Zebedeu, tornou-se o mais destacado teólogo, tendo morrido de morte natural, em Éfeso, no ano 103 d.C., quando tinha 94 anos. Segundo bispo Polícrates de Éfeso em 190 (atestada por Eusébio de Cesareia na sua História Eclesiástica, 5, 24), o Apóstolo "dormiu" (faleceu) em Éfeso. Contudo, conta-se que a tumba estava vazia quando foi aberta por Constantino para edificar-lhe uma igreja. Segundo algumas interpretações João era o apóstolo que Jesus mais amava. Ele tinha um enorme afeto pelo Senhor e vice-versa.

A tradição mais primitiva afirma que João foi banido para Patmos pelas autoridades romanas. Esta tradição é crível por que o banimento era uma punição comum durante o período imperial para diversos tipos de ofensas. Entre elas estavam a prática da magia e da astrologia. A profecia era vista pelos romanos como estando nesta mesma categoria, seja ela pagã, judaica ou cristã. A profecia com implicações políticas, como a expressada no Apocalipse, seria percebida como uma ameaça à ordem e ao poder político romano. Três das ilhas nas Espórades eram o destino dos perseguidos políticos (segundo a História Natural, de Plínio, 4.69-70; e os "Anais", de Tácito 4.30) (Wikipedia)

Não existiu momento mais doce, do que o dia, em que Gabriel proclamou a Maria, que ela conceberia pelo Espírito Santo (Lucas 1:26), todas essas coisas são doces para os corações que amam a Deus. Assim o apóstolo João viu em Espírito, uma diversidade de coisas grandiosas, quando ele também estava exilado, mas nunca sem a presença do Deus altíssimo para lhe consolar. João como testemunha do Senhor, ouviu, anotou, provou coisas doces. O anjo que trouxe o livro da “biblioteca celestial” era de grande imponência (Apocalipse 10:1), o conteúdo dos escritos de Deus alimentou João, como fez com Ezequiel, somente com o mantimento sólido, é que os filhos do homem tem poder para combater o apetite desordenado do mundo.

Deus enviou o profeta, enviou também o apóstolo, à igreja permanece nesse fundamento, nas coisas que o Espírito escreveu com a doçura celestial, para que diante das batalhas mais amargas, não houvesse desânimo, para que como Pedro escreveu, houvesse lembrança “...das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador” (2 Pedro 3:2).

Realmente a palavra de Deus é doce aos ouvidos, coragem para alma.


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