AS MARCAS DE JESUS
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Profeta Amós: “Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros, mas falo através do Espírito Santo”

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Profeta Amós: “Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros, mas falo através do Espírito Santo”

Mensagem por Eldier Khristos em Sex Maio 10, 2013 7:38 pm






Quando Davi esteve perante Golias, o gigante o desprezou, ele não temia a Deus, nem sabia que Deus estava com aquele moço ruivo, de gentil aspecto. Golias considerou Davi um cão, ousou amaldiçoá-lo em nome de falsos deuses, já Davi foi a ele em nome do Senhor dos Exércitos, o fim todos já sabem (1 Samuel 17:41,44).

Amós foi desprezado pelos seus, foi ameaçado por Amazias, ele nunca foi profeta, nem filho de profeta, mas falou em Nome do Deus Altíssimo...


O homem Amós alcançou graça diante de Deus, seu coração justo foi escolhido, ele foi ungido para transmitir os oráculos do Senhor a Israel. O primeiro versículo de seu livro, revela um terremoto de grandes proporções, um presságio do poder divino contra a injustiça? Quem sabe. Amós vivia em Tecoa, cidade ao sul de Belém, região de pastoreio, motivo pelo qual no seu chamado, ele mesmo revela que estava entre os pastores de Tecoa, aproximadamente no ano 760 a.C.

O que Deus mostrou ao profeta, era a respeito de Israel, também das nações impenitentes, Amós viu aquilo que o Senhor da glória executaria para promover a igualdade. Os olhos do Senhor não suportam a impiedade, ao som da voz de Deus, cada pecado seria julgado, os castigos seriam executados cada um a sua medida, ainda que a paz fosse momentânea, como disse Calvino no seu comentário sobre Oséias:

“O Profeta, pois, nada mais pretendia senão mostrar, por meio desse evento, que anunciava a vingança de Deus sobre os israelitas quando esses estavam na prosperidade e imersos, por assim dizer, em seus prazeres. E a fartura, como sempre acontece, tornou-os violentos; por esse motivo, ele não foi bem recebido. Mas com isso sua autoridade é mais confirmada para nós, uma vez que ele não lisonjeou o povo na prosperidade, mas severamente o reprovou; e também predisse o que não podia ser antevisto pelo discernimento humano, ou melhor, o que parecia ser completamente improvável. Não tivesse ele sido dotado do Espírito celeste, não podia ter profetizado as calamidades futuras, quando tanto os judeus quanto os israelitas e outros, como eu já disse, afiançavam a si próprios toda sorte de abundância, visto que naquele momento Deus poupou os reinos de Israel e Judá e não executou seu juízo sobre as nações vizinhas. “

Os governantes são representantes dos pecados, se um rei teme ao Senhor, toda nação teme ao Senhor, se alguém adentra pela apostasia, todo povo se torna apóstata. Amós vem de origem humilde, era necessário que assim fosse, alguém participante dos sofrimentos, almejando alcançar justiça da parte divina.

“As palavras de Amós, que estava entre os pastores de Tecoa, as quais viu a respeito de Israel, nos dias de Uzias, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terremoto. Ele disse: O SENHOR bramará de Sião, e de Jerusalém fará ouvir a sua voz; os prados dos pastores prantearão, e secar-se-á o cume do Carmelo. “ Amós 1:1 e 2

O Senhor realmente ouve o clamor da alma, seu Espírito é a plenitude da verdade, sua essência é a santificação, contra os maus a palavra do poder sobreviria:

“Por três transgressões de Israel, e ainda mais por quatro, não anularei o castigo. Vendem por prata o justo, e por um par de sandálias o pobre. Pisam sobre a cabeça dos necessitados como pisam no pó da terra, e negam justiça ao oprimido. Pai e filho possuem a mesma mulher e assim profanam o meu santo nome. Inclinam-se ao lado de todo altar com roupas tomadas como penhor. No templo do seu deus bebem vinho recebido como multa. “ Amós 2:6 a 8

Um homem não reconhecer as benevolências do Senhor, é algo que não causa estranheza, agora toda uma nação esquecer que foi arrancada do Egito, sendo conduzida por quarenta anos, para receber uma terra por herança, é um mal que somente pelo Espírito pode se descrever, e pelas visões do profeta são delatados os pecados de Israel, também pelas suas mãos ficaram os registros, do modo como uma nação pode perder a honra, quando deixa de amar o único Deus vivo e verdadeiro.

Quando alguém recebe uma promessa, espera receber o prometido, a palavra de algum homem tem algum valor, mas nem todo homem tem uma palavra de valor, a palavra do Senhor é preciosa e permanente, por isso ele através de Amós trás em recordação a misericórdia realizada no Egito:


“Eu mesmo os tirei do Egito, e os conduzi por quarenta anos no deserto para lhes dar a terra dos amorreus. Também escolhi alguns de seus filhos para serem profetas e alguns de seus jovens para serem nazireus. Não é verdade, povo de Israel? ", declara o SENHOR. "Mas vocês fizeram os nazireus beber vinho e ordenaram aos profetas que não profetizassem". "Agora, então, eu os amassarei como uma carroça amassa a terra quando carregada de trigo. O ágil não escapará, o forte não reunirá as suas forças, e o guerreiro não salvará a sua vida. O arqueiro não manterá a sua posição, o que corre não se livrará, e o cavaleiro não salvará a própria vida. Até mesmo os guerreiros mais corajosos fugirão nus naquele dia", declara o SENHOR. “ Amós 2:10 a 16

Por serem tempos de paz, esqueceram do Deus de paz, paz humana nunca é paz, é apenas um momento perigoso para alma desprotegida, revestida puramente de arrogância. Se a nação progrediu em todos os sentidos, regrediu no louvor sincero ao Senhor, aquele que se afasta do Senhor não tem contada a sua existência, qual nação pode ser alguma coisa sem o Senhor, “não é verdade o povo de Israel?” Deus requer uma satisfação urgente, algo que explique as atitudes insanas, todavia nenhuma explicação desviaria o seu furor.

Uma nação que teve Moisés como servo, representante de Deus, teve a rocha que é Cristo, para os guiá-los pelo caminho da perfeição, permitiu que o tempo os fizesse esquecer, das glórias de outrora quando Deus batalhava por eles, a insensatez de fato assusta quem é justo, como uma nação que recebeu uma promessa, pode pela insensatez se entregar a injustiça?

“Ouçam esta palavra que o SENHOR falou contra vocês, ó israelitas; contra toda esta família que tirei do Egito: "Escolhi apenas vocês de todas as famílias da terra; por isso eu os castigarei por causa de todas as suas maldades." Amós 3:1 a 2

Blasfemaram da escolha do Senhor, o Senhor também escolheu outros povos, Amós fala sob o comando do Espírito do Senhor, em espírito e verdade, a nação que recebeu a lei, sendo escolhida por amor ao servo Abraão, aquele cuja justiça foi imputada, a preferida entre todas as famílias da terra, afastaram seu coração da verdade, com isso o coração de Deus se aproximou de outros povos, pela graça contida em Jesus.

Amós tinha conhecimento da promessa, ele sabia que não alcançaria, mas saudou-a de longe, como vendo o invisível. O coração do profeta sofria por amor de Israel, seu coração obediente não ousou ocultar a palavra, sob decreto do Espírito a sentença foi pronunciada. Quem ama ao Senhor, está afinado com a verdade, quem ama os mandamentos, vive pela justiça, eis que o Senhor estava ordenando o castigo aos que o desprezaram.

“Certamente o SENHOR Soberano não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas. “ Amós 3:7

A opressão ao pobre seria exterminada, Amós declama a destruição, como quem declama um poema, suas palavras são rocha sobre rocha,


“ O SENHOR Soberano jurou pela sua santidade...” Amós 4:2

Deus nunca se ocupou em reverenciar a aparência, Amós vai fustigando os governantes, com suas palavras fundamentadas na rocha, seus argumentos revelam a pedra angular, ele constrói suas palavras através de pedras de justiça, procedentes do reino da glória. Nem mesmo no tempo da adversidade, o povo ousou se voltar para o Deus que um dia os alimentou no deserto, Deus revela a Amós a arrogância de um povo obstinado a fazer o mau:

"Enviei pragas contra vocês como fiz com o Egito. Matei os seus jovens à espada, deixei que capturassem os seus cavalos. Enchi os seus narizes com o mau cheiro dos mortos em seus acampamentos, e ainda assim vocês não se voltaram para mim", declara o SENHOR. "Destruí algumas de suas cidades, como destruí Sodoma e Gomorra. Ficaram como um tição tirado do fogo, e ainda assim vocês não se voltaram para mim", declara o SENHOR. "Por isso, ainda os castigarei, ó Israel, e, porque eu farei isto com você, prepare-se para encontrar-se com o seu Deus, ó Israel. " Aquele que forma os montes, cria o vento e revela os seus pensamentos ao homem, aquele que transforma a alvorada em trevas, e pisa sobre as montanhas da terra; o SENHOR, o Deus dos Exércitos, é o seu nome. “ Amós 4:10 a 13

Amós viveria feliz na graça, à igreja e Jesus Cristo tem uma relação de cumplicidade, Jesus morreu para resgatar a sua esposa. Amós pronunciava suas palavras para à igreja de Deus, Israel, ela estava cheia de mácula, com sua injustiça transbordando diante de Deus, o profeta relembra os antigos castigos, nem mesmo a força de nenhum deles, foi capaz de trazer de volta o coração do povo amado. O Espírito com toda virtude, exalta a grandeza do Criador, o povo seria grandemente afetado por essas palavras, eles iriam encontrar-se com o grande Deus, certamente o Verbo feito carne seria o grande intercessor desse encontro.

Amós também é alma oprimida, suas palavras jamais seriam esquecidas, como um dia disse o Espírito Santo por um apóstolo à igreja, que ela diligentemente no exercício da fé, jamais esquecesse das palavras ditas primeiramente aos profetas, como também dos mandamentos apostólicos, por que todos eles eram manifestações da justiça divina (2 Pedro 3:2).

Para Amós Deus revelou a manifestação da sua justiça, a mesma revelação foi concedida aos demais profetas, aos santos apóstolos, “mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1 Coríntios 1:30). Cada um deles recebeu uma peça elaborada para montagem do quebra-cabeça da salvação, cuja última peça foi colocada no dia de pentecostes, quando do céu foi derramado o Espírito Santo. Os profetas não falavam apenas para o povo amado, nem falavam para si mesmos, eles falavam para à igreja que haveria de ser resgatada, eles falavam para um futuro povo zeloso de boas obras, que seria criado com a ressurreição do Salvador.

“Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar. Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo...” 1 Pedro 1:10 a 13


O Espírito de Cristo estava com Amós, ele declara através de uma lamentação, que a virgem de Israel continuaria caída (Amós 5:2), o poder para levantar seria concedido, se buscassem o Senhor para terem vida. Não adiantaria buscar consolo em outro lugar, até aqueles que supostamente poderiam refugiá-la, seriam devastados pela palavra poderosa, a injustiça seria exterminada aonde ela estivesse:

“Buscai ao SENHOR, e vivei, para que ele não irrompa na casa de José como um fogo, e a consuma, e não haja em Betel quem o apague. Vós que converteis o juízo em alosna, e deitais por terra a justiça. Procurai o que faz o Sete-estrelo e o Orion e torna a sombra da noite em manhã, e faz escurecer o dia como a noite, que chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra; o SENHOR é o seu nome. O que promove súbita destruição contra o forte; de modo que venha a destruição contra a fortaleza. Odeiam na porta ao que os repreende, e abominam ao que fala sinceramente.. Portanto, visto que pisais o pobre e dele exigis um tributo de trigo, edificastes casas de pedras lavradas, mas nelas não habitareis; vinhas desejáveis plantastes, mas não bebereis do seu vinho. Amós 5:4 a 11

O que fez José seria exterminado pela injustiça? Todo o sofrimento da traição dos irmãos, dizimado por um corpo corrompido? Amós parece voltar ao passado, avançar para o futuro, a palavra de Deus realmente na boca do seu ungido, é viva e eficaz, ela vai penetrando a divisão da alma e do espírito do povo arrogante, discernindo seus pensamentos e intenções (Hebreus 4:12).


“Porque sei que são muitas as vossas transgressões e graves os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate, e rejeitais os necessitados na porta. Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau. Buscai o bem, e não o mal, para que vivais; e assim o SENHOR, o Deus dos Exércitos, estará convosco, como dizeis. Odiai o mal, e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo. Talvez o SENHOR Deus dos Exércitos tenha piedade do remanescente de José. “ Amós 5: 12 a 15

Ai!Ai! Expressão da alma afligida, ai daqueles que desejam o dia do Senhor, indaga então o Espírito: “Para que quereis vós este dia do SENHOR? Será de trevas e não de luz.” (Amós 5:18). Quem está ausente de luz não encontrará a paz:


“ É como se um homem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com ele o urso; ou como se entrando numa casa, a sua mão encostasse à parede, e fosse mordido por uma cobra. Não será, pois, o dia do SENHOR trevas e não luz, e escuridão, sem que haja resplendor? “ Amós 5:19 e 20

Qualquer coisa dedicada ao Senhor seria reprovada, Amós declara que não haverá aceitação alguma por parte de Deus, seja quais forem as coisas dedicadas ao Senhor, novamente o profeta “viaja” ao passado:

“Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me exalarão bom cheiro. E ainda que me ofereçais holocaustos, ofertas de alimentos, não me agradarei delas; nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais gordos. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas. Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro impetuoso. Oferecestes-me vós sacrifícios e oblações no deserto por quarenta anos, ó casa de Israel? Antes levastes a tenda de vosso Moloque, e a estátua das vossas imagens, a estrela do vosso deus, que fizestes para vós mesmos. Portanto vos levarei cativos, para além de Damasco, diz o SENHOR, cujo nome é o Deus dos Exércitos. “ Amós 5:21 a 27

Amós declara aquilo que Deus também recordaria através de Estevão:

“E naqueles dias fizeram o bezerro, e ofereceram sacrifícios ao ídolo, e se alegraram nas obras das suas mãos. Mas Deus se afastou, e os abandonou a que servissem ao exército do céu, como está escrito no livro dos profetas: Porventura me oferecestes vítimas e sacrifícios No deserto por quarenta anos, ó casa de Israel? Antes tomastes o tabernáculo de Moloque, E a estrela do vosso deus Renfã, Figuras que vós fizestes para as adorar. Transportar-vos-ei, pois, para além da Babilônia. “ Atos 7:41 a 43

Essas são as palavras do Senhor, comprovando que a glória do homem perece como a erva, enquanto a sua palavra permanece eternamente (1 Pedro 1:24,25).

Amós veio para abalar a tranquilidade da injustiça:

“Ai de vocês que vivem tranqüilos em Sião, e que se sentem seguros no monte de Samaria; vocês, homens notáveis da primeira entre as nações, aos quais o povo de Israel recorre! “ Amós 6:1

O pastor profeta tem a espada afiada de dois gumes, penetrando o corpo corrompido de injustiça:

“Vocês acham que estão afastando o dia mau mas na verdade estão atraindo o reinado do terror. Vocês se deitam em camas de marfim e se espreguiçam em seus sofás. Comem os melhores cordeiros e os novilhos mais gordos. Dedilham em suas liras como Davi e improvisam em instrumentos musicais. Vocês bebem vinho em grandes taças e se ungem com os mais finos óleos, mas não se entristecem com a ruína de José. Por isso vocês estarão entre os primeiros a ir para o exílio; cessarão os banquetes dos que vivem no ócio. O SENHOR Soberano jurou por si mesmo! Assim declara o SENHOR, o Deus dos Exércitos: "Eu detesto o orgulho de Jacó e odeio os seus palácios; entregarei a cidade e tudo que nela existe" Amós 6:3 a 8

Os ouvidos hipócritas escutam a palavra “terror”, cegos pela impiedade, não percebem que o mal se aproxima da parte de Deus. Amós declara a desigualdade social, os poderosos estão na linha de frente do castigo de Deus, seu coração insensato é incapaz de lembrar de José. O ócio do homem natural não permite que ele se alimente do que é sólido, seu estômago é fraco demais para comer coisas que pertencem ao homem espiritual, como diria um dia o Espírito Santo à igreja:

“Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal. “ Hebreus 5:13 e 14

O Santo de Israel jurou por si mesmo, tal como fez nos dias de Abraão:

“Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo... “ Hebreus 6:13

Pela boca de Amós Deus jura por si mesmo: “O SENHOR Soberano jurou por si mesmo! Assim declara o SENHOR, o Deus dos Exércitos: "Eu detesto o orgulho de Jacó e odeio os seus palácios; entregarei a cidade e tudo que nela existe". A morte se aproxima ferozmente, o cheiro da injustiça penetrou as narinas de Deus, Amós tanto aponta o pecado, quando pronuncia a sentença divina, a casa do injusto será totalmente destruída.

Falavam em vão em nome do Senhor, seus corações de pedra, eram desprovidos de qualquer fruto de justiça. Amós prediz que a justiça do Senhor penetraria as casas da injustiça, uma total limpeza seria realizada, a ordem celestial não seria de modo algum alterada (Amós 6:11).

Cavalos não correm sobre os rochedos, nem com bois se conseguem arar sobre eles, é impossível que algo assim aconteça (Amós 6:12), os pecados de Israel eram tão irracionais, que se tornou impossível a misericórdia divina se aproximar da nação amada, o direito foi pervertido, o fruto da justiça se tornou como o fel, Israel imprudentemente se pôs a andar por caminhos tortuosos, desagradáveis ao Deus de tantas benevolências. Jesus é a nova estrada de Deus para à igreja, um caminho glorioso, todo sinalizado, uma caminho sem perigo algum, para todo aquele que lava as suas vestes no seu sangue redentor. Se a nação amada se afastou do Deus que concede a vida, encontrariam o tropeço por nações sem temor algum, uma completa vergonha para quem recebeu uma promessa imutável.

“Contudo, convertestes o juízo em fel, e a retidão em cicuta.Visto então que sois assim violadores do concerto, o que pode Deus fazer agora? Quereis que ele proceda com a mesma conduta e vos conceda suas bênçãos? Vós não deixais que elas sejam concedidas. Pois vos tornastes qual rochedos escarpados. Como Deus pode proceder com o seu comportamento? Como pode ele continuar com seus benefícios para convosco? Ele decerto não pode fazer assim mais do que um cavalo, por mais agilmente que corra sobre a rocha ou um boi are sobre essa”(Calvino)

Os israelitas se glorificavam na própria aparência, o poder que achavam ter, achavam também que era por sua própria força, quem pode enxergar o erro, se sua própria consciência já está corrompeu? Como diria o Filho de Deus tempos depois: “


“Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes, E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. “ Mateus 23:2 a 10

O Espírito Santo então mostra a Amós, Deus formando um exército de gafanhotos, insetos propensos a destruição. Do Senhor viria a destruição, a ordem divina seria para destruição, na visão o profeta vê a completa destruição da erva da terra (Amós 7:1 e 2), representando aqui que a grandeza que Israel alegava ter, nada mais era do que sua própria arrogância em considerar ser grande. Eis então que o coração do profeta, busca a intercessão do Pai das luzes:


“ E aconteceu que, tendo eles comido completamente a erva da terra, eu disse: Senhor DEUS, perdoa, rogo-te; quem levantará a Jacó? pois ele é pequeno. Então o SENHOR se arrependeu disso. Não acontecerá, disse o SENHOR. “ Amós 7: 2 e 3

“Isso então tem que se ter em mente quando o profeta diz que Deus criou locustas para devorar toda verdura, mas que em súplica rogava a Deus para pôr um término a tal calamidade. Ele adiciona, pois, que isso fez Deus se arrepender, não que houvesse alguma mudança de mente nesse, mas porque Deus súbita e inesperadamente suspendeu a vingança que estava muito perto. Isso, pois, não ocorrerá. No tocante à oração sê propício, eu suplico; como Jacó se levantará, ou quem levantará Jacó? parece que o Profeta não via nenhum outro remédio senão que o Senhor, consoante sua infinita bondade, perdoasse o povo, e daí implora por perdão. No entretempo, explica que orava pela Igreja: “Senhor”, diz ele, “tua mão agora não persegue estrangeiros, mas um povo eleito, teu bem particular”. Pois pelo nome Jacó o Profeta exalta o pacto que Deus fez com Abraão e os Patriarcas; como se dissesse: “Ó Deus, serás tu inexorável para com o povo a quem escolheste e adotaste, de quem és o Pai? Lembra-te que não são babilônios nem egípcios e assírios, mas um sacerdócio real, bem como teu povo santo e peculiar” (Calvino)

As palavras de Amós remetem-se ao fogo, é impossível purificação senão pelo fogo, ele vê o fogo consumir o grande abismo, parte da terra (Amós 7:4), novamente ele intercede, coloca Jacó como um povo pequeno, haja vista a grande promessa feita ao patriarca Abraão, em todas essas ações o Senhor não volta atrás, ele permite ao profeta interceder, o coração do justo a favor da nação injusta.


“ Então eu disse: Senhor DEUS, cessa, eu te peço; quem levantará Jacó? pois é pequeno. E o SENHOR se arrependeu disso. Nem isso acontecerá, disse o Senhor DEUS. “ Amós 7:5 e 6

As palavras de Amós não eram aceitas de fato, Jesus faria questão de lembrar isso futuramente, quantas vezes os profetas morreram anunciando os oráculos do Senhor, sem houvesse arrependimento no coração do povo apóstata. Eis que na visão aparece um muro, levantado a prumo, na mão do Senhor estava o prumo, o arquiteto celestial que pela palavra formou o mundo (Amós 7:7). O Senhor dialoga com Amós, “que vês Amós?”, alto nível de intimidade, entre Deus e um homem de muitas orações, um pastor dedicado ao campo, a comunhão do Espírito Santo, a paz que hoje foi destinada à igreja, o ungido responde “ um prumo”, eis então que ele houve não somente a resposta, também a definição do que o Senhor iria executar com Israel, “ Eis que eu porei o prumo no meio do meu povo Israel; nunca mais passarei por ele” (Amós 7:8). Quão grande é a tristeza da igreja se Deus não passar por ela, pela corrupção da justiça, mal sabe Israel o quanto sofrerá sem a presença da justiça de Deus. Deus agora está contra Israel, ele vem para combater as impiedades, o mal se levanta, o profeta está em perigo, alguém avisa o rei rebelado, que o profeta da verdade está promovendo uma conspiração.

“ Então Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti, no meio da casa de Israel; a terra não poderá sofrer todas as suas palavras. Porque assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado para fora da sua terra em cativeiro. Depois Amazias disse a Amós: Vai-te, ó vidente, e foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza; Mas em Betel daqui por diante não profetizes mais, porque é o santuário do rei e casa real.” Amós 7:11 a 13

Amazias iguala Amós aos profetas profissionais que viviam de sua profissão (cf. 1 Sm 9.7), mas não o acusa de ser um falso profeta; ao contrário, por sua intervenção e sua acusação de conspiração (v. 10), mostra que ele teme as conseqüências da pregação do profeta: a palavra de Amós, eficaz, é considerada como a causa direta das desgraças que ele anuncia." Nota da Bíblia de Jerusalém a Am 7.13, ligeiramente adaptada. (N. do T.)

Santuário do rei e casa real? Um completo disparate, o mal queria através da ameaça calar Amós, diminuir a grandeza do Deus que retirou Israel do Egito, esqueceram-se completamente do Criador, blasfemavam contra o Espírito Santo. As palavras de Amós penetram o interior em trevas dos governantes, a espada de dois gumes vai revelando os pensamentos, as intenções dos corações enegrecidos. O servo de Deus não sofre abalo, a resposta a ameaça do sacerdote vem com grande poder:

“Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros. Mas o SENHOR me tirou de seguir o rebanho, e o SENHOR me disse: Vai, e profetiza ao meu povo Israel. Agora, pois, ouve a palavra do SENHOR: Tu dizes: Não profetizes contra Israel, nem fales contra a casa de Isaque. Portanto assim diz o SENHOR: Tua mulher se prostituirá na cidade, e teus filhos e tuas filhas cairão à espada, e a tua terra será repartida a cordel, e tu morrerás na terra imunda, e Israel certamente será levado cativo para fora da sua terra. “

Não tinha ministério, foi ungido para tal, não tinha dom algum, recebeu grande poder. O Senhor o escolheu, como fez com outros profetas, o tirou do ofício cotidiano, em que ele era experiente, para torná-lo profeta do Deus altíssimo, aqui encontramos o primor da obra divina, para ser profeta não é necessário ser experiente, nada que possa pertencer ao homem natural, serve para transmitir aquilo que vem das profundezas de Deus, que somente pode vir do Espírito Santo, esse Espírito da verdade é a experiência que guia Amós. Ele testifica sobre a missão destinada, “revida” a ameaça com uma gloriosa sentença. Amós não tinha satisfações a dar a Amazias, não premeditou o que iria falar, foi movido pela força da habitação de Deus em seu interior, lembrou ao sacerdote que quando foi chamado, ele estava no campo, cuidando de outro ofício, agora porém para ele, importava obedecer ao chamado de Deus, fazer a vontade de Deus, transmitir a voz de Deus, todas as suas determinações contra os opressores do povo.

Amós jamais se poria em fuga, por medo ou receio de morrer, ele pelo nome de Deus enfrentaria qualquer que fosse o governante, o pecado da nação amada não seria esquecido, o Espírito Santo não oculta a impiedade, Israel seria levada em cativeiro, o próprio Amazias reconhecia a autoridade de Amós, como a própria autoridade de Deus, ele como sacerdote deveria aconselhar o rei a ouvir a voz do profeta, por motivo escusos ele preferiu aconselhar o rei a se livrar de Amós.

Disso vemos que Satanás, mediante várias astúcias e meios, tenta os servos de Deus, e dá fantásticos rodeios e sinuosidades, e por vezes se transmuta em anjo de luz, como é dito por Paulo (2 Co 11.14); e nesse ponto temos um extraordinário exemplo disso. Não é Amazias um anjo de luz, quando aconselha o Profeta Amós a servir a Deus livremente no próprio país e profetizar lá, abrindo sua boca em defesa do culto divino e da religião pura? Contanto que não obrasse nada disso na terra de Israel. Temos então nesse capítulo, como eu disse, um notável exemplo do logro de Satanás. (Comentário de Calvino)

Em nossos dias também existem os valorosos, homens que como Amós denunciam as impiedades, fora e dentro do recinto da igreja. No corpo de Cristo o “cancêr” deve ser retirado, isso ocorre quando Deus executa o milagre, quando chama seus servos, para combater o bom combate, Amós é um desses homens, que visam manter a “saúde” do corpo. No tempo do apostolado Paulo também foi retirado do seu antigo ofício, para um ofício diferente, aquele que perseguia a fé, foi transformado em pregador da fé, profetas e apóstolos, cujo o fundamento é o mesmo, sempre tiveram seu caráter moldado para cumprir a perfeita vontade de Deus.

O Espírito através de carta, não aconselhou apenas Timóteo, aconselhou a todos que manejam a palavra do Senhor, que para tal ofício, é requerido um dom específico concedido pelo Senhor, um dom semelhante ao concedido a Amós:

" Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. " 2 Timóteo 2:15

Amós manejou fielmente a palavra do Senhor, com admirável habilidade, Paulo descreveria esse dom, como um homem capaz de manejar a espada do Espírito, que é a própria palavra de Deus (Efésios 6:17), mais penetrante que qualquer espada humana, na verdade, que qualquer armamento humano. Poucos são aqueles que combatem com armas de luz (Romanos 13:12), por que o cristão não combate as impiedade, senão com as armas da justiça.

“Na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, Por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros...” (2 Coríntios 6:7,8)

Amós depois da sentença anunciada ao rei, tem outro momento misterioso com o Criador, a essência da verdade que ele professa, o faz enxergar um cesto de frutos do verão (Amós 8:1), novamente o Senhor conversa com seu porta-voz, “ Que vês, Amós? “, o profeta responde que enxerga apenas o que está diante dos olhos (Amós 8:2), confirmando que o homem natural, não pode penetrar as profundezas de Deus se o Espírito não o permitir, é pelo que é Santo que o homem discerne todas as coisas:

“Então o SENHOR me disse: Chegou o fim sobre o meu povo Israel; nunca mais passarei por ele. Mas os cânticos do templo naquele dia serão gemidos, diz o Senhor DEUS; multiplicar-se-ão os cadáveres; em todos os lugares serão lançados fora em silêncio. Ouvi isto, vós que anelais o abatimento do necessitado; e destruís os miseráveis da terra,Dizendo: Quando passará a lua nova, para vendermos o grão, e o sábado, para abrirmos os celeiros de trigo, diminuindo o efa, e aumentando o siclo, e procedendo dolosamente com balanças enganosas, Para comprarmos os pobres por dinheiro, e os necessitados por um par de sapatos, e para vendermos o refugo do trigo. Jurou o SENHOR pela glória de Jacó: Eu não me esquecerei de todas as suas obras para sempre. “ Amós 8:3 a 7

O fim!!O fim chegou! A triste realidade, a miséria espiritual, enfim, os pecados dos poderosos vão sendo revelados, a comunhão do Senhor se ausentaria de Israel, nunca mais a sua presença seria manifesta, o Criador afastaria toda a proteção, e o que acontece com aquele que está fora do refúgio do Senhor? Amós provavelmente sente o coração apertado, ele como descendente de uma promessa, ainda que manifestando os intentos do Senhor, certamente chora pela devastação espiritual ocorrida com Israel.

Isso não o impede de falar as coisas de Deus, na presença de Deus, a verdade é a única coisa que pode prevalecer. O cheiro da morte ronda os impenitentes, nem ao menos conseguirão cantar, apenas gemidos vão se ouvir. Haveria silêncio na manifestação da justiça, ela não viria com alarde, seria algo fúnebre, representando a alegria extinta. Não honraram a justiça, destituídos seriam de julgamento, não haveria tempo algum para reconciliação. Se alegraram olhando o rosto abatido do necessitado, sentenciaram os miseráveis, enganaram os pequeninos com suas balanças enganosas, venderiam seus produtos com valores absurdamente altos. Que reino de tirania é esse? É o reino contra quem Amós está profetizando, é o reino cujos frutos estão apodrecidos, prontos para serem destruídos.

As trevas avançariam sobre Israel, Amós prediz um estado de calamidade, com ausência do Espírito Santo.

“ E tornarei as vossas festas em luto, e todos os vossos cânticos em lamentações; e porei pano de saco sobre todos os lombos, e calva sobre toda cabeça; e farei que isso seja como luto por um filho único, e o seu fim como dia de amarguras. Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do SENHOR, mas não a acharão. Naquele dia as virgens formosas e os jovens desmaiarão de sede. Os que juram pela culpa de Samaria, dizendo: Vive o teu deus, ó Dã; e vive o caminho de Berseba; esses mesmos cairão, e não se levantarão jamais. “ Amós 8:10 a 14

Imaginemos à igreja ausente da palavra, passando fome, morrendo por falta de mantimento sólido, assim é o futuro que Amós prediz a nação amada. “Eis que vem dias, diz o Senhor Deus...”, os dias sem o Senhor serão tenebrosos, dias de amarguras, dias de alguém que perde o seu único filho, sem que haja tempo para nova gravidez, um sofrimento eterno. A terra teria fome, até que o Pão celestial descesse do alto, para novamente fortalecer o corpo agonizante. Amós prediz um caminho terrível, dias em que o povo não encontrará a paz, ainda que caminhe por todo os lugares, eles não acharão a palavra do Senhor, a palavra que em todo o tempo esteve perto.

Dado pois que a perversidade ou a impiedade, ou a displicência do mundo é tão grande, o que podemos esperar, senão que o Senhor mandará trevas muito mais espessas do que aquela em que antes estivemos imergidos, permitindo que nos desviemos e vagueemos aqui e acolá com fome e sede? Caso então temamos a Deus, tal punição, ou antes o anúncio desse castigo, deve sempre estar diante de nossos olhos. E a antítese também, visto como é mui importante, deve ser cuidadosamente levada em conta, porque o Profeta, pela comparação, aumenta a pena: ele diz que não será a falta de comida e bebida – pois uma tal visitação divina seria mais tolerável –, mas uma fome espiritual. Então, considerando que estamos por demais enredados por nossa carne, tais palavras devem nos estimular, para que ponderemos com mais atenção sobre esse pavoroso juízo, e aprendamos a temer a fome ou carência da alma mais do que a de nossos corpos. (comentário de Calvino sobre Amós)

Deus poupe sua amada igreja de tal fome, do luto, da privação dos dons, pelo qual é revelada a sua sabedoria. O apóstolo Paulo descreveu a grande bondade de Deus, quando depois dos tempos de miséria espiritual, Jesus Cristo veio para anunciar a graça aos que não eram participantes da promessa, o evangelho manifestou as riquezas incompreensíveis de Cristo, que o espírito do mundo nunca compreendeu, que poucos como Amós foram capazes de sentir, de participar do glorioso mistério, ainda que o povo de Israel não tenha compreendido. O evangelho dispensou coisas maravilhosas e ocultas, que o Pai criou por meio de Jesus (Efésios 3:9), criou para sua igreja, para tornar completa a glória do corpo, pela qual o mundo contemplaria a sabedoria de Deus, sabedoria que dizimou o império da morte, que crucificou o velho homem, que produziu novas criaturas através da ressurreição, “...segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele. “ Efésios 3:8 a 12

Então algo é certo, apesar de Deus não ter culpa alguma, ele pôs sobre o Filho a redenção pela insanidade do mundo, de Israel, aproximando o que estava longe —mesmo ele não tendo pecado algum — aqueles que mataram seus representantes estão reservados para ira, pessoas como Amós que transmitiram julgamentos e misericórdias sofrendo por amor a graça. Amar a Deus é padecer, Amós padeceu, profetas, apóstolos, cooperadores, homens, mulheres, jovens, crianças. Como um dia o Espírito deixou registrado no tempo da graça, não somente para uma comunidade cristã, para todos que através do tempo determinado, iriam crer na palavra da verdade, “...porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que na Judéia estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles, Os quais também mataram o Senhor Jesus e os seus próprios profetas, e nos têm perseguido; e não agradam a Deus, e são contrários a todos os homens, E nos impedem de pregar aos gentios as palavras da salvação, a fim de encherem sempre a medida de seus pecados; mas a ira de Deus caiu sobre eles até ao fim.” 1 Tessalonicenses 2:14 a 16


Portanto, não foi por culpa minha que vossas moléstias não foram saradas, uma vez que amiúde enviei Profetas para vos chamar ao arrependimento, mas sem êxito algum. Por isso, retirarei de vós agora a minha palavra”. Mas, como a doutrina celeste é o alimento espiritual da alma, o Profeta corretamente adota esta metáfora, que o Senhor mandaria uma fome. Tal figura, então, é tomada emprestada da eficácia e natureza da palavra de Deus: pois para que propósito ele nos envia Profetas e mestres, senão para nos alimentar com comida espiritual? Tal como ele sustenta nossos corpos com pão e água, ou vinho e outros mantimentos, assim também nutre nossas almas e sustenta nossa vida espiritual pela sua palavra. Dado então que a doutrina espiritual é nosso alimento espiritual, o Profeta mui apropriadamente diz que ali chegaria uma fome. (comentário de Calvino sobre Amós)


Chegamos então ao derradeiro capítulo de Amós, não com uma perfeita interpretação do texto, pois não utilizei de outros estudos, senão do próprio Espírito Santo, esperando que ele mesmo pudesse conceder os esclarecimentos, não que outras ferramentas não sejam necessárias, que outros estudos não nos façam mais sábios, motivo dos (fragmentos) comentários de Calvino juntamente com este humilde texto.


“Vi o Senhor, que estava em pé sobre o altar; e me disse: Fere o capitel, e estremeçam os umbrais, e faze tudo em pedaços sobre a cabeça de todos eles; e eu matarei à espada até ao último deles; nenhum deles conseguirá fugir, nenhum deles escapará. Ainda que cavem até ao inferno, a minha mão os tirará dali; e, se subirem ao céu, dali os farei descer. “Amós 9:1 e 2

Os ímpios seriam perseguidos, não haveria como se esconderem, Deus da ordem ao profeta que ele fira o capitel, a cobertura do templo, para que ela caia na cabeça dos injustos, mesmo que alguém escapasse, da espada não haveria livramento, seja fugindo para o inferno, subindo para o céu, o terror da perseguição divina não se aplacaria. Deus não permitiria a fuga da impiedade, num lugar de santificação eles seriam destruídos, isso remete ao estado calamitoso da nação.

Essas duas linhas são explanadas de várias maneiras. As palavras dificilmente podem admitir o sentido que lhes é dado aqui. A cena se deu no templo, e os adoradores estavam presentes. A ordem foi golpear o lintel; a queda dos pilares, ou postes, foi a conseqüência: muitos foram destruídos, e os que sobraram deviam ser mortos à espada, não devendo escapar ninguém. Parece haver aqui uma alusão a dois eventos anteriores: o abalo e desmantelamento dos pilares da casa de Dagon por Sansão, e a chacina dos sacerdotes de Baal por Jeú. (Comentários de Calvino sobre Amós)

Ninguém fugirá!! Amós expressa a indignação do Deus altíssimo:


“ E, se se esconderem no cume do Carmelo, buscá-los-ei, e dali os tirarei; e, se dos meus olhos se ocultarem no fundo do mar, ali darei ordem à serpente, e ela os picará. E, se forem em cativeiro diante de seus inimigos, ali darei ordem à espada que os mate; e eu porei os meus olhos sobre eles para o mal, e não para o bem. “ Amós 9:3,4

Sobre a visão do profeta se evidencia o domínio do Senhor, o Pai que tanto bem fez aos filhos, poria agora os olhos para o mal, e dizer que outro profeta diria: “...porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho” (Zacarias 2:8). Amós exalta a dimensão do poder divino, “o que toca a terra, e ela se derrete”, os ouvidos que absorveram essas palavras, concluíram que não havia mais saída, será que intentaram contra a vida de Amós?? As palavras de Deus pronunciadas pelo profeta, feriam o orgulho dos impenitentes, os arrogantes iriam chorar, suas lágrimas seriam como o rio que transborda com as chuvas.

“[Amós] revela que Deus se declarará inimigo deles em todos os lugares, e que seus elementos e todas as criaturas serão inimigos para os destruir”. Nota da Bíblia de Genebra a Am 9.3. (N. do T.)

Deus é o construtor celestial, o que forma e edifica todas as coisas, o Espírito que penetra todas as coisas, Amós parece-nos um homem erudito, e é, o Espírito o induz a erudição espiritual. A intimidade do Senhor com a criação, é notória quando lemos, Deus é o que edifica, funda, chama, derrama, aquele que Israel renegou a segundo plano, ele é o que é sobre todos, como também novamente falou o mesmo Espírito para à igreja resgatada: “ Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos. “ Efésios 4:4 a 6

Sobre Am 9.5, Albert Barnes comenta: “E quem é Aquele que fará isso? Deus, sob cujo comando estão todas as criaturas. Esta é a esperança de Seus servos, e daí Ezequias começar sua oração: 'Senhor dos exércitos, Rei de Israel', Is 37.16. Esta é a situação desesperadora de Seus inimigos. 'Que toca o solo' ou 'a terra, e ela se derrete', antes, 'tem se derretido'. Sua Vontade e o cumprimento dela são uma coisa só. 'Ele falou, e aconteceu; Ele ordenou e ficou firme', Sl 33.9. Sua Vontade vem primeiro, sendo a causa do que é feito; elas coexistem no tempo. Ele não tem necessidade de expor Sua força; um toque, que é a mais leve indicação de Sua Vontade, basta. Se é assim com a terra sólida, quanto mais com seus habitantes! Assim diz o salmista: 'Os pagãos se encolerizaram, os reinos se moveram; Ele proferiu sua voz, a terra derreteu', Sl 46.6. Os corações dos homens se derretem de medo da Sua presença; os exércitos humanos se dissolvem, dispersos; o próprio globo grande se derrete no antigo caos diante de Sua Vontade”. (Notes on the Bible.) (N.do T.) 73


“...o SENHOR é o seu nome.” Amós 9:6

Os filhos resgatados abandonaram o pai: “Não fiz eu subir a Israel da terra do Egito, e aos filisteus de Caftor, e aos sírios de Quir?” Amós 9:7

Eis uma recordação de um pai, dos muitos milagres, das inúmeras vitórias, das incontáveis misericórdias. Deus conversa com Amós, “eu fiz isso profeta, diga a eles”, o Senhor dos Exércitos foi o refúgio que agora estava abandonado.

“ Eis que os olhos do Senhor DEUS estão contra este reino pecador, e eu o destruirei de sobre a face da terra; mas não destruirei de todo a casa de Jacó, diz o SENHOR. “ Amós 9:8

Então, o gloriar deles era néscio e absurdo ao se julgarem ter mais valor à vista de Deus do que as outras nações. Mas, como essa insensata presunção os cegava, o Profeta ora diz: “De quem vós pensais ser? Sois para mim como os filhos dos etíopes. Efetivamente vos libertei outrora, mas não que eu estivesse preso a vós: antes, por eu vos ter ligado a mim, porque fostes redimidos através de minha bondade”. Alguns acham que os israelitas são comparados aos etíopes, porquanto não haviam mudado sua pele, isto é, sua disposição; contudo, rejeito tal opinião por forçada. Pois o Profeta fala aqui de maneira mais simples, a saber, que a situação deles em nada diferia daquela da classe ordinária de homens: “Vós vos sobressaís, mas coisa alguma possuís que não seja oriunda de mim; se eu retirar de vós o que é meu, o que restará para vós, então?”...Como Deus então teve pena de outras nações em eras anteriores, decerto não era peculiar à raça de Abraão que tivesse ela sido liberta por Deus, mediante milagres extraordinários: “Até os filisteus dirão a mesma coisa, e os sírios, idem; entretanto, dizeis que eles são nações profanas. Sendo assim, estais ora despojados de toda excelência, isto é, nada há de vós próprios em vós, para que vos exalteis acima das outras nações”. Eis o sentido. (comentário de Calvino sobre Amós)

Por amor a Davi um remanescente seria deixado, a descendência para o Cristo, Israel seria grandemente abalada, os imbatíveis seriam abatidos, os cheios de si seriam esvaziados da sua glória temporária.

Ainda que eu espalhe os israelitas por vários locais para que fiquem dispersos aqui e ali, tal exílio será sempre qual uma joeira: eles agora contendem comigo, quando um grão cai. Mas o resultado provará que nada há neles senão refugo e lixo, visto que limparei todo meu chão coando, e coisa alguma remanescente será achada nele. Contudo, uma outra coisa deve ser igualmente lembrada: que, malgrado o Senhor não ter tratado tão severamente o seu povo, caso este fosse igual aos poucos que eram bons, todavia, nenhum deles estava sem alguma culpa. Jeremias, Daniel, Esdras, Neemias, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego eram na realidade qual anjos entre homens. E era deveras um milagre que permanecessem retos no meio de tanta impiedade; mesmo assim, foram conduzidos para o cativeiro. Quando se aproximaram de Deus, eles não podiam objetar que eram punidos além do que mereciam. Com efeito, Jeremias era digno de castigo mais pesado; idem Daniel, apesar de ser um exemplo da mais alta e até de angelical integridade. Deus, pois, não os podia rejeitar como refugo; entretanto, certamente eles eram trigo, e o Senhor os chacoalhou na joeira como a palha, de modo a mantê-los reunidos debaixo da proteção dele; porém, paralelamente, isso foi feito de uma forma oculta.(comentário de Calvino sobre Amós)


“ Naquele dia tornarei a levantar o tabernáculo caído de Davi, e repararei as suas brechas, e tornarei a levantar as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antiguidade; Para que possuam o restante de Edom, e todos os gentios que são chamados pelo meu nome, diz o SENHOR, que faz essas coisas. “ Amós 9:11,12

Somente Deus pode levantar o caído, até mesmo Israel encontraria essa benevolência, nós também no tempo em que recebemos o evangelho, fomos também levantados do mundo caído, a igreja tem a sua cabeça:

“Sede contentes e agradecidos ao Pai, que vos fez dignos de participar da herança dos santos na luz. Ele nos arrancou do poder das trevas e nos introduziu no Reino de seu Filho muito amado, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação. Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem nele. Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas. “ Colossenses 1:12 a 18


...uma vez que Cristo por fim se revelaria, Cristo sobre cuja cabeça está a autêntica diadema ou coroa, o qual foi eleito por Deus e é o legítimo rei, e que, havendo ressurgido dentre os mortos, reina e está agora sentado à destra do Pai, e até o fim do mundo seu trono não malogrará. Não só isso, mas o mundo também será renovado, e o reino de Cristo terá continuidade, embora em uma outra forma, depois da ressurreição, como Paulo nos revela. Sem embargo, Cristo será sem dúvida um rei para sempre. (comentário de Calvino sobre Amós)

Por fim nos últimos instantes de inspiração, o amor de Deus novamente aflora:

“ Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que o que lavra alcançará ao que sega, e o que pisa as uvas ao que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão. E trarei do cativeiro meu povo Israel, e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E plantá-los-ei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o SENHOR teu Deus. “Amós 9:13,15


Assim sendo, não admira que por vezes lhes falem como a filhos. Ao mesmo tempo, o Espírito, sob tais expressões figuradas, declara que o reino de Cristo será, em todos os sentidos, feliz e abençoado, ou que a Igreja de Deus (que significa a mesma coisa) será bendita quando Cristo começar a reinar. (comentários de Calvino sobre Amós)

Realmente o amor é sobretudo, o amor é Deus, Deus é amor, Amós profetiza em NOME desse amor, mesmo que seja para os corações enegrecidos, o profeta lamenta a situação do povo do qual ele faz parte. Amós foi escolhido por amor, foi porta-voz do amor, para transmitir os julgamentos, através de visões simbólicas, aqui a clara manifestação do poder de Deus, que não aceita a injustiça do homem. O término remete a uma expectativa esperançosa, “eis que vem dias” em que o povo será reunido, a igualdade da graça estaria perante todos, a liberdade gloriosa de servirem a Deus. Os impiedosos desviados dos mandamentos seriam julgados, a justiça seria reedificada, o povo de Israel seria reconstruído moralmente.

O Senhor promete trocar o fundamento, o frágil fundamento da injustiça seria arrancado, Israel seria reconstruído mediante o fundamento da verdade. O Espírito exalta o excelso poder divino nas últimas palavra de Amós.


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Re: Profeta Amós: “Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros, mas falo através do Espírito Santo”

Mensagem por Admin em Ter Mar 25, 2014 10:07 pm

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