AS MARCAS DE JESUS
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Apóstolo Paulo e o evangelho: o leão rugiu, o leão abriu a boca, Deus fechou a boca do leão

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Apóstolo Paulo e o evangelho: o leão rugiu, o leão abriu a boca, Deus fechou a boca do leão

Mensagem por Admin em Sex Maio 17, 2013 7:14 pm




"Não sou eu livre? não sou apóstolo? não tenho visto a Jesus nosso Senhor? não sois vós obra minha no Senhor? Se para outros não sou apóstolo, contudo ao menos para vós o sou; pois o selo do meu apostolado sois vós no Senhor. Esta é a minha defesa contra os que me julgam. " 1 Coríntios 9:1 a 3

O escrito de Paulo soa como um desabafo, o que pensava o apóstolo, qual o motivo da sua justificativa, possivelmente alguém contestou sua autoridade, isso não é algo comum, em muitos momentos da história bíblica, percebemos a contestação de autoridade, alguns pervertidos querendo constatar a veracidade do chamado, do representante colocado por Deus sobre ele. Deus libertou Paulo no caminho de Damasco, ali ele foi colocado para apóstolo, ele viu a luz que emana vida brilhar para ele.

“...porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome perante os gentios e os reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe é necessário padecer pelo meu nome. “ Atos 9:15 a 16

Pela eficácia do poder celeste, Paulo, logo depois do “diálogo” com Cristo, passou a proclamar nas sinagogas que Jesus era Filho de Deus.


“Pasmavam todos os que escutavam, e diziam: Não é este o que perseguia em Jerusalém aos que invocavam esse nome, e que tinha vindo cá para os levar presos aos principais sacerdotes? Porém Saulo muito mais se fortalecia e confundia os judeus que habitavam em Damasco, provando que Jesus era o Cristo. Decorridos muitos dias, os judeus deliberaram entre si tirar-lhe a vida; porém esta cilada chegou ao conhecimento de Saulo. Guardavam também as portas de dia e de noite para o matar. “ Atos 9:21 a 24

Isso realmente era necessário, Paulo pregava a obra prima do Senhor, Jesus, sendo assim nas comunidades que formou pregando o evangelho, ele considerava uma obra edificada por ele, movida pelo Espírito do Senhor. Sofreu, alguns entendemos pelas suas palavras, o ignoravam como apóstolo, mas às cartas que escreveu às comunidades que pregou, eram o selo do seu apostolado, a confirmação de que realmente ele era apóstolo, um apóstolo que pregava a verdade, que padecia para pregá-la. Era exatamente isso que ele utilizava como sua defesa, sendo apóstolo ele tinha direitos (não que utilizasse dessa condição para sobressair sobre a comunidade):

“Será que nós não temos o direito de comer e de beber? porventura não temos o direito de levar conosco uma crente como esposa, como também os outros apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Acaso só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? Quem jamais vai à guerra à sua própria custa? quem planta uma vinha e não come do seu fruto? ou quem pastoreia um rebanho, e não come do leite do rebanho? Porventura digo eu isto como homem, ou não o diz também a Lei?Pois na Lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca do boi quando debulha. Acaso cuida Deus dos bois? ou é seguramente por nós que ele diz isso? De certo, por amor de nós foi escrito; pois quem lavra, deve lavrar com esperança; e quem debulha, deve debulhar com esperança de participar dos frutos. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, é, porventura, grande coisa se colhermos as vossas coisas materiais? Se outros participam desse direito sobre vós, por que não ainda mais nós? Não obstante nunca usamos desse direito; ao contrário suportamos tudo, para não pôr obstáculo algum ao Evangelho de Cristo. Não sabeis que aqueles que trabalham nas coisas sagradas, comem das coisas do templo; e que os que servem ao altar, são participantes do altar? Assim também ordenou o Senhor aos que proclamam o Evangelho, que vivam do Evangelho; mas nenhuma destas coisas tenho eu usado. Nem escrevo isto, para que se faça assim comigo; pois melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã a minha glória. 1 Coríntios 9: 4 a 15

Apóstolos eram homens, não deuses, como um dia consideraram Paulo e Barnabé (Atos 14:11), Paulo reclama para si direitos iguais aos demais servos de Cristo, vemos uma série de indagações, demonstrando sua indignação, o responsável, o criador, o autor, o pregador, o pai, — como ele mesmo disse para mesma comunidade “...embora tenhais dez mil instrutores em Cristo, não tendes, contudo, muitos pais; pois eu vos gerei em Cristo Jesus por meio do Evangelho “ (1 Coríntios 4:15) — sempre será direito sobre seu trabalho, pois espera que seu trabalho prospere, ainda mais quando esse trabalho é pregar o evangelho. Paulo testifica que como cooperador de Cristo, ele semeava coisas espirituais, ele mesmo considerava a comunidade como “lavoura de Deus” (1 Coríntios 3:9), porque o Pai não ele ou alguém concedia o crescimento, sendo assim à igreja deveria suprir as suas necessidades sem reclamações, como ele mesmo disse, as coisas materiais.

Mas aqui está o grande zelo de Paulo, mesmo que outros utilizassem de tais meios, mesmo sendo lícito ele preferia não proceder assim. O importante para o apóstolo sempre foi aquele Jesus que apareceu para ele, que fez dele prisioneiro no evangelho, a sua consciência considerava abuso ser suprido pela igreja, mesmo ele não achando tal procedimento incorreto. Paulo suportava tanto o trabalho para sustento, quanto o trabalho para Deus, para que não houvesse qualquer impedimento, algum tipo de comentário indesejado, mesmo assim parece-nos nesse capítulo que alguns ainda achavam meios para pronunciar blasfêmias contra ele.

Não impor obstáculo ao evangelho, esse era o zelo de Paulo, mesmo quando algo perante os olhos de Deus era limpo de qualquer leviandade, ainda assim, o apóstolo procurava meios de torná-lo ainda mais claro perante todos. Ele justifica-se até mesmo pela lei de Moisés, cita ela como complemento da sua explanação, dizendo que tudo é ordenação do Senhor, logo, se os homens estão contrários aos servos de Deus, estão contra o próprio Deus. À igreja nada tinha contra Paulo, com todos esses direitos conquistados, ele não se utilizava de nenhum deles, nem estava escrevendo para obtê-los, talvez estivesse prestando esclarecimentos em defesa própria, também dos demais. Seu escrito na verdade é estatuto maravilhoso, que visa orientar à igreja em todas estas questões, que se não entendidas pelo Espírito, criam dúvidas e contendas que interferem na edificação.

O apóstolo preferia a morte, — na verdade ele escreveu em outro lugar, que por ele melhor era estar com Cristo, “... porque tenho o desejo de partir e estar com Cristo, pois é muitíssimo melhor; mas o permanecer na carne é mais necessário por vossa causa”(Filipenses 1:23,24) — do que abusar das coisas sagradas, do que ser considerado um aproveitador da igreja, a glória dele era o fruto do seu trabalho, o seu trabalho era pregar o Cristo crucificado.

“Se eu pregar o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação: ai de mim se não anunciar o Evangelho. Se faço isto de vontade própria, tenho galardão; mas se não é de vontade própria, apenas se me tem confiado o ofício de despenseiro. Qual é, pois, o meu galardão? É que, anunciando o Evangelho, eu o faça sem preço, para não usar em absoluto do meu direito no Evangelho. “ 1 Coríntios 9:16 a 18

Quem prega o evangelho não é superior ao que recebe dele, a mensagem que pode mudar a sua vida, não era assim que Paulo considerava a sua obrigação, quando ele diz “ai”, para alguns traduzem como medo se ele não pregar o que lhe foi determinado, mas Paulo sabia que iria padecer, todas as instruções espirituais foram repassadas a ele por Cristo, “...declaro-vos, irmãos, que o Evangelho que foi pregado por mim, não é segundo o homem; pois eu nem o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas sim mediante a revelação de Jesus Cristo “ (Gálatas 1:11 a12). Então nada devia ao homem senão o dever a ele incumbido, ele pregava sem usar dos seus direitos, sabendo que fora feito prisioneiro de algo, que jamais poderia ser libertado, e lógico deduzimos que essa nunca foi a intenção de Paulo. Quando alguém faz algo movido pela sua própria vontade, alcança maior honra, quando porém faz algo porque alguém determinou, as honras deixam de existir, mas é exatamente isso que Paulo declara a igreja, Deus fez dele um despenseiro, então ele pergunta à igreja: “ Qual é, pois, o meu galardão? “

Ele mesmo responde: “ É que, anunciando o Evangelho, eu o faça sem preço, para não usar em absoluto do meu direito no Evangelho. “

O prêmio para Paulo era Cristo, alcançar a Cristo, não abusar do direito de ser apóstolo, isso é um perfeito exemplo de sabedoria espiritual, cujo desejo é que outros alcancem o mesmo prêmio.

“Mas o que era para mim lucro, isto mesmo tenho como perda por amor de Cristo. Sim, na verdade, e tudo tenho como perda pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor, pelo qual perdi todas as coisas, e considero-as como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo como minha justiça a que vem da Lei, mas aquela que vem pela fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé, para o conhecer e o poder da sua ressurreição e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte, para ver se de algum modo posso atingir à ressurreição dentre os mortos. Não digo que eu já o tenha obtido, ou que seja já perfeito, mas vou prosseguindo para ver se também poderei alcançar aquilo para o que igualmente fui tomado por Cristo Jesus. Irmãos, eu não julgo ter ainda alcançado; mas uma coisa faço, esquecendo-me das coisas que ficam para trás e avançando para as que estão adiante, Prossigo em direção ao alvo, para obter o prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus. “ Filipenses 3:7 a 14

Paulo sendo prisioneiro de Cristo, tornou-se livre para com todos, para que de todos os modos o Cristo crucificado fizesse o efeito desejado em todo o tipo de coração, dizia ele à igreja “...persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens “ (Gálatas 1:10,11). Diante da escolha e chamado de Deus, a obrigação de Paulo passou a ser pregar o evangelho, viver somente para pregá-lo, sem prevalecer do seu direito.

“Estou crucificado com Cristo; logo já não sou eu, o que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Aquela vida que agora vivo na carne, vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. “ Gálatas 2:20,21

Com Cristo vivendo dentro dele, Paulo fez de tudo para ganhar a todos, por que assim é a vontade de Deus, “...que deseja que todos os homens sejam salvos, e que cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Com isso o número de pessoas que imitavam a Paulo só cresceu, porque ele mesmo era imitador de Cristo (1 Cor. 11:1):



"Pois sendo eu livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar maior número. Para os judeus tornei-me como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que estão debaixo da Lei, como se eu estivesse debaixo da Lei (não me achando eu debaixo da Lei), a fim de ganhar os que estão debaixo da Lei; para os que estão sem lei, como se eu estivesse sem lei (não me achando eu sem a lei de Deus, mas sob a lei de Cristo), a fim de ganhar os que estão sem lei; para os fracos tornei-me como fraco, a fim de ganhar os fracos; tornei-me tudo para todos, para de todo e qualquer modo salvar alguns. Tudo faço por causa do Evangelho, para dele tornar-me coparticipante. Não sabeis que os que correm no estádio, correm, na verdade, todos, mas um só é que recebe o prêmio? Assim correi, de modo que o alcanceis. Todos os atletas em tudo se moderam; aqueles, com efeito, para receber uma coroa corruptível, mas nós uma incorruptível. Eu por minha parte assim corro, não como na incerteza; de tal modo combato, não como açoitando o ar; pelo contrário esbofeteio o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que havendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser rejeitado. " 1 Coríntios 9:19 a 27

Então quando Paulo dizia “ai de mim se não anunciar o evangelho”, não era uma lamentação, uma demonstração de indisposição, de medo, era uma obrigação poderosa movido por iniciativa divina, como ele mesmo justificou:

“Pois eu sou o mínimo dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus; mas pela graça de Deus sou o que sou, e a sua graça que me foi concedida, não se tornou vã, antes trabalhei mais abundantemente que todos eles; não eu, contudo, mas a graça de Deus comigo. “ Coríntios 15:9,10

A graça operava nele para que os espíritos, conhecessem os tesouros de Deus escondidos em Cristo. Paulo parece comparar a graça com a disputa em um estádio, um disputa em que os competidores almejam receber uma coroa, a diferença é que os que concorrem na carne, receberão algo corruptível, os que concorrem pelo Espírito algo incorruptível, significando que foram gerados de uma semente santa, pela palavra de Deus. Paulo igualmente mesmo sendo apóstolo, concorria também para receber a mesma coroa, seu corpo era submetido a exercícios diários de piedade, de jejum, de oração, na verdade, ele lutava contra a própria carne, com objetivo de se tornar exemplo para aqueles que pregava, “...pois eu trago em meu corpo as marcas de Jesus” (Gálatas 6:17).

O apóstolo não queria ser aquele que pregou o evangelho, para depois ser rejeitado por Deus, na verdade ele combateu o bom combate, e o Senhor o livrou da boca do leão inúmeras vezes.

Paulo morreu com Jesus ao seu lado, com o mérito de nunca ter dado motivo para escândalo.

“Ninguém esteve ao meu lado na minha primeira defesa, pelo contrário todos me desampararam; que isto não lhes seja imputado. O Senhor, porém, esteve ao meu lado e me confortou, para que fosse por mim cumprida a pregação, e ouvissem todos os gentios. E fui livre da boca do leão. O Senhor me livrará de toda a obra má e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amém. “ 2 Timóteo 4:16 a 18

Ainda que o leão rugisse (1 Pedro 5:8), o Senhor o livrou da sua boca, algo comum com um profeta?


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