AS MARCAS DE JESUS
Paz, a todos os corações e Deus esteja com todos.

Palavra do jovem e palavra de Deus todo domingo.

Eldier






O amor que as muitas águas não podem apagar, nem os rios levá-los através da sua correnteza, nem riqueza alguma adquiri-lo

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O amor que as muitas águas não podem apagar, nem os rios levá-los através da sua correnteza, nem riqueza alguma adquiri-lo

Mensagem por Admin em Sex Jul 19, 2013 11:06 pm



Entrei em meu jardim, minha irmã, minha noiva; ajuntei a minha mirra com as minhas especiarias. Comi o meu favo e o meu mel; Bebi o meu vinho e o meu leite. Comam, amigos, bebam e embriaguem-se, ó amados. Eu estava quase dormindo, mas o meu coração estava acordado. Escutem! O meu amado está batendo: Abra-me a porta, minha irmã, minha querida, minha pomba, minha mulher ideal, pois a minha cabeça está encharcada de orvalho, o meu cabelo, da umidade da noite. Cânticos 5:1-2

Na sublime escrita do autor, creio, deixa evidente como era agradável para ele, a companhia daquela que ele chama de noiva. Quando lemos os cânticos, tudo o que sentimos é a presença do Espírito, e pela sua presença, Deus nos livra da malícia, concedendo a nós, a maravilhosa explicação, do que realmente é o amor, esse valioso e único sentimento, que as muitas águas não podem apagar, nem os rios levá-los através da sua correnteza, nem riqueza alguma adquiri-lo (Cânticos 8:7). O amor do noivo está evidente em cada palavra, em cada ação, em tudo que faz, ele sente a alegria do amor que o envolve, alegria que contagia os que estão próximos a ele.

Ele procura ansioso pela noiva, a quem ele chama de irmã, querida, pomba, a mulher ideal. Essa relação, esse amor, entre o noivo (Salomão) e a noiva (Sulamita), muitos comparam ao amor de Jesus (o noivo) pela igreja (a noiva), pela qual o apóstolo Paulo revela, ele entregou a própria vida para a santificar, purificar, “...com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível “ (Efésios 5:26-27). De fato, através do noivo, a noiva se tornou perfeita. O amor do noivo enfrentou todas as adversidades, para estar junto dela, até mesmo quando ela não abriu a porta, mesmo diante de um noivo suplicante, com os cabelos molhados pelo orvalho da noite, representando a intensidade do seu amor.

A noiva já estava acomodada no seu leito:

Já tirei a túnica; terei que vestir-me de novo? Já lavei os pés; terei que sujá-los de novo? O meu amado pôs a mão por uma abertura da tranca; meu coração começou a palpitar por causa dele. Levantei-me para abrir-lhe a porta; minhas mãos destilavam mirra, meus dedos vertiam mirra, na maçaneta da tranca. Eu abri, mas o meu amado se fora; o meu amado já havia partido. Eu quase desmaiei de tristeza! Procurei-o, mas não o encontrei. Eu o chamei, mas ele não respondeu. Cânticos 5:3-6

Mesmo ela hesitando momentaneamente, o desejo de ver a face do noivo fez o seu coração palpitar, quando escutou o barulho suave da mão dele sobre a tranca da porta. Ele não estava tentando invadir, estava apenas insinuando que estava ali, então à força do amor fez com que a noiva abrisse a porta, colocando as mãos na mesma tranca, que o noivo colocou a sua, e se ele havia ajuntado a mirra, a mãos da noiva destilaram mirra, contudo, quando ela abriu a porta, seu coração foi da palpitação a frustração, o amado vendo que a porta não se abriu, partiu, certamente com o mesmo sentimento de frustração, ele não veria o quase desmaio da noiva, cuja força do amor impediu, para que pudesse ir atrás do noivo. A voz suave chamou pelo noivo, porém, não ouviu a voz da sua resposta.

As sentinelas me encontraram enquanto faziam a ronda na cidade. Bateram-me, feriram-me; e tomaram o meu manto, as sentinelas dos muros! Ó mulheres de Jerusalém, eu lhes faço jurar: se encontrarem o meu amado, o que dirão a ele? Digam-lhe que estou doente de amor. Que diferença há entre o seu amado e outro qualquer, ó você, das mulheres a mais linda? Que diferença há entre o seu amado e outro qualquer, para você nos obrigar a tal promessa? Cânticos 5:7-9

Paulo descreve que o Senhor ama a igreja, como ela sendo sua própria carne, a alimenta e a sustenta com o seu poder (Efésios 5:29). O noivo apesar da porta que não se abriu, não deixou de amar a noiva. E depois de não ter visto a face do noivo, a noiva foi ainda ferida por sentinelas da cidade, talvez, por vagar em um horário não tão comum a uma mulher ideal, certamente não perceberam nela, o desespero por encontrar o noivo. De todo o coração então ela clama as mulheres de Jerusalém, que se encontrarem o seu amado, diga imediatamente o quanto ela está doente, padecendo por amor, ao que as outras mulheres, por não compreenderem o motivo do seu sofrimento atroz, demonstram curiosidade diante do intenso e exclusivo amor, não achando nele diferença alguma com relação a outros amores.

Ó mulheres de Jerusalém, eu lhes faço jurar: se encontrarem o meu amado, o que dirão a ele? Digam-lhe que estou doente de amor. Que diferença há entre o seu amado e outro qualquer, ó você, das mulheres a mais linda? Que diferença há entre o seu amado e outro qualquer, para você nos obrigar a tal promessa? Cânticos 5:7-9

A noiva descreve perante as mulheres de Jerusalém, o que o amado representa para sua vida:

“O meu amado tem a pele bronzeada; ele se destaca entre dez mil. Sua cabeça é ouro, o ouro mais puro; seus cabelos ondulam ao vento como ramos de palmeira; são negros como o corvo. Seus olhos são como pombas junto aos regatos de água, lavados em leite, incrustados como jóias. Suas faces são como um jardim de especiarias que exalam perfume. Seus lábios são como lírios que destilam mirra. Seus braços são cilindros de ouro engastados com berilo. Seu tronco é como marfim polido adornado de safiras. Suas pernas são colunas de mármore firmadas em bases de ouro puro. Sua aparência é como o Líbano; ele é elegante como os cedros. Sua boca é a própria doçura; ele é mui desejável. Esse é o meu amado, esse é o meu querido, ó mulheres de Jerusalém.” Cânticos 5:10-16

O noivo é inigualável, nada há que compare a sua formosura, a noiva quando olha para o noivo enxerga o brilho da sua majestade, a beleza da sua face, a beleza de algo criado por Deus. Em cada detalhe ela expressa o eterno amor pelo noivo, descrevendo até mesmo o movimento do seu cabelo negro quando sopra o vento, se o noivo chama a noiva de “minha pomba, minha mulher ideal”, ela considera os seus olhos como das pombas, que ficam em destaque junto às águas cristalinas de um riacho, quando diz “lavado em leite”, lembra o branco, a brancura de algo, alguns dizem a brancura dos olhos (Moody), a natureza da pomba remete aos olhos do noivo.

As maças do rosto são comparadas a um jardim cheio de especiarias, que todos sentem o perfume que ele exala. Com certeza as mulheres de Jerusalém, estavam acompanhando com toda devoção, a descrição do amado, o motivo pelo qual a noiva o amava tanto. Os lábios são comparados a perfeição das plantas que destilam mirra, até mesmo os braços são destacados também como ouro, o tronco como marfim, cujo adorno é de safiras. Somente quem ama pode comparar o corpo a tão belas coisas, porque também o corpo foi criado por Deus, para que seus membros dessem honra exclusiva a sua glória. Em muitos momentos o Espírito diz que o corpo da igreja, é o corpo de Cristo, sendo ele a sua cabeça, neste cântico a noiva estava descrevendo o corpo do noivo, muitos traduzem como um sonho, mas para a igreja Cristo é uma realidade de beleza inigualável.

Pernas como mármore, pés como base de ouro puro, a noiva compara cada membro do corpo do noivo, a coisas deslumbrantes. Toda a elegância do noivo é exaltada, pelos lábios puros de uma noiva igualmente amada.

“Esse é o meu amado, esse é o meu querido, ó mulheres de Jerusalém.”

Em outro lugar diz que Jesus é o salvador do corpo, apóstolos como Paulo e João, aprenderam a considerar a igreja como uma noiva, Paulo tinha em seu coração, zelo como zelo de Deus, em todo o tempo desejou apresentar a igreja, como uma virgem pura ao seu marido, “...a saber, a Cristo” (2 Coríntios 11:2), todavia, ele temia que como a serpente enganou a Eva, a igreja também vacilasse no amor, e com isso, se apartasse da simplicidade existente em Cristo (2 Coríntios 11:3).

O Cântico descreve um amor insuperável, uma relação surpreendente que intriga os homens, o Espírito revela um grande mistério, entre Cristo e a igreja, prevendo que nada pode nos separar desse amor (Romanos 8:35).

As pessoas que verdadeiramente se amam sempre hão de ansiar pela companhia um do outro. Mas muito maior é o anseio da Igreja de estar com Cristo, seu Esposo celestial. A Igreja é a Noiva de Cristo, e por meio do Espírito Santo que habita no seu meio ela dá expressão ao seu grande anseio de estar com Ele nestas palavras: "Ora, vem, Senhor Jesus" (cons. Ap.22:17, 20). (Moody)

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