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A Grande Babilônia - A Mãe das Prostitutas

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A Grande Babilônia - A Mãe das Prostitutas

Mensagem por Ab82 em Dom Set 08, 2013 1:41 am

Jesus disse ao sumo sacerdote e aos anciãos do povo, “o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos” (Mt. 21:43). Para muitos, este versículos fornece o coração da “teologia da substituição”, isto é, a ideia de que a igreja cristã substituiu a antiga nação terrena de Israel como povo eleito de Deus e nação sacerdotal (1 Pedro 2:9-10, etc).

Sem exigir o uso do rótulo "substituição", é essencialmente isto que o versículo ensina. Isso não quer dizer que o povo judeu não pode mais provar do sabor da graça de Deus, mas simplesmente que o testemunho e obra de Deus na terra pelos meios da Antiga Aliança – o sistema ritual do Templo do Antigo Testamento – estava sendo abolido, junto com todos aqueles daquela geração que rejeitaram e mataram os profeta de Deus e o Messias. O Templo estava sendo abolido porque seu propósito jamais foi ser permanente, mas apenas um símbolo que apontava para a realidade de Jesus Cristo, o verdadeiro Templo, o verdadeiro Emanuel – a verdadeira presença de “Deus conosco”. Aqueles judeus que rejeitaram ao verdadeiro Templo e insistiram no apego às tradições do Antigo Testamento estavam, portanto, cometendo idolatria tão grave quanto qualquer ritual pagão. O Reino tinha se mudado para sua realização maior. Aqueles que recusaram aceitar o cumprimento viram-se privados do verdadeiro Reino – que seria tirado deles, e dado aos discípulos do verdadeiro e fiel povo de Deus.

Jesus denunciou os mestres da antiga tradição que lideravam o caminho da oposição contra ele. Estes eram principalmente os fariseus, e a denúncia deles por parte Cristo aparece em Mateus 23, entre outros lugares. Ela estende-se a toda a cidade terrena de Jerusalém, da qual eles eram representantes devido à incredulidade. Jesus concluiu com a previsão de que Jerusalém cairia porque ela era responsável por "todo o sangue justo derramado sobre a terra", e que ela era "a cidade que mata os profetas" (Mt. 23:35, 37).

MISTÉRIO DA BABILÔNIA

A partir desta ampla condenação, podemos aprender que a cidade chamada de "Babilônia" em Apocalipse 17 e 18 não é a Babilônia de Nabucodonosor, mas Jerusalém chamada de Babilônia, porque ela se corrompeu e se tornou como aquele antigo Império pagão:

E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata escarlate [cores do sumo sacerdote e do Templo; Êxodo 25-28, 38-39], e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; (5) E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra. (Ap. 17:4-5)

E como sabemos que este “mistério” da prostituta blasfema babilônica é de fato Jerusalém? Porque ela é culpada do crime que Jesus conectou exclusivamente a Jerusalém:

Apocalipse 17:6 E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração... (18:21) E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada... (24) E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.

Não é possível que duas cidades sejam ambas culpadas de um crime pelo qual apenas uma delas poderia ser culpada – matar todos os profetas e todos o que foram mortos na terra. Jesus atribuiu claramente este crime a Jerusalém em Mateus 23; então devemos concluir que aqui em Apocalipse, “Babilônia” é um “nome misterioso” porque simboliza o que Jerusalém tinha se tornado.

Assim, é muito provável que, quando Pedro escreveu sua primeira epístola a partir de "Babilônia" (1 Ped. 5:13), ele estava literalmente escrevendo a partir de Jerusalém, que ele considerava que já tinha sido condenada como Babilônia "nestes últimos tempos" (1 Ped. 1:20). Pedro era, afinal, um apóstolo da circuncisão, como disse Paulo (Gal. 2:7).

No tempo entre a ascensão de Cristo e a destruição de Jerusalém, a prática dos escritores do Novo Testamento simbolizarem Jerusalém com nomes dos grandes inimigos do povo de Deus através dos tempos não era incomum. Assim, Apocalipse fala da “grande cidade”, onde o “Senhor foi crucificado”, obviamente Jerusalém”, que simbolicamente se chama Sodoma e Egito” (Ap. 11:8)

Alguns se queixam de que a interpretação da Grande Prostituta da Babilônia de Apocalipse 17 como sendo Jerusalém é antissemita. Mas isso é um absurdo ad hominem. João (um judeu!) não estaria incorrendo no mesmo “antissemitismo” quando chamou Jerusalém de “Sodoma” e “Egito”, em vez de orar por ela e sua paz, como dispensacionalistas exigem que façamos?

Assim, é compreensível quando Paulo compara os falsos mestres que rastejam na Igreja com os magos de Faraó (2 Tm. 3:8-9). Da mesma forma, Mateus 2 apresenta Jesus como o Novo Israel fugindo do novo Faraó, que mata todos os bebês do sexo masculino. A exceção é a inversão de papéis: a família de Jesus tem que fugir para o Egito, a fim de evitar este novo Faraó, que é Herodes. Lição: O Antigo Israel tornou-se como o Egito, o perseguidor do povo de Deus, e ele deve sofrer a praga do Egito, enquanto Jesus é o verdadeiro Israel.

Tenha em mente, que era Herodes que então governava Jerusalém e que tinha reconstruído o Templo em que os judeus sacrificavam. Uma vez que Jesus apareceu em cena como o Sacrifício Final, os sacrifícios no Templo se tornaram idólatras. Então rejeitar a Deus era continuar com aqueles sacrifícios. Isto era, de fato, cometer a abominação da desolação, porque isto era um sacrifício idólatra que fez com que a presença de Deus abandonasse aquela Casa para a desolação. De fato, a presença de Deus deixaria o Templo para sempre para habitar no Novo Templo, Jesus Cristo e Seu povo. Isto ocorreu no dia do batismo de Jesus, como podemos ver, e também no dia de Pentecostes. Dentro de uma geração, a nação idólatra e adúltera – o grande templo pagão em Jerusalém – sofreu um golpe de misericórdia da parte de Deus. Foi destruído e deixado no esquecimento.

Assim, é mais compreensível que os escritores inspirados se refiram a seus perseguidores e falsos irmãos da igreja como "os que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás” (Ap. 2:9).

CONCLUSÃO

Os cristãos dos tempos modernos simplesmente não entendem que, quando exigem a terra de Israel para o povo judeu antigo, para que eles possam reconstruir um templo e retomar os sacrifícios, eles estão orando pela ocorrência da pior e mais vil das idolatrias. Deus destruiu aquele templo por essa mesma razão em 70 d.C. Por que Ele mudaria agora e desejaria reconstruí-lo?

Você pode pensar que, uma vez que Deus fez isso antes, no tempo de Jeremias, por exemplo – enviando Seu povo para o exílio depois de destruir-lhes o Templo, e, em seguida, os restaurando para a terra mais uma vez para reconstruir outro templo, então Ele fará o mesmo. Porém, com o pronunciamento da destruição do Templo por parte de Jesus, foi diferente. Desta vez, o verdadeiro Templo, Ele mesmo veio como o Templo reconstruído (ressuscitado). Desta vez não haveria tijolos e argamassa, mas sim uma pedra cortada sem auxílio de mãos (Dan. 2:34, 44-45). O povo judeu antigo não foi apenas exilado de seu reino para retornar algum dia. Não. Desta vez, o Reino lhes foi tirado e dado à nação verdadeira que dá frutos.

Cristo criou uma nova noiva. Por que Cristo desejaria voltar com a prostituta que Ele deixou de lado e se divorciou, quando ele tem uma noiva pura que desce do céu, vestida de Retidão, e imune da idolatria? Ele não deseja. Ele deixou aquela prostituta montada em seu patrono, a besta de Roma. E a grande mãe das meretrizes sofreu o julgamento de sua prostituição. Ela foi divorciada e deserdada. A herança agora pertence à noiva.
Jesus sabia de tudo isso antes do tempo, pelo menos desde o dia de seu batismo, como podemos ver. Ele sabia de seus inúmeros confrontos com os líderes judeus, bem como da profecia bíblica sobre o Templo sendo deixado desolado e a cidade em ruínas. Sua última visita a Jerusalém é o registro de Jesus expondo publicamente todas as provas contra o que tinha se tornado uma nação idólatra e anti-Messias. Jesus estava apresentando um processo de aliança para o divórcio daquela prostituta idólatra.

Dr. Joel McDurmon: Ph.D. em Teologia pela Universidade de Pretória, é o Diretor de Pesquisa da American Vision. Ele é autor de sete livros e também serve como um conferencista e colaborador regular para o site American Vision.

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Ab82
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Re: A Grande Babilônia - A Mãe das Prostitutas

Mensagem por MateusAlcântara em Seg Set 23, 2013 8:36 am

Com certeza é Jerusalém. Mas me pergunto: não teria isso um duplo cumprimento?

Jerusalém é formada por 7 colinas, assassinou profetas e os santos de Cristo, apostatou-se de Deus, era adornada de ouro e coisas do tipo.

Roma também é formada por 7 colinas, assassinou aqueles que eram contra o catolicismo, matou milhares santos na inquisição. Apostatou-se do Deus vivo no século IV quando se uniu ao Estado.

O que acha?

MateusAlcântara
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