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O bilionário que toca bombardão na Congregação Cristã no Brasil

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O bilionário que toca bombardão na Congregação Cristã no Brasil

Mensagem por Admin em Qui Set 26, 2013 6:48 pm





Autor(es): Otávio Cabral e Bela Magale
Revista Veja - 10/06/2013



Em quinze anos, o empresário Walter Faria passou de dono de uma pequena cervejaria ao posto de mais novo bilionário brasileiro. O segredo do seu sucesso? Eis uma questão controversa.


Em 1998 o empresário paulista Walter Faria — “Wárti”, para os amigos de infância — comprou a fábrica de cerveja Petrópolis, dona da marca Itaipava e de pouco mais de 2% do mercado brasileiro. Novato no negócio, apostou em um produto popular, com publicidade agressiva e preços baixos para enfrentar a concorrência dos gigantes do setor, principalmente a Ambev. Quinze anos depois, a Petrópolis se consolidou como a segunda cervejaria do mercado, com 11,4% das vendas. Nas últimas semanas, celebrou outra conquista de gente grande: entrou para o seleto panteão das marcas que batizam estádios. Localizados no Recife e em Salvador, os dois Arena Itaipava serão sede da Copa do Mundo (quando, por força de cláusula contratual terão de ser chamados de Arena Pernambuco e Arena Fonte Nova) e da Copa das Confederações. Para merecer tamanha honraria, Walter Faria morreu com 200 milhões de reais — o preço para pendurar seu logo na entrada dos estádios pelos próximos dez anos. O sucesso nos negócios pôs o empresário na lista dos bilionários da revista Forbes. Com fortuna avaliada em 4,6 bilhões de dólares, ele é hoje o 12° homem mais rico do Brasil. O segredo de tanto sucesso? Para Faria e seus amigos a resposta é trabalho e visão estratégica. Já seus concorrentes têm outra explicação. Para eles Faria é um plagiador serial, adepto de métodos truculentos e habitue de desencontros com a Receita Federal.

Criado em Macedônia, cidade de 3500 habitantes a 570 quilômetros de São Paulo, Walter Faria começou a trabalhar aos 13 anos vendendo ovos e leitões a bordo de uma carroça que hoje ele guarda como recordação dos tempos de pobreza. Da carroça, virou sócio de uma beneficiadora de café com um irmão. Em 1984, Faria comprou uma algodoeira em Fernandópolis também no interior de São Paulo, e na década seguinte fez sua grande aposta: trocou o negócio por uma distribuidora de bebidas Schincariol. No novo ramo, começou a ganhar dinheiro, admiradores e inimigos na mesma proporção. Em pouco tempo, tornou-se o principal distribuidor da Schincariol no país e juntou dinheiro suficiente para comprar a Petrópolis. Já milionário, rebatizou-se: trocou o Wárti caipira por WF, sigla pela qual gosta de ser chamado por sugerir “Respeito e status”, conforme conta um funcionário que o acompanha há dez anos.

Os preços baixos das duas maiores marcas da Petrópolis a Itaipava e a Crystal, atraíram os bebedores do Sudeste e do Centro-Oeste — e também a atenção da Receita e da Polícia Federal. A suspeita de que a sonegação fiscal fosse a explicação para os valores cobrados pela cervejaria pôs Faria no centro da Operação Cevada, que investigou indícios de sonegação de mais de 1 bilhão de reais na Schin e na Petrópolis. O empresário passou dez dias na cadeia. Três anos depois, foi denunciado na Operação Avalanche sob acusação de tentar corromper fiscais da Secretaria da Fazenda paulista, ao lado de outras dez pessoas, entre elas o mensaleiro Marcos Valério. No ano passado, a Fazenda fez uma devassa nas fábricas do grupo para investigar uma suspeita de desfalque de 600 milhões de reais em impostos estaduais. Os processos resultantes das três investigações ainda aguardam decisão judicial. Faria também é acusado de plagiar produtos dos concorrentes e de tirar vantagem dos trabalhos de prospecção das rivais. Ao instalar suas fábricas no Nordeste, escolheu justamente as cidades em que as grandes já atuam: Itapissuma, em Pernambuco, onde está a Ambev, e Alagoinhas, na Bahia, que abriga uma planta da Schincariol.

As disputas de Faria não se limitam à concorrência — ocorrem também em família. Em 1985, quando ainda nem sonhava em ter uma cervejaria, foi apontado como suspeito de envolvimento no assassinato de um irmão, Antônio. O caso foi arquivado em 1988 por falta de provas pelo então juiz de Fernandópolis, Isaac Birer. Seria um atestado de inocência, não fosse o fato de o mesmo juiz ter sido mais tarde investigado pela CPI do Narcotráfico da Câmara dos Deputados, que descobriu que ele era sócio da família Faria em uma distribuidora da Schincariol em Araçatuba. A sociedade, concluiu o relatório da comissão, teria sido dada ao magistrado como pagamento pela redução da pena de outro irmão do empresário, João Faria, preso em 1992 com 56 quilos de cocaína. Por algum tempo, a suspeita de envolvimento de Faria na morte do irmão não foi suficiente para abalar sua relação com os sobrinhos. Os cinco filhos de Antônio foram criados por ele e chegaram a ser seus sócios na Petrópolis até 2011, quando o tio rompeu a sociedade, comprou a parte dos sobrinhos e nunca mais falou com eles.

O bilionário que só se desloca em seu jato Leaijet 40 e em seu Porsche Cavenne — sempre com o segurança no banco do passageiro —, não abre mão de alguns hábitos antigos. Passa horas no chão da fábrica bebendo cerveja e comendo churrasco com funcionários — que dizem que o esporte preferido do patrão é o “levantamento de copo”. São os momentos em que WF vira Wárti de novo. Nas folgas, o empresário muitas vezes prefere ficar em Fernandópolis ou Boituva, também no interior paulista, comendo frango caipira ao lado de amigos de infância. Quando tem mais tempo, banca para os mesmos parceiros rodeios em Las Vegas ou temporadas gastronômicas estreladas na Itália. Ainda gosta de tocar o bombardão, instrumento de sopro tradicional no interior de São Paulo, nos cultos da Congregação Cristã no Brasil. Mas prefere convidar os amigos sertanejos Daniel e Guilherme & Santiago para tocar em sua chácara, aquecendo a garganta com goles de Camus Cognac XO. Assiste a jogos de futebol no estádio, principalmente do seu São Paulo. E depois de alguns deles se hospeda nas mais caras suítes presidenciais, como fez no Recife há três semanas, após a inauguração do Arena Itaipava pernambucano.

No mercado de cerveja, especula-se que Faria planeja vender a Petrópolis em breve para curtir sua vida de bilionário — a Heineken e a SABMiller já sondaram a cervejaria, mas não chegaram a apresentar proposta. A empresa diz que a estratégia é outra: atingir até 2020 todo o território nacional, com a construção de uma fábrica no Norte e outra no Sul. Com isso, a Petrópolis dominaria pelo menos 20% do mercado. Só então Faria pensaria em vendê-la. Antes de investir nas novas fábricas, porém, ele vai lançar uma ofensiva no Nordeste, região em que o consumo de cerveja mais cresce e na qual a concorrente Schin ainda tem força. As duas empresas têm perfil semelhante: produtos baratos, vendidos principalmente em supermercados. A Petrópolis, no entanto, tem a vantagem de estar mais capitalizada. O investimento em marketing será elevado de 175 milhões de reais para 360 milhões, com foco no esporte — o TNT energético da Petrópolis, patrocina a Ferrari. Se tudo correr como planejado, o empresário aumentará seu faturamento de 3,7 para 7 bilhões de reais. Aí, Wárti sairá definitivamente de cena para WF reinar.

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