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John Bunyan (1628-1688): O Evangelho Deve Ser Oferecido aos Réprobos?

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John Bunyan (1628-1688): O Evangelho Deve Ser Oferecido aos Réprobos?

Mensagem por Admin em Qua Out 09, 2013 8:24 pm





Deus quer de fato e de verdade, que o evangelho, com a graça do mesmo, seja oferecido para aqueles que Ele tem sujeitado à Eterna Reprovação?

Para esta questão eu devo responder:

Primeiro, na linguagem de nosso Senhor: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15), e novamente, "Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra;" (Is 45:22 ). "E quem quiser, tome de graça da água da vida" (Apocalipse 22:17). E a razão é que, como Cristo morreu por todos, "provou a morte por todos os homens" (2 Cor 5,15; Hb 2:9), é "o Salvador do mundo" (1 João 4:14), e é a propiciação pelos pecados de todo o mundo.

Segundo, eu vou obter isso daquelas várias censuras que vão sobre cada um que não recebe a Cristo, quando oferecido na geral proposta do evangelho."Quem não crer será condenado” (Mc 16:16); "quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu." (1 João 5:10), e, Ai de ti Cafarnaum, "Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! "(Mt 11:21), com muitas outras declaraçãoes, todas com a mesma fórmula, com muitas outras da mesma natureza, carregam em si um argumento muito forte para este fim.

Porque, se aqueles que perecem nos dias do evangelho, devem ter, ao menos, a sua condenação aumentada, por negligenciar e se recusar a receber o evangelho, faz-se necessário que o evangelho tenha sido oferecido a eles com toda fidelidade. O que não pode acontecer, a menos que a morte de Cristo se estenda a eles (João 3:16, Hb 2:3); porque a oferta do evangelho não pode, com a permissão de Deus, ser uma oferta que vá além de onde vai a morte de Cristo, porque se essa é tirada, certamente não há evangelho, nem graça a ser estendida.

Além disso, se por “toda criatura”, e assim por diante, devem ser entendidos somente os eleitos, então todas as persuasões do evangelho são, no entanto, sem qualquer efeito. Porque os ainda não convertidos, que aqui estão condenados por recusá-lo, podem responder rapidamente: "eu não sei se eu sou eleito e, portanto, não me atrevo a ir à Jesus Cristo, porque a morte de Jesus Cristo, e assim a proposta geral do evangelho, diz respeito somente aos eleitos; eu, não sabendo se sou um desses, estou em uma poderosa queda; nem sei se é o maior pecado, crer, ou desesperar: porque eu digo novamente, se Cristo morreu apenas pelos eleitos, então, não sabendo se sou um desses, não me atrevo a crer no evangelho, porque Ele reteve o seu sangue para me salvar, ou melhor, acho que, com segurança, não posso fazê-lo, até que eu primeiro saiba se sou eleito de Deus, e que fui ordenado a fazer isso.."

Terceiro, Deus o Pai e seu Filho Jesus Cristo, queriam que todos os homens, quem quer que eles sejam, fossem convidados pelo evangelho a se apoderar da vida por meio de Cristo, quer eleitos ou réprobos. Pois, embora seja verdade que exista tal coisa como eleição e reprovação, ainda assim Deus, através da proposta do evangelho no ministério da sua palavra, olha para os homens sob uma outra consideração, a saber, como pecadores e é como pecadores que os convida a crer, se apoderar e abraçar o mesmo. Ele não disse a seus ministros: Ide e pregai aos eleitos, porque eles são eleitos, e calem-se aos outros, porque eles não são eleitos. Mas disse: Ide e pregai o evangelho aos pecadores como pecadores; e como eles são pecadores, ide e ordene que venham a mim e assim vivam. E isso deve ser assim necessário, de outro modo o pregador nem poderia falar em fé, nem as pessoas ouvir sobre a fé.

Primeiramente, o pregador não poderia falar em fé, porque ele não sabe distinguir os eleitos dos réprobos. Nem eles poderiam ouvir em fé, porque, como não-convertidos, eles também seriam sempre ignorantes desse fato. Então, o ministro não saberia a quem deveria oferecer a vida, nem as pessoas que dele estão a receber. Como poderia a palavra, agora, ser pregada em fé com poder? E como poderia o povo crer e a abraçar? Mas agora o pregador oferece misericórida aos pecadores, como sendo eles pecadores. E essa é a maneira preparada para a palavra ele falar em fé, porque seus ouvintes são pecadores, sim, e também encorajamento para as pessoas receberem e se envolverem com isso, eles compreenderão que eles são pecadores”. 1 Timóteo 1:15 e.Lucas 24:46, 47..

Quarto, o evangelho deve ser pregado aos pecadores como sendo eles pecadores, sem distinção de eleitos ou reprobos; porque nem um nem outro, quando são considerados sobre esses fatos, são aptos a abraçar o evangelho: porque nem um fato nem o outro, faz cada um deles pecadores; mas o evangelho é para ser oferecido aos homens como sendo eles pecadores, e pessoalmente sob a maldição de Deus pelo pecado: portanto, oferecer a graça aos eleitos porque eles são eleitos é oferecer a graça e a misericórdia a eles não os considerando como pecadores. E, eu digo, negá-la aos réprobos por não serem eleitos, é não somente uma negação da graça a eles por pensar que eles não tem necessidade dela, mas também é dar ocasião para que estes a dispensem.

E volto a repetir, portanto, que oferecer Cristo e a graça ao homem eleito, como simplesmente assim considerado, não administra-lhe nenhum conforto, se ele não for, aqui, um pecador. E assim não engajam o coração a Jesus Cristo,....Sim, e também, negar o evangelho ao réprobo, porque não é um eleito, não vai, absolutamente, incomodá-lo; pois diz: Então eu não sou um pecador, e assim não necessito de um Salvador. Mas agora, como os eleitos não têm necessidade da graça em Cristo, por meio do Evangelho, a não ser como sendo eles pecadores; nem os réprobos causa para recusá-lo, a não ser como sendo eles pecadores; Cristo, portanto, pela palavra do evangelho, deve ser oferecido a ambos, sem considerar se são eleitos ou reprobos, mas como pecadores. "Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.” Marcos 2:17,. 2 Cor 5:14,15, Lucas 7:47.

Assim você percebe que o evangelho é para ser oferecido a todos em geral, tanto aos reprobos como aos eleitos, aos pecadores como pecadores, e assim eles estão a recebê-lo, e fecham com a proposta recebida

Bunyan, “Reprobation Asserted,” in The Works of John Bunyan, (Banner of Truth, 1991), 2:348-349.


Fonte:a indicação desse texto veio de http://calvinandcalvinism.com/?p=31 que postou o capítulo 9 de forma parcial. A ressaltação em negrito de algumas partes do texto segue a ressaltação feita por esse site. O restante do capítulo foi retirado da versão digital do livro disponivel em http://books.google.com.br. As páginas da versão em pdf são 393-394.

Tradutor: Emerson Campos Pinheiro.

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