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A batalha de Gibeá: “Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo...”

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A batalha de Gibeá: “Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo...”

Mensagem por Eldier Khristos em Qui Out 17, 2013 7:03 pm






Na transição dos juízes para a monarquia, coisas “esquisitas” aconteceram, entre as tribos que herdaram a terra prometida. Na época em que não havia rei, um levita sem nome tomou uma concubina (não casada perante a lei), sendo traído por ela (Juízes 19:1,2), esse relacionamento foi o pontapé para uma batalha sem precedentes, ocorrida entre os descendentes de Jacó, cuja Sagrada Escritura deixou registrado, entendendo pela fé que existe por detrás da corrupção humana, um Deus zeloso capaz de separar para si um povo particular, que realmente considere o Deus único e verdadeiro.

“Na verdade, sei que o Senhor é grande, que o nosso Soberano é maior do que todos os deuses. “ Salmos 135:5

A mulher voltou para casa de seu pai, o levita foi atrás, o sogro a todo custo queria convencê-lo a permanecer ali, um dia porém partiu o levita com sua mulher (Juízes 19:10). Entraram na cidade de Gibeá para passarem a noite, sendo convidados por um gentil homem idoso para ali passarem a noite. O destino do levita era Efraim, outra das tribos israelitas, ele levava consigo sua própria comida, não faltava nada para seus animais, bastando apenas um lugar para se hospedar. O homem idoso hospedou o viajante, que juntamente com sua concubina, e servo, sequer suspeitavam que terríveis consequências estavam para ocorrer, se em dado momento ele preferiu entrar em território israelita, por temer outras localidades, sua escolha iria gerar grande arrependimento.

Em algum momento vadios bateram a porta, querendo a entrega imediata do levita, para dele se aproveitarem, o dono da casa entrou em pânico, como naquela época cada um fazia o que queria, o NOME de Deus não foi mencionado para proteção, o pobre homem tentou negociar, dizendo que se não fizessem mal algum, ele entregaria sua própria filha aos vadios (Juízes 19:24), também a concubina do levita, porque tudo aquilo parecia uma grande loucura, como hoje também algumas coisas são loucura, difíceis de acreditar que realmente acontecem.

O crime:

“Mas os homens não quiseram ouvi-lo. Então o levita mandou a sua concubina para fora, e eles a violentaram e abusaram dela a noite toda. Ao alvorecer a deixaram. Ao romper do dia a mulher voltou para a casa onde o seu senhor estava hospedado, caiu junto à porta e ali ficou até o dia clarear. Quando o seu senhor se levantou de manhã, abriu a porta da casa e saiu para prosseguir viagem, lá estava a sua concubina, caída à entrada da casa, com as mãos na soleira da porta. Ele lhe disse: "Levante-se, vamos! " Não houve resposta. Então o homem a pôs em seu jumento e foi para casa. Quando chegou em casa, apanhou uma faca e cortou o corpo da sua concubina em doze partes, e as enviou a todas as regiões de Israel. Todos os que viram isso disseram: "Nunca se viu nem se fez uma coisa dessas desde o dia em que os israelitas saíram do Egito. Pensem! Reflitam! Digam o que se deve fazer! " Juízes 19:25,30

Digamos que o levita foi um covarde, quando entregou sua mulher a vadios, para dela se aproveitarem, matando-a, sim, ele foi covarde ao ficar dentro da casa protegido, também o gentil idoso que o hospedou. Por outro lado, que deveria ele fazer? Um terrível caso de estupro, assassinato, coisas que para nós hoje, se tornaram rotineiras, tamanha é a insistência do homem sem Deus, em fazer que o que seja ilícito, seja uma coisa totalmente reta. O levita pegou sua mulher morta, dividindo o seu corpo em doze pedaços, representando cada uma das tribos de Israel, como irmãos do mesmo sangue poderiam fazer tal coisa um contra o outro, é como se hoje dentro da igreja, algo com a mesma brutalidade acontecesse. As tribos pasmaram diante do embrulho que receberam contendo uma parte de uma mulher esquartejada, parece um texto totalmente mórbido, desprovido da habitual edificação que nos transmite a Escritura. Desde a libertação do Egito, nada semelhante havia acontecido, sim, com toda a certeza o momento era de reflexão para o futuro da nação....

A assembleia que julgaria o caso, princípio da guerra entre irmãos:

“Então todos os israelitas, de Dã a Berseba, e de Gileade, saíram como um só homem e se reuniram em assembléia perante o Senhor em Mispá. Os líderes de todo o povo das tribos de Israel tomaram seus lugares na assembléia do povo de Deus, quatrocentos mil soldados armados de espada. ( Os benjamitas souberam que os israelitas haviam subido a Mispá. ) Os israelitas perguntaram: "Como aconteceu essa perversidade? " (Juízes 20:1,3)

A injustificável justificativa do levita:

“Então o levita, marido da mulher assassinada, disse: "Eu e a minha concubina chegamos a Gibeá de Benjamim para passar a noite. Durante a noite os homens de Gibeá vieram para atacar-me e cercaram a casa, com a intenção de matar-me. Então violentaram minha concubina, e ela morreu. Peguei minha concubina, cortei-a em pedaços e enviei um pedaço a cada região da herança de Israel, pois eles cometeram essa perversidade e esse ato vergonhoso em Israel. Agora, todos vocês israelitas, manifestem-se e dêem o seu veredicto" “ (Juízes 20:4,7)

Não houve uma voz que não apoiasse o desejo de vingança, os israelitas se puseram contra os benjamitas, fazendo o que achavam certo, com objetivo de purificarem a terra. O sangue fervente da vingança, desejava a entrega imediata dos canalhas, e assim toda o mal seria eliminado.

A primeira incursão de guerra:

Israel subiu contra seus irmãos, consta a história que Deus ordenou que Judá fosse primeiro (Juízes 20:18). Na manhã seguinte já em Gibeá, os homens saíram a guerrear contra os benjamitas, naquele dia fatídico morreram 22.000 israelitas, confirmando a primeira vitória dos benjamitas (Juízes 20:21).

A segunda incursão em Gibeá:

“Mas os homens de Israel procuraram animar-se uns aos outros, e novamente ocuparam as mesmas posições do primeiro dia. “ (Juízes 20:22)

Fizeram uma nova consulta ao Senhor, obtendo sinal positivo para a nova investida (Juízes 20:23), uma pergunta nos intriga, poderia alguém guerrear sob a ordem divina...e morrer?

“Então os israelitas avançaram contra os benjamitas no segundo dia. “ (Juízes 20:24)

Mais 18.000 israelitas morreram, nova vitória benjamita.

Os derrotados choraram perante o Senhor, apresentando suas lástimas, ofertas, holocaustos, qualquer coisa que pudesse reverter o triste quadro. A arca da aliança estava junto deles, uma dúvida pairava no ar, seguiriam adiante ou não a lutar contra os benjamitas?

A resposta do Senhor:

“Vão, pois amanhã eu os entregarei nas suas mãos" (Juízes 20:28).


A terceira e definitiva incursão:

Com uma estratégia diferente, os israelitas emboscaram os benjamitas, que dominados por uma falsa segurança, acreditavam que jamais perderiam a guerra:

“Todos os homens de Israel saíram dos seus lugares e ocuparam posições em Baal-Tamar, e a emboscada israelita atacou da sua posição a oeste de Gibeá. Então dez mil dos melhores soldados de Israel iniciaram um ataque frontal contra Gibeá. O combate foi duro, e os benjamitas não perceberam que a desgraça estava próxima deles. O Senhor derrotou Benjamim perante Israel, e naquele dia os israelitas feriram vinte e cinco mil e cem benjamitas, todos armados de espada. Então os benjamitas viram que estavam derrotados. Os israelitas bateram em retirada diante de Benjamim, pois confiavam na emboscada que tinham preparado perto de Gibeá. “ (Juízes 20:33,36)

Soldados valentes morreram diante do exército israelita, todas as cidades receberam a “visita” da vingança, o cheiro de morte estava impregnado na Terra Prometida.

A moral da história:

Houve grande lamento sobre Israel, o motivo todos perguntavam, haveria alguma resposta para tamanha atrocidade. O levita foi vingado, uma tribo quase destruída, contudo, como honra ao Deus que servimos, algum consolo deve haver que possa consolar a nossa alma. Os israelitas penetraram nos termos de Benjamim, porque esta deixou de comparecer a assembleia de julgamento, mulheres e crianças sofreram a pena de morte, apenas as virgens (cerca de quatrocentas) sobraram dessa carnificina.

Uma oferta de paz foi enviada aos benjamitas, aos que restaram, não havia mulheres para todos, uma grande lamentação se apoderou do povo, uma ferida que somente o Senhor poderia curar (Juízes 21:15). Herdeiros eram necessários, porém um juramento havia sido feito, que mulher alguma de qualquer tribo, deveria ser concedida a um benjamita.

A solução:

“Há, porém, a festa anual do Senhor em Siló, ao norte de Betel, a leste da estrada que vai de Betel a Siquém, e ao sul de Lebona". Então mandaram para lá os benjamitas, dizendo: "Vão, escondam-se nas vinhas e fiquem observando. Quando as moças de Siló forem para as danças, saiam correndo das vinhas e cada um de vocês apodere-se de uma das moças de Siló e vá para a terra de Benjamim. Quando os pais ou irmãos delas se queixarem a nós diremos: Tenham misericórdia deles, pois não conseguimos mulheres para eles durante a guerra, e vocês são inocentes, visto que não lhes deram suas filhas" (Juízes 21:19,21)


A paz das tribos:

“Foi o que os benjamitas fizeram. Quando as moças estavam dançando, cada homem tomou uma para fazer dela sua mulher. Depois voltaram para a sua herança, reconstruíram as cidades e se estabeleceram nelas. Na mesma ocasião os israelitas saíram daquele local e voltaram para as suas tribos e para os seus clãs, cada um para a sua própria herança” (Juízes 21:23,24)

Conclusão:

“Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo. “ (Juízes 21:25)

Eldier Khristos
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Re: A batalha de Gibeá: “Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo...”

Mensagem por Admin em Qua Ago 23, 2017 9:14 am

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