AS MARCAS DE JESUS
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Eldier






O anjo foi incisivo quando falou a Zacarias, o nome dele vai ser João...

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O anjo foi incisivo quando falou a Zacarias, o nome dele vai ser João...

Mensagem por Eldier Khristos em Qui Dez 05, 2013 6:01 pm



O anjo foi incisivo quando falou a Zacarias, o nome dele vai ser João (Lucas 1.13).

Como o nascer da criança alegra os pais, muito mais esse menino especial, iria adiante do Senhor, lúcido, cheio do Espírito.

O menino, o mensageiro visionado por Malaquias o profeta, seria enviado a Israel, como Isaías um dia foi... “envia-me”.

Converter uma mente sem Deus para mente de Cristo (1 Cor 2.16).

Uma das missões mais complexas da área divina, é destruir todo argumento, pretensão, que se levante contra o conhecimento de Deus, para cativar todo o pensamento, tornando-o obediente a Cristo (2 Cor. 10.5).

O mensageiro iria preparar o caminho, não iria sozinho, adiante dele o Espírito, a virtude de Elias, cujos caminhos foram aplainados por Deus, para combater os poderosos de sua época. Os corações dos pais e dos filhos, dos rebeldes, se dobrariam a não fugir da ira futura, João Batista representa as primícias de um povo bem disposto, que convertido após a entrega de Jesus, se tornaria um povo zeloso preparado para toda boa obra (Tito 2.14).

O pai de João duvidou por ser velho, o anjo Gabriel habitante do reino de Deus, lacrou sua boca. Diante dos homens somente Jesus é superior aos anjos, a alegria deveria ser o principal sentimento no coração daquele homem. Zacarias saiu do templo mudo, o povo esperava por ele, queria contar, não podia, entenderam apenas que algo misterioso havia acontecido. Sua mulher realmente engravidou, no seu ventre o mensageiro tomava forma.

Isabel sentia os efeitos da virtude, o Senhor atentou para ela, um olhar de misericórdia sobre o mundo. O mesmo anjo Gabriel conversou com Maria, a plenitude do tempo havia chegado (Gálatas 4.4), a redenção estava em movimento, o processo de adoção, o envio do Espírito, o clamor: “Aba, Pai”.

O impossível estava acontecendo.

Maria encontrou Isabel, o mensageiro saltou no ventre de sua mãe, o Filho de Deus estava visitando o preparador do seu caminho.

João nasceu.

Seu pai com a boca lacrada escreveu seu nome numa tabuinha, seu coração estava crente do auxílio de Deus a Israel. Quando enfim a boca se soltou, o louvor a Deus foi intenso. Realmente em nossa época estamos carentes desses acontecimentos poderosos. A notícia do nascimento de João se alastrou pela região, “quem será esse menino”?. A mão do Senhor estava sobre ele, nada poderia atingi-lo, a palavra estava sustentando todas as coisas. O Espírito falou na boca de Zacarias, “Bendito seja o Deus de Israel”, essa era a exaltação diante da visita do Senhor, “a salvação poderosa” predita pelos santos profetas, “desde o princípio do mundo”, para livramento e manifestação da misericórdia aos antepassados.

Deus prometeu a Abraão quando não tinha por quem jurar, jurou por si mesmo, bençãos sobre um povo numeroso. O propósito de Deus sempre foi imutável, sendo impossível que fosse mentira, essa é a firmeza do encorajamento, um refúgio construído até a posse da vida eterna, essa esperança é chamado âncora da alma, ”...firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu...” (Hebreus 6:19).

Zacarias exalta o Senhor, sua santidade e a justiça, as quais o povo deveria andar, “todos os dias da vida”, voltando sua profecia ao filho, “e tu menino será profeta do Altíssimo”, o mensageiro que iria preparar os caminhos. Diante de um povo sem conhecimento da salvação, João seria a ligação com o conhecimento, com a remissão dos pecados, a misericórdia de Deus estaria dentro dele, porque a própria misericórdia veio dos lugares mais profundos, para iluminar os que estavam assentados em trevas e na sombra da morte. O mundo sem direção estava encontrando o seu volante, João Batista iria dirigir os pés pelo caminho da paz, enquanto não se tornava homem feito, crescia poderosamente em Espírito, habitando os desertos até o momento da ordem para mostrar-se a Israel.

E quando a palavra do Senhor se apoderou dele, o batismo do arrependimento foi pregado para perdão dos pecados, cumprindo a profecia de Isaías: ” Voz do que clama no deserto: Preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele. Todo vale será aterrado e todas as montanhas e colinas, niveladas. As estradas tortuosas serão endireitadas e os caminhos acidentados, aplanados. E toda a humanidade verá a salvação de Deus" (Isaías 40:3.6). A mão com o machado estava levantada para cortar as árvores infrutuosas sem frutos de arrependimento. Pensaram que ele era o Cristo, questionaram quanto ao caso, João respondeu firmemente, que viria alguém mais poderoso do que ele, se ele batizava com água, o “mais forte que ele” batizaria com o Espírito e com fogo. Ele não iria se considerar digino de desatar as correias da sua sandália, o cordeiro de Deus para o sacrifício definitivo estava iniciando a sua missão.

João pregava aos boas novas, a voz que veio do deserto, com a mão do Senhor sobre ele. Anos depois do encontro no ventre com o Filho de Deus, eles novamente se encontraram, João não queria batizar Jesus, “eu que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”, sim, era exatamente desse modo que deveria acontecer, tanto que Jesus respondeu “deixe assim por enquanto, convém que assim façamos, para cumprir toda a justiça”, somente com essa resposta João concordou.

Suas mãos cuja mão estava o Senhor batizaram Jesus, o céu se abriu, uma voz se ouviu, uma voz vinda do céu confirmando o amor do Pai. Quando João estava preso no cárcere, os feitos de Jesus começaram a serem comentados com mais intensidade, não devemos crer numa possível dúvida, quanto a vinda de Jesus, embora ele tenha enviado discípulos para perguntar se ele era mesmo aquele anunciado.

A resposta de Jesus aos discípulos de João foi sublime, “digam a João o que estão vendo e ouvindo”:

“Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.” Mateus 11:5

Feliz o que é seguro na sua convicção.

A delicada resposta de Jesus chamou a atenção para as suas obras, as quais João reconheceria como credenciais messiânicas (Is.29:18, 19; 35:5, 6; 61:1). (Moody)
Homenagem de Jesus a João.

Ele perguntou a multidão o que eles viram no deserto, certamente não foi uma cana agitada pelo vento, João era completamente enraizado na sua convicção. Se ocuparmos nossa mente com o diálogo entre o anjo Gabriel e Zacarias, toda a verdade sobre João nos é revelada, desde o nascimento ele sempre foi cheio do espírito, nada poderia demovê-lo da sua convicção.

Realmente o ministério dos santos homens, foram desígnios da parte de Deus, para edificar o corpo da igreja. Jesus triunfaria nas alturas, levando o cativeiro ao Pai, o que desceu as partes profundas, foi também o que subiu a parte mais alta dos céus, para conceder capacidade de Deus a igreja.

“O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. “ Efésios 4:11-14

João Batista foi uma árvore plantada por Deus, não poderia ser arrancada (Mateus 15:13), ele não era como as canas castigadas pelo vento, que se deitavam em todas as direções.

Jesus perguntou também a multidão se viram João ricamente vestido, com trajes iguais aos que se apresentavam nas casas dos reis, João vestia roupas de pelos de camelo, usava um cinto de couro, comia gafanhotos e mel silvestre (Marcos 1:6). João foi o último porta-voz do Velho Testamento, o preparador do caminho do Filho de Deus, ninguém nascido de mulher era maior do que ele, entretanto, no reino dos céus ele era menor que o menor. Sua missão estava terminando.

João, cujo ministério era o da preparação,estava agora prisioneiro e logo morreria. Mas aqueles que atenderam à proclamação e estavam agora dentro do círculo dos seguidores de Jesus constituíram o núcleo do Seu reino. Receberam novas verdades e privilégios, e depois da rejeição nacional de Jesus, seriam batizados em um novo corpo espiritual, a Igreja (uma parte do reino messiânico, Cl.1:13; Ap. 20:6). João era o amigo do Esposo, mas os discípulos eram a Esposa (Jo. 3:29). Quando Jesus proferiu essas palavras (antes do Pentecostes, Atos 2), reino dos céus foi o termo mais inteligível que poderia ter usado. (Moody)
A preparação do caminho já havia sido iniciada, a tomada do reino do céu, a libertação daquele que detinha o poder da morte (Hebreus 2:14). No momento em que João diz “raças de víboras!” (Mateus 3:7), falando de alguns que achavam estar imunes a ira futura, pensando arrogantemente que eram filhos de Abraão, sem necessidade de arrependimento, o Senhor responde que até das pedras Deus poderia fazer surgir filhos a Abraão. Semelhante Jesus chama de víboras aqueles que acham que podem escapar da condenação (Mateus 23;33).

No Espírito do Senhor e na virtude, o cordeiro de Deus foi anunciado, João abriu a fenda da porta (Herman Hanko), os santos atacaram a porta com ansiedade, de modo algum poderiam voltar a atrás. Devemos nos esforçar para entrar no reino. Houve a reação violenta dos opositores, como dos partidários, a pregação inicial do filho de Zacarias já fazia todo sentido.

“Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de força se apoderam dele. Pois todos os Profetas e a Lei profetizaram até João. E se vocês quiserem aceitar, este é o Elias que havia de vir. Aquele que tem ouvidos, ouça!” Mateus 11:12-15

Certamente é por graça (Efésios 2:8), ninguém vai ao Cristo senão atraído por Deus (João 6:44), ninguém pode ir ao Deus se o Filho não levar (João 14:6), a força que nos leva é o Espírito, a mesma força que se apoderou de João Batista, cuja mão do Senhor estava sobre ele. Deus veio para os que era seus, mas os seus não o receberam, “...contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1:11-12)

O Espírito do Senhor estava sobre o Filho, reconciliando o mundo (2 Coríntios 5:19), quando os pobres ouviram as boas novas, sentindo a força da libertação, a recuperação das vistas, o fim da opressão, se sentiram capacitados, esforçaram por entrar no reino de Deus.

"A Lei e os Profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as boas novas do Reino de Deus, e todos tentam forçar sua entrada nele.” Lucas 16:16

João Batista pertenceu ao Velho, ao Novo, todos os profetas e a lei foram até ele, ele foi o Elias que havia de vir (embora não reconhecido), segundo palavras do próprio Cristo (Mateus 11:14), foi menor, porque não viu a extensão do reinado de Cristo, só isso. Ele João não viu aquilo que havia de vir, o derramamento do Espírito, foi morto, não importa, se levarmos em consideração quem estava por detrás querendo e realizando todas as coisas (Filipenses 2:12).

Eldier Khristos
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