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John Wesley: "Eu Não Nego Que Deus Elegeu Incondicionalmente"

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John Wesley: "Eu Não Nego Que Deus Elegeu Incondicionalmente"

Mensagem por Admin em Ter Fev 04, 2014 6:56 pm







Controvérsia Calvinista



por John Wesley



Tendo nutrido há algum tempo um forte desejo de me unir com o Sr. Whitefield, na medida do possível, para acabar com a disputa desnecessária, eu escrevi meus sentimentos, tão claro quanto pude:

- Há três pontos em debate: 1. Eleição incondicional. 2. Graça irresistível. 3. Perseverança Final '


Com relação ao Primeiro, eleição incondicional, eu creio:


*Que Deus, antes da fundação do mundo, elegeu incondicionalmente certas pessoas para certas obras, como Paulo para pregar o evangelho.

*Que Ele incondicionalmente elegeu algumas nações para receber privilégios peculiares, a nação judaica em particular

*Que Ele incondicionalmente elegeu algumas nações para ouvir o evangelho, como a Inglaterra e a Escócia agora, e muitas outras no passado.

*Que Ele incondicionalmente elegeu algumas pessoas para muitos benefícios, tanto em relação a coisas temporais quanto a coisas espirituais


E eu não nego (embora não possa provar isso)


*Que Ele incondicionalmente elegeu algumas pessoas, por isso eminentemente denominados “os eleitos”, para a glória eterna.


Mas eu não posso crer:


*Que todos aqueles que não são assim eleitos para a glória, devem perecer eternamente; ou

*Que haja uma alma na terra que não tenha, nem nunca tenha tido, a possibilidade de escapar da condenação eterna.


Com relação ao Segundo, graça irresistível, eu creio:


*Que a graça que traz a fé, e por ela a salvação, na alma, é irresistível no momento;

*Que muitos crentes podem lembrar de algum momento quando Deus irresistivelmente os convenceu do pecado

*Que muitos crentes, em outros momentos, notam Deus agindo irresistivelmente sobre suas almas.


Sim, eu creio que a graça de Deus, tanto antes quanto depois desses momentos, pode ser, e tem sido, resistida; e

*Que, em geral, ela não age irresistivelmente, mas nós podemos ou não dar consentimento.


E eu não nego:


*Que naqueles eminentemente denominados “os eleitos” (se tais houver) a graça de Deus é tão irresistível que eles não podem deixar de crer e finalmente ser salvos.


Mas eu não posso crer:


*Que todos aqueles em quem ela não opera irresistivelmente devem ser condenados.

*Que há uma alma sobre a terra que não tenha, e nunca tenha tido, qualquer outra graça, senão tais que, de fato, aumentam sua condenação e foi designada de Deus para isso.


Com relação ao Terceiro, Perseverança Final, eu creio:


*Que há um estado atingível nesta vida, da qual um homem não podem finalmente cair.

*Que aquele que tem atingido isso é , de acordo com o relato de Paulo, quem é “uma nova criatura”, isto é, quem pode dizer: “ as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.


*E eu não nego, que todos aqueles eminentemente denominados “os eleitos” irão perseverar até o fim.


Notas do blog:

1) Apenas para evitar qualquer mal-entendido, cabe esclarecer que John Wesley não é um calvinista moderado.

2) Esse texto está aqui devido ao seu valor histórico e interesse geral para a doutrina da eleição incondicional.

3) Ressaltação em negrito adicionada



Fonte: Wesley, John. The Works of The Reverend John Wesley, volume VII, New York, 1835,pg 480-481.

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