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Resistindo a Satanás com Santa Violência Thomas Watson (1620–1686)

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Resistindo a Satanás com Santa Violência Thomas Watson (1620–1686)

Mensagem por Admin em Ter Maio 13, 2014 1:15 pm




Devemos agir com violência contra Satanás. Ele se nos opõe tanto pela violência explícita quanto pela perfídia secreta. Por causa da sua manifesta violência ele é chamado de o dragão vermelho; pela sua perfídia, de a antiga serpente. Lemos nas Escrituras quanto às suas armadilhas e dardos. Ele fere mais com as suas armadilhas do que com os seus dardos. A Violência de Satanás. Ele trabalha diligentemente para tomar de assalto o castelo do coração, instigando a paixão, a concupiscência, e a vingança. Esses são os chamados dardos inflamados (Ef 6.16) porque põem sempre a alma em chamas. Por causa da sua ferocidade ele é cognominado de leão: “O Diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5.8); não para morder (como diz Crisóstomo), mas para devorar.

A Perfídia de Satanás. Aquilo que ele não consegue fazer pela força, se empenhará para alcançar pela fraude. Satanás tem muitas maneiras ardilosas de tentar. Para adequar as suas tentações à índole e temperamento do indivíduo, Satanás estuda a fisionomia (isto é, os aspectos e as expressões faciais) e coloca as iscas apropriadas. Ela conhecia a inclinação cobiçosa de Acã e o tentou com uma barra de ouro. Ao vaidoso ele tenta com a beleza. Um outro ardil é conduzir os homens ao mal, sub specie boni, sob o pretexto de um bem. Assim como o pirata engana exibindo uma bandeira falsa, também Satanás o faz exibindo a bandeira da religião. Ele leva alguns a cometerem ações pecaminosas persuadindo-os de que muitas coisas boas resultarão delas. Algumas vezes lhes diz que podem deixar de lado a regra da Palavra e levar as suas consciências para além dessa fronteira, de modo a serem capazes de prestar um maior serviço — como se Deus precisasse do nosso pecado para exaltar a Sua glória.

Satanás tenta ao pecado gradualmente. Assim como o lavrador cava em torno da raiz de uma árvore fazendo-a gradativamente perder a sua firmeza e, por fim, cair, Satanás infiltra-se gradualmente no coração. No princípio ele é mais moderado. Ele não disse a Eva de supetão: “Coma o fruto”; não, trabalhou mais sutilmente, fazendo uma pergunta: “Deus disse isso? Eva, você deve estar enganada. O dadivoso Deus nunca teve a intenção de lhe privar de uma das melhores árvores do jardim. Será que Deus disse isso? Certamente que não, e se o disse, não foi essa a intenção dEle”. Assim, pouco a pouco, ele a fez duvidar, e ela, então, colheu o fruto e o comeu. Oh, acautele-se dos primeiros impulsos, aparentemente mais modestos, de Satanás para lhe fazer pecar — principiis obsta (isto é, opõe-te desde o começo)! No princípio ele é uma raposa, e em seguida, um leão.

Satanás tenta ao mal in licits, nas coisas lícitas. Era lícito a Noé comer do fruto da vide, mas ele bebeu demais, e assim pecou. O excesso torna aquilo que é bom em mau. Comer e beber podem se converter em intemperança. Quando em excesso, a diligência na profissão é cobiça. Satanás leva os homens a um amor exagerado por aquilo que fazem, fazendo-os transgredir naquilo que amam, assim como Agripina envenenou o seu marido Cláudio com a carne que ele mais gostava.

Satanás inclina os homens a fazerem o bem motivados por maus motivos. Se ele não os puder ferir com ações escandalosas, ele o fará com ações virtuosas. Portanto ele tenta alguns a adotarem a religião como um modo de se promoverem e a dar esmolas para receberem aplauso, para que os outros possam ver as suas boas obras e canonizá-los. Tal hipocrisia contamina os deveres da religião e os faz perder a recompensa. O Diabo persuade os homens ao mal através daqueles que são bons. Isso dá um falso brilho às suas tentações tornando-as menos suspeitas. Algumas vezes o Diabo usou os mais eminentes e santos homens como agentes das suas tentações. O Diabo tentou Cristo através de um apóstolo — Pedro a dissuadi-Lo de sofrer. Abraão, um homem bom, mandou sua mulher ser ambígua: “Dize, pois, que és minha irmã”.

São essas as sutilezas de Satanás ao tentar. Agora, aqui temos que agir violentamente contra Satanás através da fé: “resiste-lhe firmes na fé” (1Pe 5.9). A fé é uma graça sábia, inteligente; ela pode perceber o anzol que vai escondido na isca. Ela é uma graça heróica, é quem, acima de tudo, apaga os dardos inflamados de Satanás. A fé resiste ao Maligno.

A fé protege o castelo do coração para que ele não se renda. Ser tentado não torna o homem culpado, mas o assentir à tentação. A fé protesta contra Satanás. A fé não apenas não se rende, mas derrota a tentação. Em uma das mãos a fé agarra-se à promessa, e na outra, a Cristo. A promessa encoraja a fé, e Cristo a fortalece; a fé, portanto, expulsa o inimigo do campo de batalha.

Temos que agir violentamente contra Satanás através da oração. Nós o derrotamos quando ajoelhados. Assim como Sansão clamou ao céu por socorro, assim também o cristão, através da oração, busca forças de auxílio no céu. Em todas as tentações recorra a Deus pela oração. “Oh Senhor! Ensina-me a usar cada peça da minha armadura espiritual: como segurar o escudo, como usar o capacete, como manejar a espada do Espírito. Senhor, fortalece-me na batalha; é-me preferível morrer como conquistador, do que cair prisioneiro e ser arrastado em triunfo por Satanás”. Por isso devemos agir violentamente contra Satanás. Há um leão no meio do caminho, mas devemos nos decidir a lutar. Que isso nos encoraje a agir violentamente contra Satanás. Nosso inimigo já está derrotado em parte. Cristo, o Capitão da nossa salvação, na cruz, já o feriu de morte (Cl 2.15).

A Serpente muito em breve será morta pela cabeça. Cristo esmagou a cabeça da antiga serpente. O Diabo é um inimigo em cadeias, conquistado. Portanto, não tema lutar contra ele. Resista ao diabo, e ele fugirá; ele não conhece outra alternativa senão fugir.

Tradução: © Marcos Vasconcelos

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