AS MARCAS DE JESUS
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Eldier






O sangue que causou a grande reviravolta

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O sangue que causou a grande reviravolta

Mensagem por Admin em Qui Ago 14, 2014 7:49 pm





Um assunto sobre o antepassado Abraão (Romanos 4:1).

A lei dos judeus explicada aos gentios de Roma, a igreja naquela localidade, que creu na pregação do evangelho numa das viagens missionárias de Paulo. O Espírito confirma que Deus é Deus dos judeus, mas Também é Deus dos gentios, pela fé justificará tantos os circuncisos quantos os incircuncisos, ou seja, os que receberam o sinal segundo a carne, como aqueles que não tinham nenhuma participação, estando até a manifestação de Cristo, separados da comunidade de Israel.

Os gentios de nascimento (Efésios 4:11), chamados incircuncisos pelos que se chamavam circuncisos, segundo o sinal feito no corpo por mãos humanas, indicando a aliança com o criador, estava restrita aos antepassados de Abraão(Gênesis 17:10), os gentios sem Cristo, eram estranhos quanto as alianças da promessa, logo, “sem esperança e sem Deus no mundo” (Efésios 4:12). A grande reviravolta ocorreu em Cristo Jesus, os que estavam longe, foram aproximados mediante o seu sangue (Efésios 4:13).

O objetivo de Deus: “...criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz,e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade.” (Efésios 4:15-16)

Jesus tornou-se a paz de todos.

O patriarca Abraão foi o primeiro a receber as boas novas (Gálatas 3:8), a Escritura já previa a justificação dos gentios, que por meio dele todas as nações seriam abençoadas, “assim, os que são da fé são abençoados juntamente com Abraão, homem de fé” (Gálatas 3:9). As promessas foram feitas a Abraão e aos descendentes (Gálatas 3:16), Cristo é descendente de Abraão, explica-se que a promessa foi realizada 430 anos antes que a lei viesse. A herança depende da promessa e não da lei (Gálatas 3:18).

“Qual era então o propósito da lei? Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o Descendente a quem se referia a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador“ (Gálatas 3:19)

A lei não se opõe a promessa, se ela pudesse conceder vida, a justiça viria dela, mas tudo foi encerrado debaixo do pecado, “a fim de que a promessa, que é pela fé em Jesus Cristo, fosse dada aos que crêem” (Gálatas 3:22). Paulo explicou aos judeus que eles não estavam mais sob controle da lei, eles e nós, judeus e gentios, todos nos tornamos filhos de Deus, mediante a fé em Cristo (Gálatas 3:26)

A relevância do batismo:”... pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. E, se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa.” (Gálatas 3:27-29)

Percebemos que a Escritura explica a Escritura, as peças vão se encaixando espiritualmente, para melhor entendimento daquele que deseja sua porção de conhecimento. Jesus participou da condição humana, “para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hebreus 2:14-15).

A quem ele socorre senão os “descendentes de Abraão” (Hebreus 2:16). Todos que vieram depois aguardam a manifestação do Filho de Deus, numa das mais espetaculares manifestações de fé, Moisés “por amor a Cristo” considerou o tesouro futuro melhor que os tesouros do Egito, “pela fé saiu do Egito, não temendo a ira do rei, e perseverou, porque via aquele que é invisível” (Hebreus 11:27). Assim a carta dedicada aos Romanos, trás explicações profundas, da justificação de Abraão, não pelas obras, mas unicamente pela fé.

“Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça" (Romanos 4:3)

O homem que trabalha é merecedor do seu salário, só que Deus não estava em dívida com o homem, certamente é ao contrário, o homem poderia trabalhar o quanto pudesse, que ainda assim não seria digno do salário=justificação. Na carta escrita a Tito, o apóstolo deixa evidente, que a manifestação da bondade e do amor pelos homens vindo de Deus, não ocorreu por causa dos atos de justiça praticados, mas foi “devido à sua misericórdia, ele nos salvou” (Tito 3:4-5), o amor de Deus foi derramado em nosso corações pelo Espírito Santo (Romanos 5:5). Abraão não trabalhou, não prestou serviço algum ao Senhor, a sua fé lhe foi creditada como justiça, ele apenas creu quando Deus falou, ele confiou que Deus era capaz de justificar o ímpio, coisa que para os judeus isso seria improvável. Os judeus rejeitaram a pessoa de Cristo, a obra redentora que envolvia Deus e Cristo.

“...falharam em compreender o significado da crença ou confiança da parte daquele que era ímpio. Tal confiança mostra que o homem já não é mais um indivíduo sem Deus, mas antes uma pessoa que se entregou a tudo o que Deus é, a tudo o que Deus fez, e a tudo o que Deus fará.” (comentário de D.L. Moody)

Na continuação da sua explanação, um salmo é utilizado, para exprimir o poder da graça de Deus, em creditar a justiça independente das obras (Salmo 32:1). Somente o cordeiro de Deus que limpa o pecado do mundo (João 1:29), trás a felicidade ao coração escolhido, Deus estava nele reconciliando o mundo (2 Coríntios 5:19), perdoando as transgressões, apagando os pecados, não atribuindo culpa aos homens. Não só judeus, mas nós com eles, somos totalmente dependentes da graça de Deus.

A grande pergunta do Espírito:

“Destina-se esta felicidade apenas aos circuncisos ou também aos incircuncisos? Já dissemos que, no caso de Abraão, a fé lhe foi creditada como justiça “ (Romanos 4:9)

A fé ocorreu antes do sinal feito na carne de Abraão (Gênesis 15:6), “não foi depois, mas antes!” (Romanos 4:10).

O sinal funcionou como selo da justiça, a comprovação da fé, quando ele ainda sequer tinha sido circuncidado (Romanos 4:11). Ele se tornou o “pai” de todos os que creem, também de nós incircuncisos, magistralmente na carta aos Colossenses Paulo diz, que nós estamos circuncidados, só que não pelas mãos dos homens, mas pela circuncisão de Cristo (2:11), que praticou a remoção do corpo dos pecados da carne, esse é o sinal de Deus com sua igreja.

“Não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é meramente exterior e física. Não! Judeu é quem o é interiormente, e circuncisão é a operada no coração, pelo Espírito, e não pela lei escrita. Para estes o louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Romanos 2:28-29)

“De nada vale ser circuncidado ou não. O que importa é ser uma nova criação” (Gálatas 6:15)

Paulo faz denúncia em outra carta, que nem mesmo os circuncidados estavam de fato cumprindo a lei (Gálatas 6:13), para eles a sua glória estava no sinal exterior no corpo, já a glória do apóstolo era outra, a cruz do Senhor Jesus Cristo, “por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gálatas 6:14).

A grande conclusão:

“De nada vale ser circuncidado ou não. O que importa é ser uma nova criação. Paz e misericórdia estejam sobre todos os que andam conforme essa regra, e também sobre o Israel de Deus. Sem mais, que ninguém me perturbe, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus. Irmãos, que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o espírito de vocês. Amém.” (Gálatas 6:13-18)

Paulo andava conforme os passos na fé de Abraão, sobretudo trazia no corpo, as marcas de Jesus. Abraão não se tornou herdeiro do mundo mediante a lei, mas pela justiça que vem pela fé (Romanos 4:13). Antes de Cristo Paulo tinha outra forma de entendimento, depois de conhecê-lo, entendeu que a fé em Cristo e a justiça de Deus, é superior a justiça que procede da lei (Filipenses 3:8-9). Então só podem ser herdeiros de Abraão, aqueles que como ele tem fé nos propósitos do Senhor.

“Pois se os que vivem pela lei são herdeiros, a fé não tem valor, e a promessa é inútil porque a lei produz a ira. E onde não há lei, não há transgressão. “ (Romanos 4:15-16)[

Portanto diz Paulo, a promessa vem pela fé:

“...para que seja de acordo com a graça e seja assim garantida a toda a descendência de Abraão; não apenas aos que estão sob o regime da lei, mas também aos que têm a fé que Abraão teve. Ele é o pai de todos nós. “ (Romanos 4:11)

Aos olhos de Deus, o pai é Abraão, instituição divina, ele creu primeiramente no Deus, que dá vida aos mortos e chama à existência coisas que não existem, como se existissem (Romanos 4:17). Regozijamos diante dos projetos do Senhor, de organizar as coisas sagradas, de modo tão perfeito, para que o mal nunca tenha êxito. A importância da esperança, para alguns seria esperar o impossível, uma promessa improvável, Abraão em esperança creu (Romanos 4:18), em Hebreus 11 é descrito o tamanho da sua fé.

O corpo sem vitalidade de Sara, com 100 anos, gerou Isaque, Abraão não foi incrédulo quando a palavra de Deus manifestou o que haveria de ocorrer, foi fortalecido pela fé e deu glória a Deus, “...estando plenamente convencido de que ele era poderoso para cumprir o que havia prometido” (Romanos 4:20-21). A consequência da sua crença, foi creditado como justiça (Romanos 4:22), mas não pensemos que isso ficou restrito a Abraão, nós que cremos naquele que ressuscitou Jesus, também teremos crédito nessa justiça (Romanos 4:22-25), para isso o Filho foi entregue a morte por nossos pecados, para ser ressuscitado para nossa justificação.

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. “ (Romanos 5:1-2)

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