AS MARCAS DE JESUS
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Jesus chorando fazendo uma radiografia da cidade

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Jesus chorando fazendo uma radiografia da cidade

Mensagem por Admin em Qua Ago 27, 2014 8:36 pm

Deus de fato chorou...

Jesus chorou. Do alto do monte ele chorou, fazendo uma radiografia da cidade, descortinando os pecados ali cometidos. A santidade contra o pecado, Jesus contra o mundo, vendo o presente, anunciando o futuro, em que a cidade seria tomada pelos imperadores romanos (em 70 da era comum).

“Com exceção de alguns alicerces meio enterrados, quase não há vestígios da Jerusalém daquele tempo.” (D.L. Moody)

Inevitável não destacar a soberania de Cristo, ali no templo da santificação, os sacerdotes providenciaram locais onde podiam ser adquiridos os animais para o sacrifício, antes de louvar o Senhor uma transação financeira ocorria, Jesus contemplou uma “atmosfera de comercialismo nos cultos” (Moody), negócios ilícitos na casa do Pai, sendo Filho ele tinha todo o direito a expulsar os mercadores.

O portador da paz, contra os portadores da guerra, um versátil pregador, escreveu que o Filho de Deus não estava ali como turista, a triste visão da impiedade, fez com que a porção carnal chorasse, como todos choramos diante da tragédia, quando nossos olhos acompanham a miséria do mundo ou até a nossa própria.

Três eventos simultâneos: A lamentação, a purificação, a atividade.


Lamentação de Jesus sobre Jerusalém.

Purificação do templo.

Atividade de Jesus no templo.


Quando falamos de Deus, sentindo o desprezo daquele que ouve, nosso interior geme de tristeza, é impossível para o nosso entendimento, compreender porque alguém não quer aceitar a paz. Jerusalém com o povo dentro dela, não conseguia compreender o que estava acontecendo, em seus corações rejeitaram a paz (Lucas 19:42). Se Jesus entrasse em Jerusalém e alguém dissesse “eis o Messias prometido”, todo o mal seria evitado, mas o que seria de nós, se eles não fossem primeiramente endurecidos (Romanos 11:25)?

Israel não aceitou o príncipe da paz, em suma, entendemos que aqueles que não eram povo, os incircuncisos, nós na verdade, sem Cristo, até hoje estaríamos separados da comunidade de Israel, como Paulo explicou: totalmente estranhos às alianças da promessa, sem esperança, e sem Deus no mundo (Efésios 2:11-12). São as decisões que o Senhor realizou na história, projetadas antes mesmo da fundação do mundo, para manter a paz e a ordem mundial, num mundo onde a simplicidade foi descartada quando ainda eram apenas dois no paraíso.

Somos filhos de Deus pela fé em Cristo, os anteriores ao batismo, nascidos antes da lei, também depois da lei, pela fé estão unidos a aliança com Deus, que fique claro como a neve, que dos israelitas são a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas, dos quais Cristo descende segundo a carne, o qual é sobre todos (Romanos 9:3-5), mas diz em outro lugar que também existem judeus interiores, ou seja, pessoas como nós, que recebemos o sinal no coração (Romanos 2:28:29).

“Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.” Gálatas 3:27-28)

O Filho de Deus chorou pela incredulidade, Jerusalém seria exposta a um sofrimento vergonhoso, porque o sentimento da felicidade em receber Jesus ficou oculto a seus olhos.

“O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto. Mas vós negastes o Santo e o Justo, e pedistes que se vos desse um homem homicida. E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.” Atos 3:13-15

Aquele que chorou sabia que tinha vindo buscar e salvar o perdido (Lucas 19:10), sua missão era vir ao mundo salvar os pecadores (1 Timóteo 1:15), mas os seus próprios irmãos não entenderam a paz que Deus estava trazendo ao mundo. Não estavam preparados para a visita de Deus, bateram a porta no rosto de Jesus, eles que deveriam bater na porta, descartaram-na. No mesmo instante em que chorou, Jesus entrou no templo, dando início a expulsão dos vendedores ilícitos, que estava fazendo da casa de Deus, um covil de ladrões (Lucas 19:46).

Inúmeras coisas estavam erradas, eles afirmavam serem filhos de Abraão, executores perfeitos da lei de Moisés, mas na verdade Abraão havia regozijado ver o dia do Senhor (João 8:56), como Moisés havia profetizado a sua vinda (Deuteronômio 18:15, Atos 7:37). No mesmo templo que expulsou os mercenários, ele ensinava todos os dias, como exemplo de como deveria o homem comportar-se na casa de Deus (1 Timóteo 3:15).

Enquanto o Filho ensinava sobre as coisas de Deus, chefes dos sacerdotes, mestres da lei, líderes do povo ocupavam o tempo pensando numa forma de matá-lo, ainda não haviam encontrado uma forma de fazê-lo, enquanto o povo estava fascinado pelas suas palavras (Lucas 19:47-48), mas chegaria o dia em que se ouviria em Jerusalém: “Crucifica-o, crucifica-o!!”.

As lágrimas do Filho de Deus surpreendem os mais pequeninos, como o herdeiro do mundo pôde não desejar a morte de tão desagradáveis criaturas?? E dizer que o Senhor só pediu ao ser humano que o amasse sobre todas as coisas, depois ao próximo...

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