AS MARCAS DE JESUS
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Eldier






Os lábios da impiedade encostaram no rosto da santidade

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Os lábios da impiedade encostaram no rosto da santidade

Mensagem por Admin em Qui Out 16, 2014 7:36 pm






“Estando angustiado, ele orou ainda mais intensamente; e o seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão.” Lucas 22:44

Realmente do sangue que caiu no chão, brotou a justiça, não haveria um modo mais precioso para que isso pudesse ocorrer. O sangue que fala melhor que o sangue de Abel (Hebreus 12:24), derramado por causa da impiedade de seu irmão Caim. A própria Escritura pede que ninguém seja como Caim, “que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas” (1 João 3:12).

E por ser justo o mundo quis matar o Filho de Deus, no monte das Oliveira, ele foi preparar a si mesmo para o futuro, para o sofrimento e derramamento de sangue, a missão principal para concluir os propósitos do Pai. Indescritível o momento, tudo o que temos, são os escritos dos evangelhos, preciosos registros dos últimos instantes de vida, do maior homem que já habitou este mundo, que participante da carne e do sangue, não se intimidou pela carga do pecado.

Contra ele estava todas as hostes da maldade, todo o poderio do mal foi concentrado naquele momento, para que pudesse induzi-lo a desistir de nós, tudo o que ele fez foi orar intensamente, para afastar as tentações que estavam caindo sobre ele (Lucas 22:40). as negruras das trevas o acompanhavam, procurando escurecer a luz do mundo, na verdade apagar para sempre a nossa salvação. Ah Senhor, o quanto sofreste naquele jardim, olhando para nós, não podemos mensurar os momentos que antecederam a morte, qual de nós poderia sobreviver aos pavores de um sacrifício, homens já haviam morrido pela causa de Deus, mas Cristo foi o primeiro a saber a hora exata em que seria assassinado, nada pode se comparar a tão intenso ato de amor para com o mundo.

Ele saiu do céu sabendo o que teria de passar, cremos que desde de sua meninice, quando a sabedoria começou a se manifestar, ele sabia, que após os trinta anos de vida, o mundo estaria todo contra ele, seus próprios irmãos, os judeus, os romanos, as hostes da maldade. Ele teria que sofrer na solidão, até que de fato tudo fosse consumado. Quando pediu aos seus discípulos para orarem, ele mesmo a pequena distância ajoelhou e começou a orar. Num instante todos os eventos, devem ter passado em sua mente, “não posso desistir”, enquanto o diabo abria a sua boca, para blasfemar dizendo que ele não iria conseguir. Ali estava todo o desprezo do mal, contra o Autor da fé, o Príncipe da Vida, as mais terríveis investidas que somos impedidos de sentir, porque já o Senhor há muito derrotou o império da morte, porém, naquele instante as obras do Pai ainda não estavam concluídas.

Na sua oração pediu que o cálice fosse afastado, talvez houvesse alguma outra alternativa, o mundo poderia reconhecer nele, toda a misericórdia e poder do alto, bem como regozijar-se como Moisés e tantos outros fizeram. Os ataques demoníacos eram incessantes, não era apenas algo que surgirá por acaso, a graça vem desde os tempos eternos, seria na manifestação do Salvador, Cristo Jesus, que ele tornaria inoperante a morte, trazendo a luz a vida e “a imortalidade por meio do evangelho” (2 Timóteo 1:10).

A batalha era maior ainda, que aquela sofrida no tempo da infância, em que Herodes procurou matá-lo (Mateus 2:13), ou a tentação no deserto, em que Satanás quis fazer dele seu discípulo (Mateus 4:9). Mais do que qualquer outro, ele sofreu ameaças, desde cedo os fariseus já conspiravam procurando um modo de matá-lo (Mateus 12:14), mas agora havia chegado a hora de tudo acontecer. Ali naquela oração grandiosa, em que ele pedia ao Pai, para que a vontade dele prevalecesse, um anjo foi enviado para fortalecê-lo (Lucas 22:43), não podemos imaginar a situação do anjo, sabendo que ali estava aquele que deveria ser adorado por todas as hierarquias do céu (Hebreus 1:6).

Nada poderia tomar o seu lugar, não poderia receber nenhuma ajuda, apenas um fortalecimento para suportar as acusações, o julgamento, a conversa com homens que achavam ter toda a autoridade. Jesus sabia também que iria ser trocado por um salteador, ele ficaria sozinho com os leões, então aquelas orações, seriam o único acesso que ele teria ao Pai, antes que fosse levantado na cruz.

“Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. “ Isaías 53:3-7
Não havia quem pudesse prover alguma consolação, atentemos agora por um momento, a angústia que estava sobre ele, a oração tornou-se ainda mais intensa, o seu suor, como gotas de sangue começaram a cair no chão (Lucas 22:44). Quais foram as palavras do Salvador, afinal, era apenas ele e o Pai, um orando intensamente, o outro ouvindo atentamente, nada que tivesse fora do estabelecido, os exércitos malignos atacando impiedosamente o Salvador, o anjo o fortalecendo, a batalha de um homem só, cujo peso do pecado estava todo sobre ele. Essas grandes tentações, as mais diversas tentações, de todo o tipo, que passou o nosso Salvador, foi para que ele pudesse compadecer-se das nossas fraquezas (Hebreus 4:15), só ele sabe o quanto é difícil para a criação viver sobre constante ataque.

Oh meu Pai que está nos céus, fique próximo de nós.

“Livre-nos da tentação”

“Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21)

Se fez de maldito para nos livrar da maldição (Gálatas 3:13), embora sendo Filho, aprendeu pelo sofrimento, para chegar a perfeição, tornando-se uma fonte de eterna salvação (Hebreus 5:9). Não sem uma angústia inigualável, aquele que veio para os doentes e pecadores, contestado por comer com publicanos, que havia curado e expulsado tantos demônios, estava agora transpirando sangue, um prenúncio do que estava por vir. Ali naquele cantinho do jardim, estava "Deus", enquanto o resto do mundo procurava matá-lo.

Ele não estava dentro de uma fortaleza, estava vulnerável a maldade humana, para ter toda a autoridade, necessitava primeiro enfrentar os que achavam ter alguma autoridade.

“Você se nega a falar comigo? ", disse Pilatos. "Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-lo e para crucificá-lo? " Jesus respondeu: "Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se esta não te fosse dada de cima. Por isso, aquele que me entregou a ti é culpado de um pecado maior” (João 19:11)

Depois de orar tão intensamente, Jesus levantou da oração para ir até seus discípulos, eles estavam dormindo “dominados pela tristeza” (Lucas 22:45). Não havia nenhuma recriminação em sua voz, apenas o conselho de orarem para não caírem em tentação, a oração dele estava sustentando seus discípulos, ali naquele momento, suas palavras sustentavam o mundo, assim o Pai permitiu, a preparação e resistência para o que estava por vir, deixando claro para Satanás, que por mais dura que fosse a batalha, o corpo, a mente, o coração do Cristo estavam inalcançáveis, fosse o que tivesse que fazer, até mesmo o Judas que se aproximasse, mais todas as trevas, ele não poderia ser acometido por nenhuma ação, a armadura de Deus estava cumprindo com o seu propósito.

Se não bastasse ali a batalha que estava travando, logo apareceu a multidão com Judas, aquele que comeu com ele no prato, para conduzi-lo a morte iminente.

Um beijo do inferno. A intrincada corrupção humana, os lábios da impiedade, encostaram no rosto da santidade. Aqueles que outrora estavam dormindo, quiseram atacar com espadas, até mesmo na sua prisão, Jesus operou o milagre de curar um homem sem orelha (Lucas 22:51).

“Basta”!

Jesus perguntou ao chefes dos sacerdotes, aos oficiais, aos líderes religiosos, se por acaso ele estava chefiando alguma rebelião (Lucas 22:52). O diabo não privou-se da ironia, ele o rebelado, de levantar a mão contra o ungido de Deus. Todos os dias ele não fez outra coisa a não ser levar misericórdia ao povo, eles não levantaram a mão, até que chegasse o momento das trevas reinarem (Lucas 22:53).

Levaram o nosso Cristo as autoridades, lá naquele cantinho do jardim, permaneceram as gotas de sangue. O reinado das trevas não duraria muito tempo, três dias após ser morto, a oração intensa de Jesus, teve seu pedido aceito, ele foi ressuscitado.

Mas Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era impossível que a morte o retivesse.” (Atos 2:24)


Se todos os homens do passado, pudessem por um momento serem reunidos, quando da ressurreição do Salvador, veriam o resultado da sua fé. Se todos nós pudéssemos ser levados ao passado, no exato instante da sua morte, teríamos ainda mais fé, para suportar as investidas do mundo, cremos que nenhuma delas, falando das tentações, chegará ao nível daquelas que enfrentou nosso Salvador na solidão do Jardim.

Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados. “ (Hebreus 2:18)

Mesmo que por um momento, durmamos, Cristo despertou para sempre. Ele olhou para o rosto de seus discípulos, viu ali a fraqueza escancarada da carne, a misericórdia tomou conta do seu coração, orou mais intensamente, para que fossem feitos fortes, para enfrentarem as batalhas que se seguiriam depois da sua ascensão. Uma vez aberto o entendimento (Lucas 22:45), eles finalmente entenderam o motivo da sua morte, agora estariam prontos para serem presos e enviados para morte.

“Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto".Tendo-os levado até as proximidades de Betânia, Jesus levantou as mãos e os abençoou. Estando ainda a abençoá-los, ele os deixou e foi elevado ao céu. Então eles o adoraram e voltaram para Jerusalém com grande alegria. E permaneciam constantemente no templo, louvando a Deus.” (Lucas 24:49-53)

Que vitória deslumbrante.

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