AS MARCAS DE JESUS
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Eldier






O apetite da justiça divina

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O apetite da justiça divina

Mensagem por Admin em Seg Mar 09, 2015 9:08 pm





“Por isso o Sheol aumenta o seu apetite e escancara a sua boca. Para dentro dele descerão o esplendor da cidade e a sua riqueza, o seu barulho e os que se divertem. Por isso o homem será abatido, a humanidade se curvará, e os arrogantes terão que baixar os olhos. Mas o Senhor dos Exércitos será exaltado em sua justiça; o Deus santo se mostrará santo em sua retidão. Então ovelhas pastarão ali como em sua própria pastagem; cordeiros comerão nas ruínas dos ricos. Ai dos que se prendem à iniqüidade com cordas de engano, e ao pecado com cordas de carroça, e dizem: "Que Deus apresse a realização da sua obra para que a vejamos; que se cumpra o plano do Santo de Israel, para que o conheçamos". Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.” (Isaías 5:14-20)

Os padrões de moralidade foram distorcidos, o pecado indesculpável de Israel, já havia enchido o cálice da ira de Deus, servindo da expressão, os servos do passado deviam estar se revirando no túmulo, diante da crítica situação espiritual, de um povo escolhido por Deus para pertencer a sua família. A terra linda e fértil que foram colocados, foi transformada em solo de iniquidade, embora estivessem de posse de uma constituição perfeita, a lei do Senhor, os santos mandamentos morais e cerimoniais, os gananciosos, corrompidos de coração, os ricos exploradores, preferiram o caminho da perdição, o castigo era inevitável, a remoção do muro protetor, a devastação pelos invasores.

Na terra onde devia imperar a justiça, os ricos defraudavam os pobres, os grandes machucavam os pequenos, Escreveu Moody “que Deus arrancaria das mãos aquilo que tomaram, suas mansões seriam abandonadas em ruínas, as férteis terras ficariam estéreis”. Não tinham apetite para coisas certas, eram desordenados, não andavam com Deus, eram desenfreados no seu caráter, envolvidos com bebedices e músicas, ignorando o Senhor numa depravação sem fim, impurezas de todos os tipos, desafiando o governante supremo, como se Deus fosse incapaz de intervir.

Aliaram-se com a idolatria, nas procissões desmedidas aos falsos deuses, com toda autoridade, outro profeta, Oséias, escreveu que o povo estava sendo destruído por falta de conhecimento, “esqueceram da lei de Deus” (Oséias 4:6), os pecados se voltariam contra eles, sua honra seria sua vergonha, naquele lugar onde habitava o Senhor, só prevalecia o perjúrio, a mentira, o matar, o roubo, violências, homicídios sobre homicídios (Oséias 4:2). Deixaram de atentar para Deus, abandonaram o Senhor (Oséias 4:12), poderá alguém achar que um falso deus responderá quando um povo a ele clamar? o Israel cego achava que fosse assim.

Os sacerdotes tinham grande culpa, eles rejeitaram o conselho do Senhor, “o resultado é que Israel tropeçaria de dia, quando normalmente os homens podem ver e evitar os abismos” (Moody). Os líderes espirituais fracassaram, os reis fracassaram, um fracasso generalizado, sem Deus o que pode esperar o homem. Atente para o Brasil, para o nosso país, os desmandos de certos governos, de determinadas pessoas, apesar de dedicarmos nossas orações as lideranças, elas não estão fazendo o que é devido, o Senhor julgará caso a caso, não desfaleça a nossa fé, Israel sofreu com os castigos, o Senhor permitiu a limpeza, quando a sujeira impregnada estava impossível de ser removida.

O Sheol é o local de destinação tantos dos espíritos salvos, quanto dos condenados. É conhecido como o Reino dos Mortos, divididos em locais distintos, chamado paraíso para as almas salvas, e outro local onde se encontram os espíritos em prisão (TorahWeb). Outras fontes indicam o local onde aqueles que foram acreditados para serem reunidos. No conceito Bíblico, Sheol é praticamente um túmulo da família em grande escala. “A simples menção da palavra inferno tem um som terrível” diz Honald Hanko, Sheol no Antigo Testamento, é um lugar traduzido como inferno. Há duas principais visões do significado, um que se refere a sepultura lugar do corpo na morte, não fazendo referência à morada do espírito após a morte, já a visão predominante é que ele é algo que se refere ao lugar onde o corpo está, e algumas vezes se refere ao “mundo subterrâneo para o qual todos vão na morte” (Peterson). Sheol e Hades tem o mesmo significado, porém em outro idioma (grego). Diz-se ainda que no Sheol são lançados os espíritos dos que foram infiéis ao Senhor, sem arrependimento e sem seu divino perdão, literalmente um inferno. Geena significa abismo, um local situado ao lado sul e leste de Jerusalém e no tempo do Antigo Testamento, mais tarde um lugar em Jerusalém onde jogavam e queimavam o lixo. Existe ainda o Tartaroo (2 Pedro 2:4), um lugar de confinamento de anjos caídos. Voltando ao Sheol a palavra designa também, não apenas um lugar de tormento, mais um recinto de consolação dos justos, essa tese é considerada uma heresia.

Isaías se refere ao apetite do Sheol, o comentarista Champlin não considera a ameaça de um julgamento, mas que Judá perderia sua população, a sepultura ficaria repleta. O monstro com a boca escancarada, engoliria os principais (nobres e príncipes), a pompa e a riqueza seriam devoradas.

“O Sheol é aqui retratado como um monstro devorador, engolindo o país inteiro.” (Adam Clarke)

Degradante para um país cujo amor foi derramado, ser mastigado, cortado, esmagado, triturado. Tudo aquilo que se orgulhavam, a falsa ostentação, o esplendor da cidade, a riqueza, o barulho da diversão e seus participantes, seriam abatidos diante do Senhor.

Deus mostraria para eles sua retidão.

Deveria haver um monstro como esse, em cada país que machuca os pequeninos, ora, pela fé o Senhor abaterá os arrogantes, nenhum deles resiste a sua força. Os que se exaltam caem diante do Senhor dos Exércitos, que excede em justiça para os que o amam. As ovelhas sempre estão em segurança, “ai” diz o profeta, dos que estão presos nas cordas do engano e do pecado.

“Apresse Senhor”!! O profeta, o justo, esperam pela redenção, o dia em que se realizará a obra magistral, o plano do Santo de Israel, eis que tudo se cumpriu, os pecadores foram lançados na boca do Sheol cheio de apetite. Israel não escapou ao cerco do exército babilônico, a apostasia teve a triste retribuição. Um dia haveria que o remanescente voltaria a terra, o Senhor não extinguiu a esperança, nem o broto da vinha. Os grandes seriam rebaixados, os pequenos exaltados, uma doce substituição manipulada pela mão soberana, que não esquece dos sofredores que não tem forças para clamar.

Abram o olho os corruptos, o monstro está a espreita, não fique preocupado o nosso coração, com a atual situação brasileira, o que julga está sobre nós, que tememos a sua palavra. Hoje também existe aquele que chama o mal bem e ao bem, mal, da luz fazem trevas, das trevas a luz, eles invertem o sentido da justiça, pervertem o direito. Os que deveriam ser especialistas nas coisas sagradas, tornaram-se especialistas em perversão. Longe das coisas divinas, não poderia esperar outra coisa de tais homens, uma vez que seus corações estavam tomados pela sua ganância, só poderiam manifestar desejos cada vez mais sujos. Isaías fornece uma lista de pecadores, no mesmo capítulo seis “ais” (Isaías 5:8,11,18 20,21,22) são mencionados.

Todos rejeitaram a lei do Senhor, desprezaram a palavra do Santo de Israel, a mão que estava estendida para ajudar, seria a mesma que acionaria o castigo, um povo outrora amigo de Deus seria entregue aos inimigos (Nabucodonosor).

O Senhor sempre agiu, agirá em favor dos inocentes, como disse o apóstolo “pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.” (Atos 14:22), com Cristo sempre haverá tribulações, um sinal de que estamos caminhando para glória, os homens perversos prosperam por pouco tempo, os sofredores prosperam para todo o sempre. Até hoje a voz dos profetas, dos apóstolos segue intercedendo pelo povo de Deus, é a vontade do Espírito de Deus, os dignos do reino padecem, um dia os atribulados haverão de ter alívio (2 Tessalonicenses 1:6-7), como tomou vingança dos apóstatas de Judá, os que não conhecem a Deus, nem obedecem ao evangelho de Cristo, “sofrerão a pena, a saber, a perdição eterna, sendo separados da face do Senhor e da glória do seu poder, quando ele vier para ser glorificado em seus santos e para se fazer admirável em todos os que creram (porque foi acreditado o testemunho que vos demos), naquele dia.” (2 Tessalonicenses 1:8-10).

“Ora, por que Deus, na grandeza de sua destruição, não vindicaria com justiça e não manifestaria a grandiosidade de sua majestade, que tens desprezado? (Jonathan Edwards)

“Um homem mortal, por mais irado que esteja, não pode tirar vingança além da morte; mas o poder de Deus não conhece quaisquer limites” (Calvino, in loc.).

O apetite da justiça divina está ainda maior, aguardando o julgamento dos injustos.

“Aquele que transgride a Lei de Moisés, sendo-lhe provado com duas ou três testemunhas, morre sem misericórdia; de quanto mais severo castigo, pensais vós, será julgado digno aquele que calca aos pés o Filho de Deus e tem em conta de profano o sangue da aliança, com que foi santificado, e ultraja ao Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu retribuirei; e outra vez: O Senhor julgará ao seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” Hebreus 10:28-31

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