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A noite escura da alma (14 de janeiro de 1743 - David Brainerd)

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A noite escura da alma (14 de janeiro de 1743 - David Brainerd)

Mensagem por Admin em Qua Jul 29, 2015 5:45 pm







David Brainerd pregando o Evangelho entre os índios norte-americanos

David Brainerd (20 de abril de 1718 – 9 de outubro de 1747), foi um lendário missionário pioneiro entre os índios norte-americanos. Ele morreu em 9 de outubro de 1747 quando tinha apenas 29 anos, mas o seu diário tem inspirado muitos Cristãos em todas as gerações desde então.

Um dia, em 17 dezembro de 1742, ele fez um registo que permitiu às gerações posteriores dar uma espreitadela na experiência de um crente que tem diligentemente perseguido a presença de Deus.

Brainerd escreveu que naquela data “Tive um período realmente precioso; o meu coração muito se enterneceu diante das coisas divinas, diante da pura espiritualidade da religião de Cristo Jesus. À noite, preguei com base em Mateus 6.33, e senti muita liberdade, poder e vigor: a presença de Deus foi fortemente sentida na nossa reunião. Oh, que doçura e ternura senti na minha alma! Se nunca eu sentira a disposição mental de Cristo, penso que agora a experimentei. Bendito seja o meu Deus, raramente tenho desfrutado de um dia de maior consolo e proveito do que hoje. Oh, se pudesse passar todo o meu tempo ao serviço de Deus!” David Brainerd

Mas os registos do diário de David Brainerd tanto nos levam aos abismos bem como aos cumes das montanhas. Eles revelam candidamente os tempos da "noite escura da alma", como João da Cruz (Fontiveros, 24 de junho de 1542 - Úbeda, 14 de dezembro de 1591) lhes chamou. Uns dias depois, um pouco mais de duas semanas após David Brainerd ter escrito no seu diário as deliciosas palavras referentes ao seu gozo espiritual, acima citadas, ele atravessou o tormento espiritual.

Neste dia, 14 de janeiro de 1743, ele escreveu: ”Os meus conflitos espirituais, hoje, foram indizivelmente temíveis, mais pesados do que as montanhas e os dilúvios inundantes. Fui privado de todo senso da presença de Deus, e até do ser de Deus; e nisso consistiu a minha miséria. Os tormentos dos condenados, estou certo, consistirão em muito na privação de Deus, e, em consequência, na ausência de todo bem. Isso ensinou-me a absoluta dependência de toda criatura a Deus, o Criador, quanto a cada migalha de felicidade de que ela goza. Oh, sinto que, se Deus não existisse, eu teria de viver aqui para sempre, gozando não somente deste mundo, mas até de todos os outros, e seria dez mil vezes mais miserável do que um réptil. Minha alma estava em tal angústia eu não podia comer...”

O ‘diário de bordo’ do rei David registado nos Salmos lembra-nos que aos seguidores Deus não os espera só gozos e delícias. Houve momentos em que David sabia que Deus estava maravilhosamente vezes perto dele, mas, houve outros momentos quando David não pode encontrá-lO sob qualquer condição. David veio a perceber que muitos gigantes espirituais também descobriram que mesmo nas noites escuras Deus ainda está connosco, independentemente das nossas flutuações interiores. Deus é mais fiel do que as nossas emoções. Podemos confiar nEle em todos os momentos e em todas as situações.


Carlos António da Rocha
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