AS MARCAS DE JESUS
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Palavra do jovem e palavra de Deus todo domingo.

Eldier






Um copo de água ao Mestre

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Um copo de água ao Mestre

Mensagem por Admin em Ter Set 22, 2015 9:04 pm






“E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa" Mateus 10:42

Receber bem alguém que fala em Nome de Deus.

Por exemplo, receber alguém num domingo de manhã, receber alguém de outra denominação, receber alguém imparcialmente, receber alguém de bom humor cristão.

Receber alguém que cansado de andar, vai lhe pedir um copo de água, com o suor escorrendo pela face (não é drama), não existe um dispositivo que possa detectar, se você concedeu o copo de água fria por amor ou para se livrar rapidamente de quem lhe pediu.

Um copo de água fria, simples, um ato simples, bem simples, como se fosse ao próprio Mestre, ao seu Salvador, que doou o próprio corpo para crucificação.

Ele mesmo disse: “Tenho sede” (João 19:28).

Deram vinho com fel.

Aos discípulos verdadeiros um copo de água fria, a honra devida a um representante de Deus, aos necessitados, além da água, a comida, a roupa, o acolhimento, a visita, coisas tais, que o grande Mestre fez durante os dias que viveu sobre a terra. Não faça para merecer o céu, faça porque nos dias em que não havia merecimento ele compadeceu de vós.


Eldier



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Leitura adicional:


*A bebida narcótica servia para diminuir a sensibilidade a dor, o vinho intragável teve propósito real de agravar a agonia e humilhação. (Sam Storms)

*Este líquido se chamava posca, uma bebida de água e vinagre que fazia parte do equipamento dos soldados romanos (na realidade soldados que serviam ao império romano, a maioria recrutada em outras terras dominadas). Muitas pessoas, ao lerem os Evangelhos sem conhecer a realidade histórica da época, crêem que o ato de dar vinagre a Jesus foi uma última maldade dos romanos. A realidade não é esta. É certo que aqueles soldados tinham ódio dos Judeus e que judiaram muito do Mestre. Mas, naquele momento final, de grande sofrimento, um desses soldados ouvindo Seu apelo resolveu ter um ato de caridade. (http://www.rmesquita.com.br/quatro.htm)

*Por que recusou Jesus a mistura de vinho, mas bebeu a Posca, a bebida romana? Após grande perda de sangue, durante e após a flagelação, o condenado sofria uma sede aguda, agravada pelo calor da hora da crucifixão, a «hora sexta», por volta do meio-dia. Como esta forma de execução se destinava aos piores criminosos, a intenção era agravar ao máximo o sofrimento. Aproveitando-se dessa terrível sede, os soldados «ofereciam» misturas de vinho, com efeito anestésico, não por compaixão, mas para prolongar, nos condenados, a capacidade de suportar a execução e, deste modo, o tempo da sua dor. Por esse motivo, também, Simão de Cirene tinha sido anteriormente obrigado a levar a cruz de Jesus. Ora, Jesus não foi um super-homem, mas um Deus humano, fraco como nós (Hebreus 4:15), não amava o sofrimento nem o buscava masoquisticamente; recusou, como acontece na «ortotanásia», prolongar a sua dor com a mistura de vinho. E foi curiosamente também por essa razão que aceitou beber Posca: sendo uma bebida sem álcool, constituiu apenas um suave alívio da sede na aproximação ligeira da sua morte («cuidados terminais»).

*Segue-se o comentário de Russell Norman Champlin:

“O trecho de Marcos 15:23 diz ‘mirra‘ ao invés de ‘fel‘. A mirra dava ao vinho azedo um melhor sabor, e, tal como o fel, produzia um efeito narcótico e estupefaciente. Não é impossível que ambos os elementos tivessem sido usados na bebida que Jesus provou e Se recusou a beber; contudo, o mais provável é que os escritores dos evangelhos simplesmente empregaram termos diferentes para expressar uma e outra coisa – os elementos postos no vinho a fim de dar-lhe um efeito narcótico; e, para eles, a identificação exata desse elemento não era tão importante como parece ser para os modernos harmonistas. Lemos na história que esse tipo de bebida era usado para diminuir os sofrimentos dos soldados feridos. E era costumeiro dá-la às vítimas da crucificação, para que suas dores fossem suavizadas. Por quanto tempo amortecia as dores, não sabemos dizê-lo, mas provavelmente não conseguia efeito de grande duração.
“Neste versículo temos o cumprimento notável de certa profecia: ‘Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre’ (Salmos 69:21). É bem possível que o fel que aparece no evangelho de Mateus tenha sido escrito, ao invés de ‘mirra’, por causa da influência da profecia que ele provavelmente tinha em mente ao escrever esta seção. O costume de prover tal bebida para os que sofriam era reputado como uma caridade piedosa, por parte dos rabinos, sendo provável que em Provérbios 31:6 houvessem encontrado um texto para tal costume. Esse costume persistia nos tempos dos mártires cristãos” (O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, vol. 1, pág. 632).

* A combinação de trevas, sede, isolamento descreve perfeitamente o inferno! Sua sede tinha origem física (Salmos 22:15), mas também era de ordem espiritual ( Salmos 42:1,2). Um dos soldados compadeceu-se de Jesus e molhou seus lábios com o vinagre de vinho barato que os soldados bebiam. Hoje podemos “dar de beber” a Jesus compartilhando com os necessitados (Mateus 25:34-40). (Warren Wiersbe)




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