AS MARCAS DE JESUS
Paz, a todos os corações e Deus esteja com todos.

Palavra do jovem e palavra de Deus todo domingo.

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Meu Deus Brevemente Descrito ( Kyle Baker)

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Meu Deus Brevemente Descrito ( Kyle Baker)

Mensagem por Admin em Sab Dez 12, 2015 5:25 pm




Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1

Meu Deus é um Deus onisciente. Isso parece óbvio para alguns – de fato, é algo professado amplamente até mesmo por “cristãos” apóstatas. Contudo, a verdadeira natureza da onisciência de Deus não é plenamente entendida por alguns. O crente comum provavelmente irá afirmar que Deus conhece tudo por que ele investiga o futuro a fim de observar as coisas que acontecerão, e por causa dessa previsão, ele sabe tudo o que ocorrerá. Quantos de nós diríamos o mesmo? Alguns podem não cometer o engano de dizer que Deus examina o futuro. Pelo menos eles reconhecem que Deus está eternamente fora do tempo e não tem nenhum “futuro” para o qual olhar a partir da sua perspectiva. Apesar desse reconhecimento, Deus ainda é descrito como PROCURANDO cumprir seu conhecimento onisciente. Deus ainda está dependendo da OBSERVAÇÃO para aprender coisas que estejam fora dele.

O que esse entendimento faz com a onisciência de Deus? Por exemplo, ele torna o seu conhecimento dependente da sua criação. Se Deus olha para o futuro a fim de saber o que o futuro reserva, então ele depende de sua própria
criação para chegar ao conhecimento de uma verdade. Se ele depende do que criou para conhecer as coisas, então a própria criação de Deus supre a Deus com conhecimento! Como resultado, não pode ser dito que Deus é onisciente
em e de si mesmo, fora da criação. Antes, deveríamos entender que onisciência deve ser um atributo autocontido de nosso Deus, vindo dele e dependente somente dele mesmo, não da sua criação.

Is. 46:8-12: “Lembrai-vos disto e tende ânimo; tomai-o a sério, ó prevaricadores. Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade; que chamo a ave de rapina desde o Oriente e de uma terra longínqua, o homem do meu conselho. Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei. Ouvi-me vós, os que sois de obstinado coração, que estais longe da justiça”.

O SENHOR aqui revela a verdade da questão. Deus é onisciente porque ele é aquele que planeja e certamente cumpre o que planejou. Ele não olha para o futuro a fim de descobrir a verdade, mas DETERMINA ele mesmo a verdade, à parte do tempo ou da criação. Seu propósito permanecerá e ele DECLARA o fim desde o princípio. Ele não aprende o fim desde o princípio, mas declara e determina-o. Deus é onisciente por que planejou o curso deste mundo desde os menores e atômicos movimentos. Seu plano perfeito é onisciente, pois o próprio plano implica e necessita o cumprimento desse plano. Jó disse ao SENHOR: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42:2) Um exemplo pode ser benéfico. Assumamos que o sol aparecerá amanhã. Deus APRENDE que o sol surgirá amanhã porque o sol estará surgindo amanhã, ou Deus já propôs e causou que o sol surja amanhã? Se ele
propôs e causou o sol surgir, então certamente não precisa observar o sol para conhecer oniscientemente a verdade sobre o nascer do sol.

Nem é preciso dizer agora que meu Deus é um Deus soberano. O salmista diz que “nos céus, estabeleceu o SENHOR o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo” (Sl. 103:19) e que “no céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada” (Sl. 115:3). Devemos presumir que algo que aconteça não foi tencionado e planejado por Deus? Existe sequer um momento que não foi desejado por Deus? Haveria algum evento fora do perfeito desígnio de Deus para sua criação? Entender a verdade do plano absolutamente abrangente de Deus é confortante para o cristão, mas assustador para o “cristão” apóstata e para o incrédulo. O cristão sabe e aprecia que Deus opera todas as coisas para o bem daqueles que ele ama (Rm. 8:28). O não-cristão não tem tal bendita segurança e não pode se regozijar no pleno controle que Deus exerce sobre a criação.

Meu Deus não é um Deus “arruma isso ou aquilo”. Sua criação não frustrou sua vontade, de forma que ele foi obrigado a “ARRUMÁ-LA” com o Senhor Jesus Cristo. Quantos hoje entendem que o Senhor Jesus é um “arrumador” da bagunça feita por Adão? Quantos amaldiçoam estupidamente a Adão, dizendo coisas tais como: “Eu daria uma surra em Adão se o encontrasse hoje!”. Tal retórica mostra que a pessoa desconhece plenamente sua própria natureza depravada. Não somente Adão pecou, mas TODOS nós pecamos e teríamos pecado como ele o fez. Todavia, Deus não enviou nosso Senhor e Salvador para ARRUMAR um engano. De acordo com Pedro, o Senhor Jesus Cristo foi “conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (1Pe. 1:20).

Sabemos que isso significa que Cristo foi PREDESTINADO na eternidade para realizar a obra que fez em favor dos eleitos. Em Atos dos Apóstolos, Pedro deixa isso claro dizendo que Cristo foi “entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus” (At. 2:23). Ele não diz que o Senhor foi entregue para arrumar o engano de Adão. O Senhor
Jesus Cristo é o PRIMEIRO, não um CONSERTADOR. O predicamento da queda da criação foi planejada por Deus para exaltar o Senhor Jesus Cristo sobre a cruz! O Senhor não foi exaltado por causa do pecado; antes, o pecado
foi planejado para a glorificação do nosso Senhor!

Meu Deus é amor.

1Jo. 4:7-10: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto
consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados."

Como o amor de Deus é manifesto? Na vinda do nosso Senhor Jesus Cristo para ser a propiciação pelos pecados daqueles lhes dados pelo Pai! O que isso quer dizer, então, se Cristo não morreu por alguém? Ele também ama essa pessoa por quem morreu? Muitos religiosos de hoje crêem que Deus morreu por todos sem EXCEÇÃO, enquanto deveríamos entender que Cristo morreu por todos sem DISTINÇÃO. O amor de Deus é por todos?

Sl. 5:3-7: “De manhã, SENHOR, ouves a minha voz; de manhã te apresento a minha oração e fico esperando. Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal. Os arrogantes não permanecerão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a iniqüidade. Tu destróis os que proferem mentira; o SENHOR abomina
ao sanguinário e ao fraudulento; porém eu, pela riqueza da tua misericórdia, entrarei na tua casa e me prostrarei diante do teu santo templo, no teu temor.

“Deus é amor” é um grande tópico de sermão, mas o que dizer sobre o ódio de Deus? Quão frequentemente ouvimos a glória do ódio de Deus proclamada ousadamente em conjunção com a proclamação do seu amor? A Escritura separa o odiado do amado somente com base na pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo. Segue-se então que meu Deus é um Deus de ódio bem como de amor. O ódio de Deus tem propósito. Paulo declara que Deus “suporta com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição” a fim de “fazer conhecidas as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia” e para “mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder” (Rm. 9:22-23). Claramente há propósito para tudo que Deus faz, mesmo em seu ódio pelo réprobo.

Meu Deus não é um mentiroso. Ele não OFERECE coisas nas quais não há substância. O evangelho são as boas novas da salvação consumada de um indivíduo na morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo. Estas boas novas não são OFERECIDAS; antes, são PROCLAMADAS.

Is. 6:8-12: “Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não
venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo. Então, disse eu: até quando, Senhor? Ele respondeu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores, e a terra seja de todo assolada, e o SENHOR afaste dela os homens, e no meio da terra seja
grande o desamparo”

Deus instruiu Isaías a OFERECER salvação a alguém? Certamente não – o evangelho não se destina à salvação de todas as pessoas. Se Deus oferecesse salvação a uma pessoa por quem Cristo não morreu, então o que isso faria de Deus? Um mentiroso? Deus não nos permita fazer tal! A proclamação do evangelho realizará exatamente o que Deus propôs que realizasse, assim como Deus disse a Isaías que a Palavra não retornaria para ele vazia (Is. 55:11). A palavra tem um duplo propósito: 1) endurecer o coração do réprobo e 2) chamar o eleito à salvação, pois o evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm. 1:16).

Meu Deus é um Deus da verdade. O Senhor Jesus disse em sua grande oração registrada em João 17 que “tua palavra é a verdade”. A Palavra de Deus como nos revelada na Bíblia É a verdade, e “a verdade vos libertará” (Jo. 8:32). As ovelhas de Deus “de modo nenhum seguirão o estranho” (Jo. 10:5), e a forma que devemos reconhecer um estranho é pela doutrina que ele proclama. Paulo é excessivamente claro neste respeito:

Gl. 1:8-11: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema. Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo. Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem”.

Nossa responsabilidade é primeiro reconhecer a falsa doutrina e então repreendê-la. Mesmo que eu traga um outro evangelho que não aquele que concorda com Paulo, então serei amaldiçoado. Eu não esperaria nada menos que isso.
Meu Deus é um Deus lógico. Ele não é um Deus paradoxal que não possa ser entendido. O homem regenerado pode e entende-o, embora “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las” (1Co. 2:14). O cristão tem a “mente de Cristo” (1Co. 2:16) revelada na Bíblia e lhe transmitida pelo Espírito Santo. Não deveríamos nos envergonhar de fazer perguntas – mesmo as mais difíceis. Se a Bíblia é silente sobre um assunto, então permaneçamos em silêncio na resposta, mas podemos continuar perguntando e buscando
respostas. Isso é glorificar a Deus, pois estamos buscando as respostas em sua Palavra e não na vã sabedoria humana.

Jesus Cristo é o Logos de Deus. Essa palavra grega “logos” possui inúmeros significados, incluindo definições tais como “palavra”, “pensamento”, “raciocínio” e “lógica”. O falecido Gordon Clark traduziu Logos como “Lógica” em João 1:1: “No princípio era a Lógica, e a Lógica estava com Deus, e a Lógica era Deus”. De acordo com o grego koiné, essa é
uma tradução perfeitamente válida, e realmente transmite uma grande quantidade de significado para nós. Devemos concordar que não há nenhuma contradição ou paradoxo na Bíblia. Se houvesse uma sequer, como poderíamos estar certos que não há mais? Tudo que o ateísta deve fazer é provar uma simples contradição e toda a Bíblia se tornaria inútil. Se não podemos confiar que a própria Palavra do nosso Deus Todo-poderoso não possui erro ou contradição, então no que podemos confiar? Hoje, crescentemente a “lógica” se torna uma palavra maldita nos círculos religiosos. Frequentemente ouvimos ataques contra a lógica, feitos por religiosos, que soam como piedosos, temendo que seus sistemas ilógicos de teologia sejam expostos como heresia. Os paradoxos possuem um lugar garantido na teologia liberal moderna. Presumir que Deus nos deu uma teologia paradoxal e ilógica é um ataque direto contra a própria mente de Deus, pois a Bíblia É a Palavra de Deus, e, portanto, a MENTE de Deus! Se a Bíblia é ilógica, então Deus é ilógico!

Meu Deus é um Deus gracioso. As doutrinas da graça, como reveladas na Bíblia, deixam isso excessivamente claro. Deus o Pai graciosamente escolhe seus eleitos, o Senhor Jesus Cristo graciosamente redime esses escolhidos, e o
Espírito Santo graciosamente regenera e ensina esses mesmos indivíduos. A salvação é pela graça. Ninguém pode julgar nosso Deus Todo-poderoso dizendo que ele trata injustamente com algo ou alguém da sua criação – somos seus, e ele faz conosco o que lhe aprouver. O réprobo ser preparado para o inferno, nem o filho eleito de Deus receber vida eterna em Cristo é razão para questionar o plano eterno de Deus. “Quem és tu, ó homem, para
discutires com Deus?” (Rm. 9:20). A graça é o favor imerecido de Deus, derramado sobre os seus eleitos, através de Jesus Cristo sobre a cruz. Não há nada “comum” nessa graça – ela é particular aos filhos eleitos de Deus. O incrédulo réprobo armazena ira para si mesmo ao recusar crer no Deus Todo-poderoso. O incrédulo réprobo armazena ira para si mesmo ao recusar se prostrar diante de Deus e agradecer a Deus por todos os confortos temporais que desfruta: por suas riquezas, saúde e prosperidade. Esses confortos temporais e passageiros não podem ser entendidos como graciosos em natureza, pois serão revelados no dia do julgamento como condenação adicional sobre o pecador incrédulo.

Finalmente, meu Deus é um Deus santo. A santidade é o atributo primário de Deus – os serafins dizem uns para os outros: “Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos exércitos” (Is. 6:3). Deus é a própria definição de santo, e, portanto, tudo que ele faz deve ser santo. A tendência natural do homem é julgar as coisas que Deus faz como se Deus estivesse sujeito a alguma lei acima de si mesmo. Como o mundo grita quando alguém ousa reconhecer que um desastre natural mortífero procede da própria mão de Deus! Lemos no livro de Amós: “sucederá algum mal à cidade, sem que o SENHOR o tenha feito?” (Amós 3:6). Deus deve ser o juiz supremo que não responde a nenhuma lei, exceto às suas. Ele não é governado por uma moralidade “mais alta”, de forma que nenhuma das suas ações pode ser julgada pela criação. Tudo que ele propôs é santo e justo, incluindo a condenação eterna do réprobo e a salvação do eleito!

Adoremos juntamente o Deus da verdade e da lógica: o nosso Deus onisciente, soberano, amoroso, irado, gracioso e santo!
Fonte (original): http://www.bornfromabove.com/

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