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Amor Abissal a Deus ( Pe. Inácio José do Vale)

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Amor Abissal a Deus ( Pe. Inácio José do Vale)

Mensagem por Admin em Qua Abr 13, 2016 7:21 pm





O primeiro e maior mandamento ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo, é amar o Senhor Deus, Pai eterno e todo-poderoso de todo o nosso coração, de toda nossa alma, de toda nossa mente e de toda nossa força (Mc 12,30).
Se soubéssemos o suficiente sobre Quem Deus é e o que Ele pode ser para nós, estaríamos prostrados, suplicando que nos desse o privilégio de amá-Lo no abissal máximo da nossa capacidade. Quando somos divinamente iluminados, amar ao Bom Deus de todo o nosso coração é o mais sublime prazer da nossa existência.

Viver sem amar é não viver. Ninguém pode viver uma vida de paz, e alegria e de felicidade sem amar a Deus de toda sua alma.Disse Sigmund Freud: «O que se precisa para ser feliz? Trabalho e amor».

O amor é o sentimento mais poderoso do universo. É o sentimento da vitória. Dele afirmou o Pe. José Kentenich: «Permaneçamos fielmente unidos e não esqueçamos que o amor vence tudo».

Há duas palavras no Novo Testamento grego que significam amor. A palavra philos se refere a todo afeto humano natural, algo que todos os seres humanos possuem. A outra palavra é ágape, fala do amor de Deus e seus atributos para humanidade. A maior expressão desse amor está em João 3,16. «Deus amou o mundo de tal maneira que deu o único filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna»

O Papa Bento XVI, na sua Carta Encíclica Deus Caritas Est, no final da introdução exorta: «O meu desejo é insistir sobre alguns elementos fundamentais, para desse modo suscitar no mundo um renomado dinamismo de empenhamento na resposta ao amor divino».

Ninguém melhor respondeu ao amor divino do que a bendita Virgem Maria. Está escrito em Lucas 1,38: «Disse então Maria: 'Eis aqui a serva do Senhor: cumpra-se em mim segundo a tua palavra'». No versículo 37 está escrito: «E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador».

Maria é o mais belo exemplo do amor abissal ao nosso Deus. O amor de Maria é o amor que faz cumprir a gloriosa palavra de Deus em sua vida. Todo esse amor está imbuído de gratidão, alegria, pureza, submissão e sofrimento. Essa manifestação do amor por Deus nos mostra mais claramente a ilusão, o engano, o valor passageiro de tudo que parece ser bom neste mundo. A revelação desse poderoso amor é a arma que «dissipou os soberbos no pensamento de seus corações. Depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu vazios os ricos». (Lc 1, 51-53).

O amor abissal ignora tudo que queira ser intruso no nosso coração para tomar o santo lugar de Deus ou que, no menor sentido possível, tenta dividir com ele o nosso coração. É com a revelação desse amor que escolhemos o Deus da vida e rejeitamos todos os deuses da morte, todos os falsos profetas, todos os ídolos e toda pregação enganosa da teologia da prosperidade. Nossos corações ardem com indignação contra tudo que tenta tomar o santíssimo espaço do Bom Deus ou tenta ocupar a menor parte que seja da honra, da glória, do louvor e da adoração devidos somente a Deus Pai Todo-Poderoso.

Com a graça do amor, exaltamos a soberania de Deus. Com a fé e o amor, temos poder para orar. Com a esperança temos confiança no amor de Deus para vida eterna. Com a bênção do amor, deixamos de lado tudo que possa competir com a nossa salvação. Com amor temos Jesus Cristo como Senhor de tudo. Com o amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5, 5), ficamos desprovidos das coisas negativos do mundo e do inferno.

Temos certeza absoluta do amor de Deus para a nossa alma. Chegaremos ao paraíso, com o perdão dos nossos pecados, por meio da caridade divina (Pr 10,12; I Pd 4,8).

O amor abissal nos leva a ter sede e fome de Deus. O rei Davi tinha esse amor, quando escreveu: «A minha alma tem sede de Deus do Deus vivo» (Sl 42,1,2). Lindo é o seu clamor descrito no Salmo 63,1,2: «Ó Deus , Tu és o meu Deus; de madrugada Te buscarei. A minha alma tem sede de Ti; a minha carne Te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água; para ver a Tua fortaleza e a tua glória, como Te vi no santuário».

Ninguém pode servir a Deus, sem amá-Lo ardentemente. Ninguém pode amar o próximo, sem amar a Deus. Ninguém pode amar a Deus, sem amar a humanidade. Ninguém pode fazer a obra do Senhor, sem ter fome e sede de Deus.
É o amor divino que atrai o ser humano para conhecer e relacionar com a Santíssima Trindade. Através do amor, temos comunhão com as três Pessoas Divinas. A nossa comunhão eclesial, parte da comunhão trinitária. Nada em toda a nossa vida, poderá satisfazer nossos desejos, a não ser o amor, faz-nos negligenciar tudo que é terreno, relativo e insignificante, a fim de alcançar algo maior e eterno.

Diz o padre Vitor Galdino Feller: «Deus é amor (1 Jo 4,8.16). Nesse sentido, Ele basta-se a Si mesmo, na inter-relação infinita de transbordamento de amor entre as três Pessoas Divinas. Por ser assim, Deus-Amor quer que compartilhemos de sua vida, criou-nos para a comunhão consigo e chama-nos do egoísmo e de toda forma de pecado para a reconciliação com Ele e com os nossos irmãos. O ser humano não se cansa de acreditar no amor e na comunhão. Essa esperança se fundamenta em Deus que é amor e no amor de Deus por nós».

Com categoria afirmava o Doutor da Graça, Santo Agostinho: «Se vês a caridade, vês a Trindade».

É a dimensão desse trinitário amor, que arde em nossos corações pelo Senhor Deus, pelo semelhante e que arrebenta o mero espírito religioso rotineiro e o atrai para uma vida de ardor, ousadia e poder. Com atração desse amor, as pessoas insistem pelo valor da vida.Tem forças para lutar contra as injustiças e a cultura de morte. Atravessam terra, mar, montanhas, vales, desertos, barreiras, caminhos solitários, espinhosos e pontes.

Todas as coisas sem o amor de Deus, mais cedo ou mais tarde acabam nos enfadando. Sem amor, nada é feito para durar. Somente é renovado a cada dia, quando o coração apaixonado, descobre o novo a cada momento, uma nova visão para aquecer o amor.

São Paulo Apóstolo afirma que o amor de Cristo nos constrange e que somos edificados em amor (II Cor 5,14; Ef 4,16).

«Se quiséssemos compendiar a mensagem cristã em poucas palavras, encontraríamos a formulação exata em São João Apóstolo: «Ele primeiro nos amou» (1 Jo 4,19). Mas não somente Ele ama. Há Mais: Ele amou PRIMEIRO, isto é, teve a iniciativa de amar não somente ao criar o homem, mas também ao recriá-lo; na verdade, o homem disse NÃO a Deus pelo pecado dos primeiros pais; nessas condições o Pai enviou seu próprio Filho feito novo Adão para redimir o primeiro Adão e sua linhagem. Deus Pai revelou assim a grandeza do seu amor tal que jamais o homem a imaginaria», escreveu Dom Estevão Bettencourt, OSB.

O amor abissal para com Deus é uma oblação radical, é uma atitude de se dar sem reservas ao bondoso Pai Celestial.

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