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A influência e liberdade do fruto do Espírito (Albert Barnes)

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A influência e liberdade do fruto do Espírito (Albert Barnes)

Mensagem por Admin em Sex Jul 08, 2016 8:18 pm



O Fruto do Espírito
por
Albert Barnes
 
(Clique aqui para baixar a fonte grega usada neste artigo)

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gálatas 5:22,23).

[...]
Mas o fruto do Espírito — Aquele que o Espírito Santo produz. Não é sem desígnio, evidentemente, que o apóstolo usa a palavra “Espírito” aqui, como denotando que essas coisas não fluem de nossa própria natureza. Os vícios acima enumerados são as “obras” apropriadas ou o resultado das operações do coração humano; as virtudes que ele enumera são produzidas por uma influência exterior — a agência do Espírito Santo. Por conseguinte, Paulo não as atribui aos nossos próprios corações, mesmo quando renovados. Ele diz que elas devem ser consideradas como o resultado apropriado das operações do Espírito sobre a alma.

É amor - A Deus e aos seres humanos. Provavelmente o último seja aqui intencionado, visto que os frutos do Espírito são colocados em contraste com aqueles vícios que levam às rixas entre as pessoas. Sobre o significado da palavra amor, veja as notas em 1 Coríntios 13:1; e para uma ilustração de suas operações e efeitos, vejas as notas naquele capítulo inteiro.

Alegria - No amor de Deus; nas evidências do perdão; na comunhão com o Redentor; e em Seu serviço; nos deveres da religião, na provação, e na esperança do céu; veja as notas em Romanos 5:2; compare 1 Pedro 1:8.

Paz - Como o resultado da reconciliação com Deus; veja as notas em Romanos 5:1.

Longanimidade - Na aflição e provação, e quando injuriado por outros; veja a nota em 1 Coríntios 13:4.
Benignidade - A mesma palavra que é traduzida por “bondade” em 2 Coríntios 6:6; veja as notas nesse lugar. A palavra significa bondade, benevolência, benignidade; e é oposta a um temperamento rude, amargo e perverso. É uma disposição de ser agradável; é brandura de temperamento, mansidão de espírito, uma disposição serena, e uma disposição de tratar com toda cortesia e polidez. Esse é um dos efeitos regulares das operações do Espírito sobre o coração. A religião não produz nenhum raivoso, carrancudo e amargo. Ela adoça o temperamento; corrige uma disposição irritável; torna o coração amável; dispõe-nos a fazer todos ao nosso redor tão felizes quanto possível. Isso é verdadeira polidez; um tipo de polidez que pode ser aprendida muito melhor na escola de Cristo do que na de Chesterfield; pelo estudo do Novo Testamento sob a direção do mestre de dança.

Bondade - Veja a nota em Romanos 15:14. Aqui a palavra parece ser usada no sentido de beneficência, ou uma disposição a fazer o bem aos outros. O sentido é que um cristão deve ser um homem bom.

Fé - Sobre o significado da palavra fé, veja a nota em Marcos 16:16. A palavra aqui pode ser usada no sentido de fidelidade, e pode denotar que o cristão será um homem fiel, um homem fiel em sua palavra e promessas; um homem confiável ou em quem se pode confiar. É provável que a palavra é usada nesse sentido pois o objetivo do apóstolo não é falar dos sentimentos que temos para com Deus, mas sim o de ilustrar as influências do Espírito em dirigir e controlar nossos sentimentos para com as pessoas. A verdadeira religião produz um homem fiel. O cristo é fiel como um homem; fiel como um vizinho, amigo, pai, marido, filho. Ele é fiel em seus contratos; fiel às suas promessas. Nenhum homem que não seja assim fiel pode ser um cristão, e todas as pretensões de se estar sob as influências do Espírito quando tal fidelidade não existe, são enganosas e vãs.

Mansidão - Veja a nota em Mateus 5:5.

Temperança - A palavra aqui usada, (egkrateia egkrateia), significa apropriadamente “auto-controle, continência”. Ela é derivada de eg en e krateia, “força”, e tem referência ao poder ou ascendência que temos sobre as paixões excitantes e más de todos os tipos. Ela denota o domínio-próprio que um homem tem sobre as propensões más de sua natureza. Usamos atualmente nossa palavra temperança num sentido muito mais limitado, como se referindo principalmente à abstinência de bebidas alcoólicas. Mas a palavra aqui usada é empregada num sentido muito mais extenso. Ela inclui o domínio sobre todas as propensões más, e pode detonar continência, castidade, domínio-próprio, moderação com respeito a todas as indulgências bem como também abstinências de bebidas alcoólicas. Veja a palavra explicada nas notas em Atos 24:25. O sentido aqui é que as influências do Espírito Santo sobre o coração fazem um homem moderado em todas as indulgências; ensinam-no a refreiar suas paixões e a governar a si mesmo; a controlar suas propensões malignas e a subjugar toda afeição desordenada.

O cristão não somente se absterá de bebidas alcoólicas, mas de todas as paixões excitantes; ele será temperado em toda sua maneira de viver, e no governo de seu temperamento. Isso pode ser aplicado à temperança bem como pode ser apropriadamente requerido de nós; mas essa não deve ser limitada àquela. Um cristão deve ser um homem temperante; e se o efeito de sua religião não produz isso, ela é falsa e vã. Abstinência de bebidas alcoólicas, bem como de todo excitamento impróprio, é demandado pelo próprio gênero de sua religião, e sobre esse assunto não há perigo de deixar as cordas muito puxadas. Ninguém jamais foi injuriado pela rígida temperança, pela total abstinência de espíritos fogosos, e do vinho como uma bebida; certamente, nenhum homem que não se abstém é salvo; nenhum homem, devemos crer, pode estar num estado de mente apropriado para os deveres religiosos, se ele cede ao uso habitual de bebidas alcoólicas. Nada é mais escandaloso para a religião do que tais indulgências; e, dada as mesmas circunstâncias, quanto mais uma pessoa estiver sob a influência do Espírito de Deus, mais ela será completamente uma pessoa de temperança.

Contra estas coisas não há lei - isto é, não há lei para condenar tais pessoas. Essas não são as coisas que a Lei denuncia. Esses, portanto, são os verdadeiros homens livres; livres da sentença condenatória da Lei, e livres no serviço de Deus. A Lei condena o pecado; e aqueles que evidenciam o espírito aqui referido estão livres de suas denúncias.
 

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 02 de Agosto de 2005.

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