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O mundo seria mais pacífico se não houvesse religião?

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O mundo seria mais pacífico se não houvesse religião?

Mensagem por Admin em Dom Dez 25, 2016 10:27 am



Religião e guerra são dois temas que muitas vezes se cruzam.

Desde as Cruzadas em 1095 até hoje em dia, vimos inúmeros conflitos travados em nome da fé.

E enquanto muitos acreditam que as guerras explodiriam se não houvesse a religião e que a fé é, na realidade, uma grande promotora da paz, para outros a guerra e a religião não podem se separar.


Justin Marozzi, historiador e jornalista

Desde muito tempo, a guerra e a religião se encontram em uma relação complicada e, muitas vezes, tensa.

Mas será que a religião alguma vez é a causa principal de uma guerra? Ou simplesmente um veículo utilizado para incitar as tropas, dividir sociedades e saquear países?

A causa original de qualquer guerra ou conflito é complexa e cheia de nuances, e há muitos fatores em jogo, como poder, ideologia, dinheiro, território e identidade.

Ocasionalmente, esse causa original até é esquecida, se perde ou é mal interpretada.

Na Irlanda do Norte, por exemplo, um conflito de 30 anos parecia dividir a sociedade em grupos religiosos: os unionistas protestantes contra os republicanos católicos.

De fato, o problema era mais territorial, com visões distintas sobre a identidade e sentimento de pertencimento nacional em sua essência. Os unionistas queriam permanecer no Reino Unido e os republicanos queriam voltar a ser parte da República da Irlanda.


Durante três décadas, os nacionalistas e republicanos da Irlanda do norte se enfrentaram em seu próprio país.

Alguns especialistas acreditam que a religião nunca é a causa das guerras. Já outros dizem que a religião tem um papel de protagonismo na instigação da violência e do conflito.

A campanha do grupo autodenominado Estado Islâmico, por exemplo, criou uma violência generalizada que sacrificou milhares de inocentes, de todas e de nenhuma fé, em muitas partes do mundo.

O EI pratica uma versão extrema do Islã, e não pensa duas vezes antes de derramar sangue para lograr seus objetivos.

Sua causa imediata é a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos, durante a qual seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, foi preso.

Ao mesmo tempo, havia uma luta de poder em Bagdá entre duas facções do Islã: o governo dirigido por xiitas e os sunitas privados de representação.

Estes últimos se uniram a insurgentes anti-governo.

O EI aproveitou a situação e ganhou território na Síria e no Iraque.

Sinal dando direções para chegar a um dos bastiões do autodenominado Estado Islâmico

Com esta situação política de fundo, podemos responsabilizar somente a religião por este conflito violento?
Especialistas como o ex-oficial da CIA e psiquiatra forense Mark Zeiman diriam: "Não, não se trata da fé, sim da indignação emocional e moral, o que leva às pessoas a se unir a grupos como o EI."

Mas eu tenho outro ponto de vista.

Depois de passar a maior parte da última década vivendo em meio a conflitos e escrevendo sobre muitos dos países mais assolados pela guerra, meu parecer é que não se trata de anti-imperialismo.

Trata-se se pintar o mundo de negro.

Com sua interpretação extremista do Islã, para este núcleo duro de crentes, o motivo é puramente religioso.



http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36762686

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